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CVE-2016-7836criticalunder attackCWE-287

CVE-2016-7836

63Vexday Risk Score

Prioritize patching. It under exploitation confirmed by CISA.

ssvc Actcvss 9.8epss 19%
from disclosure to weapon
Published on NVDJun 9
CISA KEV+3049d
exploitation probability
19%top 3% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
Action required by CISAfederal deadline: 2025-11-04

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Summary

Falha de autenticação imprópria (CWE-287) no agente do SKYSEA Client View, ferramenta japonesa de gestão de ativos de TI, permite execução remota de código no endpoint sem autenticação nem interação do usuário. O risco prático é concentrado: o fornecedor identificou exploração ativa principalmente em máquinas cujo agente estava exposto com IP global (público) e porta de comunicação acessível pela Internet, embora tenha alertado depois que ambientes só com IP privado também podem ser abusados. A CISA só adicionou a falha ao catálogo KEV em outubro de 2025, quase nove anos após a divulgação original, indicando exploração ainda relevante contra instalações legadas.

Technical detail

A vulnerabilidade está no processamento de autenticação da conexão TCP entre o agente instalado nos terminais (endpoint) e o programa de console de gerenciamento central do SKYSEA Client View. O agente mantém uma porta TCP aberta esperando comandos do console de gestão; a negociação de autenticação dessa conexão é falha, permitindo que um atacante remoto se apresente como console legítimo (ou injete comandos na conversação) sem apresentar credencial válida. O CISA KEV classifica isso como CWE-287 (Improper Authentication).

O CVSS 3.x (AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H, score 9.8) reflete que o vetor é de rede, sem privilégio prévio, sem interação do usuário, e o impacto é total sobre confidencialidade, integridade e disponibilidade — condizente com execução arbitrária de código no contexto do agente. Nenhuma das fontes lidas (fornecedor, JVN, JPCERT) publicou detalhes do protocolo proprietário ou do mecanismo exato de bypass da autenticação; a lacuna técnica pública é real e deve ser assumida como tal, não preenchida.

O fornecedor reforça que o problema afeta 'todas as versões' Ver.11.221.03 e anteriores, sem distinguir componente por componente — a nota de 08/03/2017 lista master server, terminais de gerenciamento e terminais standalone como afetados igualmente, já que todos rodam o mesmo programa de agente vulnerável.

How it’s exploited

O vetor é puramente de rede: um atacante que consiga alcançar a porta TCP usada pelo agente SKYSEA envia pacotes que exploram a falha de autenticação para obter execução de código no terminal, sem precisar de credenciais, sem interação do usuário e, segundo o CVSS, com baixa complexidade de ataque. Não há PoC público nas fontes consultadas — o fornecedor e o JPCERT confirmam exploração in the wild, mas não detalham a técnica.

O fornecedor descreve duas condições de exposição observadas na prática: (1) terminais com IP global atribuído diretamente à interface de rede (sem passar por NAT) — por exemplo, notebooks levados para fora da empresa que se conectam à Internet via módulo LTE ou dongle USB — combinados com a porta do SKYSEA não bloqueada por firewall; nesse cenário um servidor fora da organização consegue enviar pacotes maliciosos diretamente ao agente. (2) Um adendo publicado poucos dias depois (27/12/2016) amplia o alerta: mesmo ambientes restritos a IP privado podem ser alvo de abuso, e o fornecedor passou a recomendar patch em todos os terminais com o agente instalado, independentemente da condição de rede.

A CISA confirma exploração ativa ao incluir a CVE no catálogo KEV (adicionada em 14/10/2025, prazo de correção 04/11/2025), quase uma década após a divulgação — sinal de que instalações legadas e não corrigidas continuam sendo alvo, provavelmente por scanners de Internet que buscam agentes SKYSEA expostos em IP público.

Versions

Affected
SKYSEA Client View Ver.11.221.03 e todas as versões anteriores, incluindo instalações em master server, terminais de gerenciamento (management devices) e terminais standalone que executam o programa agente.
Fixed in
Ver.11.300.08h; Ver.11.400.07o; Ver.11.4 (lançada em 06/03/2017); Ver.12.000.14t (lançada em 21/03/2017); Ver.12.100.07p (lançada em 23/05/2017). Também existe patch de correção aplicável diretamente sobre versões até a Ver.11.221.03, distribuído pelo fornecedor via site de suporte a clientes com contrato de manutenção.

How to protect

A correção definitiva é atualizar para uma versão corrigida: Ver.11.300.08h ou Ver.11.400.07o (patches sobre a linha 11.x existente), ou migrar para Ver.11.4 (lançada em 06/03/2017, que reforça a autenticação da conexão TCP e adiciona filtragem por IP de origem), Ver.12.000.14t (21/03/2017) ou Ver.12.100.07p (23/05/2017). O fornecedor também distribuiu um patch aplicável diretamente às versões até a Ver.11.221.03 sem exigir upgrade completo, disponível apenas via portal de suporte para clientes com contrato de manutenção ativo.

Se a atualização imediata não for viável, o único paliativo documentado pelo fornecedor e pelo JVN é restringir o acesso de rede ao processo do agente SKYSEA: bloquear a porta de comunicação usada pelo produto no firewall, especialmente garantir que nenhum terminal com o agente instalado tenha IP público diretamente atribuído sem NAT/firewall intermediário. Isso reduz a superfície de ataque mas não corrige a falha de autenticação em si — um atacante já dentro da rede interna com acesso à porta ainda pode explorar.

Não há mitigação via WAF ou controle de camada de aplicação HTTP, já que o vetor é uma conexão TCP direta com protocolo proprietário do agente, não tráfego web. Contratos de manutenção expirados impedem acesso ao portal de patches; o fornecedor orienta contato direto por telefone nesses casos, o que é relevante para ambientes legados sem suporte ativo.

How to detect

Nenhuma das fontes consultadas publicou assinatura de rede, hash ou indicador de comprometimento específico para esta CVE. O sinal mais direto e alinhado à orientação do próprio fornecedor é monitorar conexões de entrada na porta TCP usada pelo agente SKYSEA Client View originadas de fora da rede corporativa — em particular da Internet — e verificar se algum terminal com o agente instalado possui IP público atribuído diretamente à interface de rede (sem NAT). O fornecedor publicou posteriormente (28/04/2017) orientação sobre como identificar terminais infectados e como responder, mas o conteúdo técnico desse material não estava disponível nas fontes analisadas; equipes que já usam ou usaram o produto sem correção devem tratar a ausência de log de autenticação robusto do agente como um ponto cego a ser investigado diretamente com o fornecedor.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
SKYSEA Client View Ver.11.221.03 and earlier allows remote code execution via a flaw in processing authentication on the TCP connection with the management console program.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H