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CVE-2018-5002highunder attackCWE-121

CVE-2018-5002

56Vexday Risk Score

Prioritize patching. It under exploitation confirmed by CISA.

ssvc Actcvss 7.8epss 25%
from disclosure to weapon
Published on NVDJul 9
CISA KEV+1414d
exploitation probability
25%top 2% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
Action required by CISAfederal deadline: 2022-06-13

The impacted product is end-of-life and should be disconnected if still in use.

Summary

Buffer overflow baseado em pilha (CWE-787) no Adobe Flash Player 29.0.0.171 e versões anteriores, corrigido no boletim APSB18-19 junto com outras três falhas. Está no catálogo KEV da CISA com exploração confirmada, mas o produto é end-of-life desde 31/12/2020 e a única ação que a própria CISA recomenda é desinstalar — não existe mais um cenário de 'aplicar patch' viável.

Technical detail

A falha é um stack-based buffer overflow (CWE-787) no runtime do Flash Player. A Adobe não detalhou publicamente o componente interno afetado no advisory APSB18-19; o boletim lista a CVE junto com CVE-2018-4945 (também execução de código arbitrário) e duas falhas de disclosure de informação (CVE-2018-5000 e CVE-2018-5001), corrigidas no mesmo pacote.

O vetor CVSS informado (AV:L/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H) indica que a exploração bem-sucedida exige interação do usuário (UI:R) e não requer privilégios prévios (PR:N), com impacto total em confidencialidade, integridade e disponibilidade — coerente com execução de código no contexto do usuário atual, conforme a descrição oficial da Adobe. Vale registrar que a atribuição original de metadados no catálogo da CISA (via projeto vulnrichment) tratava várias CVEs antigas de Flash, incluindo esta, como UI:N e 'automatizável', o que pesquisadores da própria comunidade apontaram como superestimado: a exploração de fato depende de o usuário abrir ou carregar um conteúdo SWF malicioso, não de um ataque remoto sem qualquer ação da vítima.

O atacante controla o conteúdo do arquivo SWF (ou embutido em um documento/página que carrega Flash), manipulando estruturas internas para sobrescrever dados na pilha e desviar o fluxo de execução, típico de overflow em parsers de estrutura de arquivo ou em rotinas de processamento de ActionScript/Shape do Flash Player.

How it’s exploited

O vetor prático é entrega de um arquivo SWF malicioso — embutido em página web, anúncio malvertising, ou documento (Office, PDF) com objeto Flash incorporado — que a vítima precisa abrir ou visualizar. Não há indício de exploração sem interação do usuário; a falha exige que o Flash Player esteja instalado e habilitado no navegador ou aplicação hospedeira e que o usuário execute a ação de carregar o conteúdo.

A presença no catálogo KEV da CISA confirma exploração no mundo real, mas as fontes disponíveis não detalham o ator, campanha ou momento específico da exploração — apenas que ocorreu e justificou a inclusão no catálogo obrigatório para agências federais dos EUA. O padrão histórico de exploração de Flash nessa era (2018) foi majoritariamente via exploit kits e documentos maliciosos direcionados, mas isso não está documentado explicitamente para esta CVE nas fontes lidas.

O resultado de uma exploração bem-sucedida é execução de código arbitrário no contexto de privilégios do usuário que executou o Flash Player — não do sistema, salvo escalonamento posterior via outra falha.

Versions

Affected
Adobe Flash Player 29.0.0.171 e versões anteriores (todas as plataformas suportadas na época: Windows, macOS, Linux, Chrome OS).
Fixed in
Adobe Flash Player 30.0.0.113, distribuído no boletim APSB18-19. Pacotes derivados corrigidos: flash-plugin-30.0.0.113 (Red Hat Enterprise Linux 6, RHSA-2018:1827) e www-plugins/adobe-flash >= 30.0.0.113 (Gentoo GLSA 201806-02).

How to protect

A correção oficial da Adobe é a atualização para o Flash Player 30.0.0.113 (boletim APSB18-19, junho de 2018). Distribuições Linux replicaram essa correção nos pacotes de plugin equivalentes (ex.: Red Hat RHSA-2018:1827 e Gentoo GLSA 201806-02, ambos apontando para a mesma versão 30.0.0.113).

Essa correção, porém, é histórica: o Adobe Flash Player atingiu fim de vida em 31 de dezembro de 2020, a Adobe interrompeu a distribuição e passou a bloquear a execução de conteúdo Flash em suas próprias versões finais. A ação recomendada pela CISA no catálogo KEV não é 'atualizar', e sim desinstalar o Flash Player e remover qualquer instância remanescente do produto — não existe versão suportada para aplicar como mitigação atual. Não há workaround de configuração conhecido (o próprio Gentoo GLSA registra 'no known workaround' na época); qualquer navegador ou ambiente que ainda carregue esse runtime deve ser tratado como risco de execução de código, independentemente de patch.

How to detect

Não há assinatura de rede confiável e específica para esta CVE nas fontes disponíveis — a exploração ocorre no processamento local do arquivo SWF pelo runtime do Flash, não em um padrão de tráfego distintivo. Sinais indiretos a observar incluem crash reports ou logs de falha do processo do navegador/plugin Flash correlacionados com download ou renderização de conteúdo SWF de origem não confiável, e a simples presença de instâncias do Flash Player em endpoints — dado o EOL do produto, qualquer instalação detectada já é um indicador de risco por si só, independente de tentativa de exploração confirmada.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
Adobe Flash Player versions 29.0.0.171 and earlier have a Stack-based buffer overflow vulnerability. Successful exploitation could lead to arbitrary code execution in the context of the current user.
CVSS:3.1/AV:L/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H