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CVE-2024-6047criticalunder attackCWE-78

GeoVision EOL device - OS Command Injection

63Vexday Risk Score

Prioritize patching. It under exploitation confirmed by CISA.

ssvc Actcvss 9.8epss 10%
from disclosure to weapon
Published on NVDJun 17
CISA KEV+324d
exploitation probability
10%top 5% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
Action required by CISAfederal deadline: 2025-05-28

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Summary

Múltiplos dispositivos GeoVision descontinuados (fim de vida/fim de suporte) — câmeras IP, servidores de vídeo, DVRs e um leitor de placas (LPR) — permitem que um atacante remoto e não autenticado injete comandos de sistema arbitrários através de uma funcionalidade específica que não filtra corretamente a entrada do usuário. A gravidade (CVSS 9.8) é real e agravada pelo fato de não existir correção: os produtos estão fora de suporte e o fabricante recomenda apenas a substituição do equipamento. Está no catálogo KEV da CISA com confirmação de exploração ativa, incluindo recrutamento para botnets do tipo Mirai.

Technical detail

A falha é uma injeção de comando no sistema operacional (CWE-78): uma funcionalidade específica do firmware — não detalhada publicamente pelo fabricante nem pelo TWCERT/CC — recebe entrada do usuário sem sanitização adequada e a passa para uma chamada de shell ou função equivalente no sistema embarcado do dispositivo. Como o vetor exige apenas acesso de rede (AV:N), sem privilégios (PR:N) e sem interação do usuário (UI:N), qualquer parte da entrada controlada pelo atacante que alcance essa rotina é suficiente para executar comandos com os privilégios do processo que atende a requisição — normalmente root ou equivalente em firmwares embarcados desse tipo.

O impacto declarado é total: confidencialidade, integridade e disponibilidade em nível alto (C:H/I:H/A:H), compatível com execução arbitrária de comando no sistema operacional do dispositivo, não apenas na aplicação web de gerenciamento.

Nem o advisory do fabricante, nem o TWCERT/CC, nem a entrada da CISA especificam o endpoint, parâmetro ou protocolo exato explorado. Isso é uma lacuna relevante: sem esse detalhe, é impossível escrever uma assinatura de detecção precisa baseada apenas nas fontes públicas disponíveis — o que se sabe é o mecanismo (injeção de comando via input não filtrado em 'funcionalidade específica') e não o vetor técnico exato.

How it’s exploited

O ataque é de baixa complexidade e não requer autenticação nem qualquer interação da vítima — basta o dispositivo estar acessível pela rede, incluindo, no caso mais crítico, exposição direta à internet. Isso é o padrão típico desses equipamentos: câmeras IP, DVRs e servidores de vídeo GeoVision frequentemente ficam expostos por portas de gerenciamento web sem segmentação, o que os torna alvo natural de varreduras automatizadas.

A CISA confirma exploração ativa ao incluir a CVE no catálogo KEV. Publicamente, a pesquisa da Akamai associa esse tipo de exploração de dispositivos GeoVision fim-de-vida a atividade de botnet baseada em Mirai, que varre a internet em massa procurando dispositivos IoT vulneráveis para recrutamento — típico desse gênero de falha em equipamentos legados sem correção disponível.

O resultado final da exploração é execução arbitrária de comando no sistema operacional do dispositivo, o que na prática significa controle total do equipamento: possibilidade de usá-lo como pivô na rede interna, exfiltrar tráfego de vídeo, ou simplesmente enlistá-lo em botnet para DDoS ou proxy de tráfego malicioso.

Versions

Affected
Todos os dispositivos GeoVision listados como fim de vida (EOL)/fim de suporte (EoS) nas seguintes linhas, sem versão de firmware específica informada pelo fabricante: DSP LPR (GV_DSP_LPR_V2); câmeras IP (GV_IPCAMD_GV_BX130, GV_IPCAMD_GV_BX1500, GV_IPCAMD_GV_CB220, GV_IPCAMD_GV_EBL1100, GV_IPCAMD_GV_EFD1100, GV_IPCAMD_GV_FD2410, GV_IPCAMD_GV_FD3400, GV_IPCAMD_GV_FE3401, GV_IPCAMD_GV_FE420); servidores de vídeo (GV_GM8186_VS14, GV-VS14_VS14, GV_VS03, GV_VS2410, GV_VS28XX, GV_VS216XX, GV VS04A, GV VS04H); DVRs (GVLX 4 V2, GVLX 4 V3).
Fixed in
Nenhuma. Os produtos estão fora de suporte (EOL/EoS); o fabricante e o TWCERT/CC não publicaram e não planejam publicar correção de firmware, recomendando a substituição do equipamento.

How to protect

Não existe correção de firmware: os produtos afetados estão em fim de vida ou fim de serviço, e o fabricante (TWCERT/CC e GeoVision) recomenda explicitamente retirar/substituir os dispositivos. Atualizar o firmware não é uma opção viável aqui — não há versão corrigida a aplicar.

Como controle compensatório, o único caminho real é isolar completamente o dispositivo da exposição direta à internet e de redes não confiáveis: colocá-lo em VLAN segregada sem rota para a internet, bloquear acesso à interface de gerenciamento por firewall (permitir apenas IPs de administração conhecidos), e monitorar tráfego de saída anômalo que indique enlistamento em botnet. Esses controles reduzem a superfície de ataque mas não eliminam o risco — o dispositivo continua vulnerável a qualquer ator com acesso à rede interna.

O que não funciona: reiniciar o dispositivo, trocar senha padrão, ou aplicar apenas um WAF genérico na frente da interface web — como a vulnerabilidade explora falha na filtragem de entrada em nível de sistema operacional e não há indicação pública do endpoint exato, regras de WAF sem conhecimento preciso do vetor têm eficácia limitada. A recomendação de fundo, reiterada por todas as fontes oficiais, é descontinuar o uso do equipamento.

How to detect

Não há assinatura de detecção confiável publicada pelas fontes oficiais, já que o endpoint/parâmetro exato explorado não foi divulgado. Como indício indireto, vale monitorar logs de acesso às interfaces de gerenciamento web/HTTP dos dispositivos por padrões incomuns de caracteres típicos de injeção de shell (ponto-e-vírgula, pipe, backticks, `$()`) em qualquer campo de requisição, e observar tráfego de rede de saída anômalo do dispositivo — conexões a IPs desconhecidos, varredura de outras redes, ou picos de CPU/tráfego — que podem indicar enlistamento em botnet Mirai-like, conforme reportado pela Akamai.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
Certain EOL GeoVision devices fail to properly filter user input for the specific functionality. Unauthenticated remote attackers can exploit this vulnerability to inject and execute arbitrary system commands on the device.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H