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CVE-2025-47827mediumunder attackCWE-347

CVE-2025-47827

63Vexday Risk Score

Prioritize patching. It under exploitation confirmed by CISA and has a public proof of concept.

ssvc Actcvss 4.6epss 4.9%
from disclosure to weapon0 days
Published on NVDJun 5
1st PoCMay 20
CISA KEV+131d
exploitation probability
4.9%top 8% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
1 public exploit(s)
Action required by CISAfederal deadline: 2025-11-04

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Summary

Falha no módulo igel-flash-driver do IGEL OS anterior à versão 11 permite montar um root filesystem SquashFS malicioso sem verificação de assinatura, quebrando a cadeia de confiança do Secure Boot. O CVSS foi rebaixado de 8.4 para 4.6 em outubro de 2025 porque a MSRC reclassificou o vetor de ataque como acesso físico (AV:P) e removeu impacto em confidencialidade/integridade, mantendo só disponibilidade — mas isso não reduz a gravidade real do bypass de Secure Boot para quem tem acesso físico ao equipamento IGEL.

Technical detail

O IGEL OS usa uma cadeia de boot: um shim assinado pela Microsoft 3rd Party UEFI CA carrega o GRUB e o kernel, ambos assinados pela IGEL Secure Boot Signing CA. O problema está depois disso — no kernel já carregado e íntegro, o módulo igel-flash-driver é responsável por verificar a assinatura da imagem SquashFS que contém o root filesystem antes de montá-la. Na versão vulnerável (IGEL OS 10), essa verificação é falha: uma imagem SquashFS forjada, sem assinatura válida, pode ser montada como root. A MSRC classificou o problema como CWE-324 (Use of a Key Past its Expiration Date), divergindo da classificação inicial do pesquisador como CWE-347 (Improper Verification of Cryptographic Signature).

O impacto é agravado por outro fator: o kernel vulnerável expõe a syscall kexec_load, permitindo substituir completamente o kernel em execução por um kernel arbitrário e não confiável — na prática, inicializar qualquer sistema operacional após o Secure Boot ter validado apenas o shim e o GRUB iniciais. Isso rompe a cadeia de confiança em qualquer ponto após o carregamento do kernel legítimo.

Um detalhe que agrava a exploração pós-correção: mesmo em versões do IGEL OS onde o módulo passou a verificar corretamente a assinatura da SquashFS, o kernel corrigido e o kernel vulnerável são assinados pelo mesmo certificado IGEL. Isso significa que o mesmo shim válido consegue inicializar tanto a versão corrigida quanto a vulnerável — atualizar o sistema operacional, por si só, não impede que um atacante com acesso físico faça downgrade para o kernel antigo e explore a falha novamente.

How it’s exploited

A exploração exige acesso físico ao dispositivo IGEL (AV:P no vetor CVSS revisado) — não é um bypass remoto de rede. O atacante precisa conseguir inicializar o equipamento a partir de uma configuração controlada por ele (por exemplo, mídia própria, disco alterado ou manipulação do processo de boot local) para que o shim assinado pela Microsoft carregue o GRUB e o kernel IGEL legítimos e, a partir daí, apresente uma imagem SquashFS forjada como root filesystem. Não há necessidade de autenticação prévia no sistema operacional (PR:N) nem interação do usuário (UI:N), mas o pré-requisito de posse física do hardware já restringe bastante o universo de atacantes viáveis a cenários de roubo/furto de equipamento, acesso a salas de máquinas ou manipulação em cadeia de suprimentos/manutenção.

Uma vez com o root filesystem malicioso montado, o atacante pode: usar kexec para substituir o kernel em execução por um totalmente controlado por ele, sem que isso seja detectado pelo processo de Secure Boot (que já validou apenas shim e GRUB); alterar a linha de comando do kernel legítimo para desabilitar módulos de segurança ou trocar o parâmetro init, executando um payload após o root real ser montado; e esconder essas alterações fazendo bind mount sobre /proc/cmdline. O resultado prático é a criação de um bootkit/rootkit persistente em nível de kernel, com acesso irrestrito a memória, CPU e dispositivos — suficiente para extrair chaves de criptografia da memória e evadir ferramentas de detecção baseadas no SO.

A vulnerabilidade está no catálogo KEV da CISA (adicionada em 14/10/2025, prazo de correção 04/11/2025), indicando exploração confirmada em ambiente real, embora a CISA classifique como 'desconhecido' o uso em campanhas de ransomware. Existe PoC pública (repositório do pesquisador que descobriu a falha), o que reduz a barreira técnica para quem já tem o pré-requisito de acesso físico.

Versions

Affected
IGEL OS anterior à versão 11 (especificamente IGEL OS 10, segundo o relatório do pesquisador).
Fixed in
IGEL OS 11, que corrige a verificação de assinatura da imagem SquashFS no módulo igel-flash-driver. A correção completa do bypass de Secure Boot depende adicionalmente da revogação via DBX dos shims antigos assinados pela Microsoft 3rd Party UEFI CA, processo tratado separadamente entre IGEL, Microsoft e os mantenedores do shim.

How to protect

O fornecedor corrigiu a verificação de assinatura da imagem SquashFS a partir do IGEL OS 11. Porém, a correção completa depende de um segundo passo fora do controle do usuário final: a revogação dos shims antigos (assinados sem suporte a SBAT) via DBX (UEFI Revocation List), processo que ficou pendente por meses devido a atrito de coordenação entre IGEL, Microsoft e os mantenedores do shim — só avançou depois de repetidas cobranças do pesquisador que reportou a falha. Sem essa revogação, um shim antigo válido continua podendo inicializar tanto o kernel corrigido quanto o vulnerável, então atualizar o IGEL OS por si só não elimina o risco se o atacante tiver acesso físico e conseguir fazer downgrade do kernel.

A CISA KEV recomenda aplicar as mitigações do fornecedor, seguir a orientação BOD 22-01 para serviços em nuvem (quando aplicável) ou descontinuar o uso do produto se não houver mitigação disponível — linguagem padrão que, neste caso, reflete a real dependência da revogação de shim ainda em curso. Como controle compensatório prático, restringir rigorosamente o acesso físico aos terminais/thin clients IGEL (evitar boot por mídia externa, proteger BIOS/UEFI com senha, controlar acesso a salas e transporte de equipamento) mitiga o vetor real da falha, já que ela exige presença física.

O que não funciona como mitigação: assumir que manter o Secure Boot habilitado no firmware resolve o problema — o Secure Boot continua validando shim e GRUB normalmente; a falha está no estágio pós-boot, dentro do próprio SO IGEL, então a cadeia de confiança do firmware permanece intacta enquanto a do sistema operacional é rompida silenciosamente.

How to detect

Não há sinal de log ou tráfego de rede confiável documentado para esta falha — a exploração ocorre no processo de boot local, antes de qualquer telemetria de SO ou de rede estar ativa, e exige acesso físico prévio. Indicadores indiretos possíveis incluem discrepâncias entre o hash/versão esperado do kernel e initramfs em disco versus o que está efetivamente instalado, alterações inesperadas em /proc/cmdline (considerando que a técnica de ataque documentada usa bind mount para ocultar essas mudanças, o que reduz a confiabilidade desse sinal), e presença de binários EFI ou imagens SquashFS não assinadas/corrigidas em dispositivos que deveriam estar na versão 11.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
In IGEL OS before 11, Secure Boot can be bypassed because the igel-flash-driver module improperly verifies a cryptographic signature. Ultimately, a crafted root filesystem can be mounted from an unverified SquashFS image.
CVSS:3.1/AV:P/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:N/I:N/A:H
Affected products
n/a · n/a
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