CVE-2017-6740
Prioriza la corrección. Ella está bajo explotación confirmada por CISA.
Apply updates per vendor instructions.
Resumen
Falha de buffer overflow no subsistema SNMP do Cisco IOS e IOS XE que permite execução remota de código ou reload do dispositivo. Exige autenticação — community string de leitura (SNMPv1/v2c) ou credenciais de usuário (SNMPv3) — o que reduz drasticamente a superfície real de exploração em relação ao que sugere um CVSS 8.8, mas está no catálogo KEV da CISA com exploração confirmada.
Detalle técnico
A vulnerabilidade é um buffer overflow (CWE-119) no processamento de determinadas MIBs pelo subsistema SNMP do Cisco IOS/IOS XE. O advisory da Cisco trata CVE-2017-6740 junto com outras oito CVEs (6736 a 6744) publicadas no mesmo boletim, cada uma associada a manipulação incorreta de dados em MIBs específicas habilitadas por padrão quando o SNMP está ativo: ADSL-LINE-MIB, ALPS-MIB, CISCO-ADSL-DMT-LINE-MIB, CISCO-AUTH-FRAMEWORK-MIB, CISCO-BSTUN-MIB, CISCO-MAC-AUTH-BYPASS-MIB, CISCO-SLB-EXT-MIB, CISCO-VOICE-DNIS-MIB, CISCO-VOICE-NUMBER-EXPANSION-MIB e TN3270E-RT-MIB.
O atacante controla o conteúdo de um pacote SNMP (GET, GETBULK, GETNEXT ou SET, dependendo da variante) enviado ao agente SNMP do dispositivo via IPv4 ou IPv6. Ao processar um OID malformado dentro de uma dessas MIBs, o código do agente grava dados além dos limites de um buffer interno, corrompendo memória do processo SNMP no plano de gerência do IOS/IOS XE.
O ponto crítico é que essas MIBs são habilitadas automaticamente junto com o SNMP — não é preciso configuração explícita para ficar exposto — e o comando `show snmp mib` não lista necessariamente todas elas, dificultando a auditoria manual. A Cisco não publicou detalhes de qual MIB corresponde exatamente a CVE-2017-6740 dentro do conjunto; o boletim trata o grupo de forma agregada.
O impacto declarado é execução arbitrária de código com controle total do dispositivo, ou, na falha da exploração, reload (negação de serviço) — refletido no CVSS 3.0 com C:H/I:H/A:H.
Cómo se explota
Para explorar via SNMPv1/v2c o atacante precisa conhecer a community string de leitura (read-only) do dispositivo alvo; para SNMPv3, precisa de credenciais de usuário válidas. Isso classifica a falha como PR:L (privilégio baixo) no CVSS, mas na prática exige acesso a um segredo específico — não é uma falha pré-autenticação. Em ambientes onde a community string é fraca, padrão (`public`) ou vazou por outro meio, a barreira de entrada é trivial.
Com a credencial em mãos, o atacante envia um pacote SNMP malformado direcionado a uma das MIBs vulneráveis via IPv4 ou IPv6, na porta UDP do agente SNMP (normalmente 161). Não há interação do usuário nem necessidade de acesso físico — é um vetor puramente de rede, desde que haja alcance até a interface de gerência do dispositivo.
A Cisco atribuiu score temporal E:F (exploit funcional existe) na versão mais recente do advisory, e a CVE está no catálogo KEV da CISA com exploração confirmada em ambiente real — motivo pelo qual órgãos federais dos EUA tiveram prazo de correção definido (due date 2022-03-24, quase cinco anos após a publicação original, refletindo a natureza persistente do problema em dispositivos legados).
Versiones
Cómo protegerse
A correção definitiva é atualizar para uma versão fixa do Cisco IOS ou IOS XE. A Cisco não lista as versões corrigidas diretamente no texto do advisory consultado — orienta o uso da ferramenta oficial 'Cisco IOS Software Checker' para identificar a versão fixa aplicável ao release específico em uso. Não é possível, a partir das fontes disponíveis, indicar aqui números de versão corrigida sem risco de erro; consulte o checker do fornecedor pelo release exato instalado.
Se a atualização não for viável imediatamente, a Cisco publicou uma seção de workarounds cujo núcleo é excluir do acesso SNMP as MIBs afetadas (a lista completa: ADSL-LINE-MIB, ALPS-MIB, CISCO-ADSL-DMT-LINE-MIB, CISCO-AUTH-FRAMEWORK-MIB, CISCO-BSTUN-MIB, CISCO-MAC-AUTH-BYPASS-MIB, CISCO-SLB-EXT-MIB, CISCO-VOICE-DNIS-MIB, CISCO-VOICE-NUMBER-EXPANSION-MIB, TN3270E-RT-MIB), usando view SNMP restritiva. O custo é perder visibilidade de monitoramento associada a essas MIBs — aceitável na maioria dos ambientes, já que são pouco usadas fora de contextos legados (ADSL, BSTUN, ALPS, TN3270).
Controles compensatórios adicionais: restringir acesso SNMP por ACL apenas a hosts de gerência confiáveis, usar SNMPv3 com autenticação e privacidade (nunca v1/v2c com community previsível) e rotacionar community strings. Não funciona como mitigação apenas trocar a community string sem excluir as MIBs — se o atacante já tiver credencial válida (v3) ou a nova string vazar, a superfície de buffer overflow continua presente até a atualização ou exclusão das MIBs.
Cómo detectar
Não há assinatura de rede universal confiável documentada nas fontes consultadas para distinguir tráfego SNMP legítimo de tentativas de exploração desta falha específica — o pacote malformado explora parsing interno de OIDs de MIBs específicas, o que exige inspeção profunda do payload SNMP (community string, versão, OID alvo) correlacionada às MIBs listadas no advisory. Em ausência de IDS/IPS com assinatura específica para essas MIBs, o sinal mais prático é monitorar logs do dispositivo por reloads inesperados do processo SNMP ou crashes correlacionados a tráfego SNMP recebido, e auditar quem tem acesso à community string ou credenciais SNMPv3 válidas, já que a exploração pressupõe posse desse segredo.