← volver
CVE-2023-42917highbajo ataqueCWE-787

CVE-2023-42917

51Vexday Risk Score

Prioriza la corrección. Ella está bajo explotación confirmada por CISA.

ssvc Actcvss 8.8epss 9.4%
de la publicación al arma
Publicada en NVD30 nov
CISA KEV+4d
probabilidad de explotación
9.4%top 5% de las CVE
explotación observada
CISA + VulnCheck
Acción exigida por CISAplazo federal: 2023-12-25

Apply remediations or mitigations per vendor instructions or discontinue use of the product if remediation or mitigations are unavailable.

Resumen

Corrupção de memória no motor WebKit que permite execução arbitrária de código ao processar conteúdo web malicioso, afetando iOS, iPadOS, macOS e Safari antes das versões corrigidas em novembro/dezembro de 2023. A Apple confirma que a falha foi explorada ativamente contra versões de iOS anteriores à 16.7.1, e ela está no catálogo KEV da CISA — não é uma CVE teórica, é peça de um exploit real usado em campanha direcionada.

Detalle técnico

A falha (CWE-362, race condition/uso inadequado de locking) está no WebKit, o motor de renderização usado pelo Safari e por qualquer app no ecossistema Apple que use WKWebView. A Apple descreve o problema como 'memory corruption... addressed with improved locking' — ou seja, uma condição de corrida em código que manipula recursos compartilhados sem sincronização correta, permitindo que dois caminhos de execução acessem/modifiquem a mesma estrutura de memória simultaneamente e corrompam seu estado. Isso é consistente com bugs de use-after-free ou double-free em engines JS/DOM, onde um objeto é liberado enquanto outra thread ainda o referencia.

A Apple não publicou detalhes de implementação além dessa frase genérica, e nenhuma das fontes catalogadas (advisories da Apple republicados no Fulldisclosure) traz análise técnica de terceiros sobre o mecanismo exato — não há PoC público nem writeup independente disponível nas fontes consultadas. O bug tem entrada correspondente no WebKit Bugzilla (#265067), mas o ticket não é público.

A CVE foi reportada por Clément Lecigne, do Google Threat Analysis Group (TAG), equipe que rotineiramente identifica exploits usados por operações de spyware comercial contra alvos específicos (jornalistas, dissidentes, diplomatas). A mesma pessoa reportou no mesmo lote a CVE-2023-42916 (leitura fora dos limites/out-of-bounds read no WebKit, divulgação de informação), corrigida no mesmo conjunto de patches — padrão típico de cadeia de exploração: um bug de leitura para vazar endereços de memória e derrotar ASLR, seguido do bug de corrupção de memória para conseguir execução de código.

Cómo se explota

Vetor de ataque é rede (AV:N): a vítima precisa apenas visitar uma página web ou renderizar conteúdo malicioso processado pelo WebKit — via Safari, um link aberto em qualquer app que use WebView, ou conteúdo embutido (iMessage, por exemplo, historicamente tem sido vetor para bugs de WebKit). O CVSS 3.1 marca UI:R (interação do usuário necessária) e PR:N (nenhum privilégio prévio), condições consistentes com ataque tipo watering-hole ou link malicioso enviado ao alvo — não exige autenticação, configuração não padrão nem acesso à rede local.

A Apple afirma estar ciente de exploração ativa contra iOS anterior à 16.7.1, o que motivou a entrada no catálogo KEV da CISA. Isso indica uso em campanha real, não apenas prova de conceito de pesquisador — o padrão de descoberta (TAG do Google, par com bug de info-leak) é típico de cadeias usadas por spyware comercial contra alvos de alto perfil, não de exploração massiva e indiscriminada. Não há indicação nas fontes de que um exploit público ou weaponizado esteja circulando amplamente após a correção.

O resultado final documentado pela Apple é execução arbitrária de código no contexto do processo WebKit — que em iOS/iPadOS roda em sandbox, então o impacto completo em um ataque real depende de encadeamento com um bug de sandbox escape/kernel (não coberto por esta CVE isoladamente).

Versiones

Afectadas
iOS e iPadOS anteriores à 17.1.2 (com exploração confirmada contra versões anteriores à 16.7.1); macOS Sonoma anterior à 14.1.2; Safari anterior à 17.1.2 em macOS Monterey e macOS Ventura; tvOS anterior à 17.2; watchOS anterior à 10.2.
Corregidas en
iOS 17.1.2 e iPadOS 17.1.2; macOS Sonoma 14.1.2; Safari 17.1.2 (macOS Monterey e Ventura); tvOS 17.2; watchOS 10.2.

Cómo protegerse

Atualizar para iOS 17.1.2, iPadOS 17.1.2, macOS Sonoma 14.1.2, Safari 17.1.2 (para macOS Monterey e Ventura), tvOS 17.2 ou watchOS 10.2, conforme a plataforma. Não há patch para ramos anteriores ao 16.7.1 mencionados na correção original — dispositivos travados em versões antigas de iOS/iPadOS por incompatibilidade de hardware ficam expostos indefinidamente, já que a Apple não costuma retroportar correções de WebKit para essas linhas fora de ciclo de suporte.

Como paliativo real não existe flag de configuração que desative o componente vulnerável sem quebrar a navegação — WebKit é o motor obrigatório em iOS/iPadOS (nenhum outro engine é permitido pela política da plataforma) e o motor padrão do Safari em macOS. Reduzir exposição na prática significa restringir uso do Safari/WebView para navegação não confiável em dispositivos que não podem ser atualizados, ou isolar esses dispositivos de redes onde recebem links não verificados — não é mitigação técnica no sentido de patch virtual, é redução de superfície.

O que não funciona: extensões de bloqueio de anúncios ou scripts (uBlock etc.) não mitigam corrupção de memória no motor de renderização em si, porque o bug está na camada de parsing/execução do WebKit, não em JavaScript malicioso de terceiros que possa ser filtrado por regras de conteúdo.

Cómo detectar

Não há assinatura de rede ou padrão de tráfego conhecido e documentado para detectar tentativas de exploração — o ataque ocorre inteiramente client-side, dentro do processo de renderização do WebKit, ao carregar uma página. Não existem IOCs públicos, hashes de exploit ou domínios associados nas fontes disponíveis. Na prática, o único sinal indireto observável seria crash reports do processo WebKit/Safari (kernel panics, logs de crash em /Library/Logs/DiagnosticReports em macOS, ou diagnósticos coletados via MDM/Apple Configurator em frotas gerenciadas) anômalos e recorrentes antes da atualização — mas isso é evidência fraca e não substitui a atualização como controle primário.

Investigado y redactado con IA a partir del advisory del fabricante y análisis públicos, con las fuentes citadas. Verifica siempre la versión corregida en el advisory oficial antes de actuar.
A memory corruption vulnerability was addressed with improved locking. This issue is fixed in iOS 17.1.2 and iPadOS 17.1.2, macOS Sonoma 14.1.2, Safari 17.1.2. Processing web content may lead to arbitrary code execution. Apple is aware of a report that this issue may have been exploited against versions of iOS before iOS 16.7.1.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H