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CVE-2025-32756criticalbajo ataqueCWE-121

CVE-2025-32756

88Vexday Risk Score

Prioriza la corrección. Ella está bajo explotación confirmada por CISA y tiene prueba de concepto pública.

ssvc Actcvss 9.6epss 30%
de la publicación al arma5 días
Publicada en NVD13 may
1ª PoC+5d
CISA KEV+1d
probabilidad de explotación
30%top 2% de las CVE
explotación observada
CISA + VulnCheck
10 exploit(s) público(s)
Acción exigida por CISAplazo federal: 2025-06-04

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumen

Estouro de pilha (stack-based buffer overflow) explorável remotamente e sem autenticação em FortiVoice, FortiMail, FortiNDR, FortiRecorder e FortiCamera, acionado via cookie 'hash' malformado em requisições HTTP para a interface administrativa/portal. A Fortinet confirmou exploração ativa em ambientes FortiVoice antes da divulgação, com um conjunto de ferramentas pós-exploração documentado (backdoor, captura de credenciais SSH, limpeza de logs) — isso não é uma falha teórica, é uma campanha real já mapeada.

Detalle técnico

A vulnerabilidade [CWE-121] está no processamento de um cookie de hash em requisições HTTP recebidas pela interface administrativa e de portal (componente fcgi/httpd dos produtos afetados). O valor do cookie é copiado para um buffer de tamanho fixo na pilha sem validação adequada de tamanho, permitindo que um atacante sobrescreva a região de controle da pilha com dados arbitrários enviados na requisição.

O campo que o atacante controla é o próprio conteúdo do cookie 'hash' — não há necessidade de sessão válida, token CSRF ou qualquer autenticação prévia, já que o parsing ocorre em camada exposta antes de qualquer checagem de credenciais. Os logs de crash citados pela Fortinet (mod_fcgid recebendo signal 11 em processos como admin.fe) indicam o ponto onde o overflow corrompe o processo fcgi e trava ou é sequestrado.

A CISA classifica a falha como CWE-124 (bounds overwrite) em vez do CWE-121 usado pela Fortinet — divergência de categorização entre as duas fontes, mas ambas descrevem o mesmo mecanismo de corrupção de memória na pilha via requisição HTTP manipulada.

O vetor de rede exposto é a interface administrativa/portal HTTP(S) do produto, que em muitas instalações fica acessível diretamente na internet — combinação que explica o CVSS 9.6 com AV:N/AC:L/PR:N/UI:N.

Cómo se explota

Pré-requisito real e único: acesso de rede à interface administrativa ou de portal HTTP/HTTPS do dispositivo. Não exige conta, não exige interação do usuário, não exige configuração não padrão além de a própria interface estar exposta — o que é bastante comum em VoIP gateways e appliances de e-mail/segurança expostos para gestão remota.

A Fortinet documentou exploração no mundo real contra FortiVoice antes da divulgação pública. As ações observadas do ator de ameaça incluíram varredura da rede interna a partir do dispositivo comprometido, apagamento de crashlogs do sistema, ativação de debug do fcgi para capturar credenciais de login (do próprio sistema e de tentativas SSH) e instalação de biblioteca PAM maliciosa (libfmlogin.so) para logar credenciais SSH em texto claro. Havia também scripts de scan de rede (fmtest) e persistência via crontab que periodicamente extrai e limpa arquivos de debug contendo credenciais.

A CISA confirma exploração ativa ao incluir a CVE no catálogo KEV com prazo de mitigação de 04/06/2025 (20 dias após publicação), reforçando que não se trata de risco hipotético — há campanha ativa usando esse vetor para comprometimento inicial seguido de coleta de credenciais e movimento lateral.

Versiones

Afectadas
FortiCamera 2.1.0–2.1.3, 2.0 (todas), 1.1 (todas); FortiMail 7.6.0–7.6.2, 7.4.0–7.4.4, 7.2.0–7.2.7, 7.0.0–7.0.8; FortiNDR 7.6.0, 7.4.0–7.4.7, 7.2.0–7.2.4, 7.0.0–7.0.6; FortiRecorder 7.2.0–7.2.3, 7.0.0–7.0.5, 6.4.0–6.4.5; FortiVoice 7.2.0, 7.0.0–7.0.6, 6.4.0–6.4.10.
Corregidas en
FortiCamera 2.1.4+ (2.0 e 1.1 sem patch, requer migração para linha corrigida); FortiMail 7.6.3+, 7.4.5+, 7.2.8+, 7.0.9+; FortiNDR 7.6.1+, 7.4.8+, 7.2.5+, 7.0.7+; FortiRecorder 7.2.4+, 7.0.6+, 6.4.6+; FortiVoice 7.2.1+, 7.0.7+, 6.4.11+.

Cómo protegerse

Atualizar para as versões corrigidas por linha de produto: FortiCamera 2.1 para 2.1.4+ (2.0 e 1.1 não têm patch — migrar para release corrigida); FortiMail 7.6 para 7.6.3+, 7.4 para 7.4.5+, 7.2 para 7.2.8+, 7.0 para 7.0.9+; FortiNDR 7.6 para 7.6.1+, 7.4 para 7.4.8+, 7.2 para 7.2.5+, 7.0 para 7.0.7+; FortiRecorder 7.2 para 7.2.4+, 7.0 para 7.0.6+, 6.4 para 6.4.6+; FortiVoice 7.2 para 7.2.1+, 7.0 para 7.0.7+, 6.4 para 6.4.11+.

Se a atualização imediata não for possível, o paliativo publicado pela Fortinet é desabilitar completamente a interface administrativa e de portal HTTP/HTTPS — não há flag de mitigação parcial documentada; o workaround é remover a superfície de ataque, o que custa acesso remoto de gestão até a atualização.

Mesmo com patch aplicado, dado o histórico de exploração ativa antes da divulgação, vale checar indicadores de comprometimento retroativo: presença dos arquivos /bin/wpad_ac_helper, /bin/busybox (hashes MD5 específicos publicados pela Fortinet), /lib/libfmlogin.so, /bin/fmtest, e verificar se o fcgi debugging foi habilitado (comando 'diag debug application fcgi' mostrando 'general to-file ENABLED' é indício de comprometimento, já que não é padrão de fábrica). Aplicar apenas o patch sem investigar esses artefatos não remove um comprometimento pré-existente.

Cómo detectar

Verificar logs do httpd/fcgid por travamentos anômalos: entradas 'mod_fcgid: error reading data, FastCGI server closed connection' e 'mod_fcgid: process ... exit(communication error), get unexpected signal 11' em processos como admin.fe indicam tentativa de exploração que corrompeu o processo. Checar 'diag debug application fcgi' — saída com 'general to-file ENABLED' é indicador forte de comprometimento, pois debugging fcgi não vem habilitado por padrão.

Buscar no sistema de arquivos os artefatos específicos documentados pela Fortinet (com hashes MD5): /bin/wpad_ac_helper, /bin/busybox (hashes adicionais), /lib/libfmlogin.so, /bin/fmtest, /var/spool/.sync, e linhas adicionadas em /data/etc/crontab, /var/spool/cron/crontabs/root, /etc/pam.d/sshd e /etc/httpd.conf (carregamento de mod_socks5.so). Tráfego de rede originado do dispositivo para os IPs publicados pela Fortinet (198.105.127.124, 43.228.217.173, 43.228.217.82, 156.236.76.90, 218.187.69.244, 218.187.69.59) é indicador de comunicação com infraestrutura do ator de ameaça observado.

Investigado y redactado con IA a partir del advisory del fabricante y análisis públicos, con las fuentes citadas. Verifica siempre la versión corregida en el advisory oficial antes de actuar.
A stack-based buffer overflow vulnerability [CWE-121] vulnerability in Fortinet FortiCamera 2.1.0 through 2.1.3, FortiCamera 2.0 all versions, FortiCamera 1.1 all versions, FortiMail 7.6.0 through 7.6.2, FortiMail 7.4.0 through 7.4.4, FortiMail 7.2.0 through 7.2.7, FortiMail 7.0.0 through 7.0.8, FortiNDR 7.6.0, FortiNDR 7.4.0 through 7.4.7, FortiNDR 7.2.0 through 7.2.4, FortiNDR 7.0.0 through 7.0.6, FortiRecorder 7.2.0 through 7.2.3, FortiRecorder 7.0.0 through 7.0.5, FortiRecorder 6.4.0 through 6.4.5, FortiVoice 7.2.0, FortiVoice 7.0.0 through 7.0.6, FortiVoice 6.4.0 through 6.4.10 allows a remote unauthenticated attacker to execute arbitrary code or commands via sending HTTP requests with specially crafted hash cookie.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H/E:F/RL:X/RC:C
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