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CVE-2010-0249highsob ataqueCWE-416

CVE-2010-0249

100Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 8.8epss 92%
da publicação à arma2 dias
Publicada no NVD15 de jan.
1ª PoC+2d
metasploit14 de jan.
CISA KEV+5969d
probabilidade de exploração
92%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
3 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2026-06-03

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumo

Use-after-free no mecanismo de renderização HTML do Internet Explorer (6, 6 SP1, 7 e 8) que permite execução remota de código quando a vítima abre uma página HTML ou documento do Office malicioso. É a falha usada na Operação Aurora (dez/2009-jan/2010), campanha de espionagem contra Google e outras dezenas de empresas — por isso importa mais pela história e pela exploração ativa confirmada do que pelo CVSS isolado.

Detalhamento técnico

A falha é um use-after-free (CWE-416): o IE acessa um ponteiro associado a um objeto que já foi liberado da memória, resultado de inicialização incorreta e tratamento impróprio de objetos HTML. O parser/engine de renderização mantém uma referência a um objeto (tipicamente disparado por manipulação de elementos via script) cujo ciclo de vida não é sincronizado corretamente com o garbage collector do DOM — quando o objeto é destruído mas o ponteiro permanece acessível, o atacante que controla o conteúdo da página pode forçar realocação de memória nesse espaço com dados próprios antes do ponteiro pendente ser usado novamente.

O CVE é descrito oficialmente pela Microsoft como 'HTML Object Memory Corruption Vulnerability' e faz parte do conjunto de correções da MS10-002, que trata sete vulnerabilidades reportadas em privado mais esta, divulgada publicamente e já sob exploração ativa. A superfície de ataque é qualquer conteúdo processado pelo motor HTML do IE, incluindo documentos do Microsoft Office que embutem controles ActiveX que invocam o mesmo mecanismo de renderização — por isso o vetor não se limita a navegação web direta.

Atacante controla o conteúdo HTML/script servido à vítima; não há necessidade de autenticação no alvo, mas há necessidade de interação do usuário (abrir a página ou o documento), refletida no UI:R do vetor CVSS.

Como é explorada

O vetor primário observado na Operação Aurora foi engenharia social: e-mails de spear-phishing com links para páginas comprometidas ou hospedadas pelo atacante, que serviam o HTML malicioso ao IE da vítima. Não é necessário acesso prévio à rede da vítima nem autenticação — é um ataque remoto clássico contra cliente, dependente apenas de o usuário clicar no link ou abrir o documento malicioso com IE6 (o alvo mais confiável) instalado.

A campanha, documentada por Google, McAfee, Adobe e outras empresas afetadas, buscava roubo de propriedade intelectual (incluindo código-fonte do Google) e acesso a contas de Gmail de ativistas de direitos humanos; a atribuição divulgada na época apontava para atores ligados à China, embora essa atribuição tenha sido tratada pela imprensa e pelos próprios pesquisadores como acusação, não prova técnica formal no advisory da Microsoft. A exploração confiável era mais fácil em IE6 sem DEP habilitado; em IE7/IE8 com DEP ativo (não padrão em todas as configurações da época) a exploração era mais difícil, mas a Microsoft não tratou DEP como mitigação completa.

Existem módulo Metasploit e PoC públicos, o que barateou a reprodução do ataque fora do contexto original da Aurora. O resultado final da exploração bem-sucedida é execução de código arbitrário no contexto do usuário logado — download e execução do backdoor associado à campanha (conhecido como Hydraq/Aurora) foi o desfecho documentado nos incidentes reais.

Versões

Afetadas
Internet Explorer 6, 6 SP1, 7 e 8 em Windows 2000 SP4; Windows XP SP2 e SP3 (incluindo x64 Edition SP2); Windows Server 2003 SP2 (incluindo x64 e Itanium); Windows Vista Gold, SP1 e SP2 (incluindo x64); Windows Server 2008 Gold, SP2 e R2 (incluindo x64 e Itanium); e Windows 7 (32-bit e x64). Internet Explorer 5.01 SP4 em Windows 2000 SP4 também é listado como afetado no boletim MS10-002.
Corrigidas em
Corrigido pela atualização cumulativa MS10-002 (KB978207), que substitui a MS09-072. A Microsoft também disponibilizou orientação prévia via Security Advisory 979352 (KB979352) antes do boletim definitivo.

Como se proteger

A correção definitiva é aplicar a MS10-002 (KB978207), atualização cumulativa do IE que resolve esta falha e outras sete reportadas em privado. A Microsoft também publicou a KB979352 como advisory específico desta vulnerabilidade antes do boletim cumulativo.

Se a atualização não puder ser aplicada imediatamente, os paliativos publicados pela Microsoft/CERT são: habilitar DEP no IE6 e IE7 (não elimina a falha, apenas dificulta a exploração de corrupção de memória); configurar a zona da Internet como 'Alta', o que força prompt antes de executar ActiveX e Active Scripting; desabilitar Active Scripting; e desabilitar controles ActiveX no Microsoft Office, já que documentos Office com ActiveX embutido são vetor alternativo. Nenhum desses paliativos remove a vulnerabilidade — apenas reduz a probabilidade de exploração bem-sucedida ou a superfície de ataque, com custo real de usabilidade (prompts constantes, scripts legítimos quebrados).

O mito a evitar: assumir que trocar de IE6 para IE7/IE8 resolve o problema — a falha afeta as quatro versões listadas; a mitigação real é o patch, não a troca de versão do navegador dentro da linha vulnerável. Diversos órgãos governamentais, na época, recomendaram abandonar IE6 por completo dado o histórico de exploração ativa contra essa versão específica.

Como detectar

Não há assinatura de rede ou de log publicamente detalhada nas fontes oficiais para esta CVE específica; a exploração ocorre no lado cliente via conteúdo HTML/script malicioso renderizado pelo IE, o que dificulta detecção baseada só em padrão de tráfego. Sinais indiretos documentados no contexto da Operação Aurora incluem: e-mails de phishing direcionado com links para domínios de hospedagem do exploit, crashes ou comportamento anômalo do processo iexplore.exe, e presença de tráfego de saída para infraestrutura de comando e controle associada ao malware baixado após exploração bem-sucedida (Hydraq). Ambientes que ainda rodam IE6/7/8 sem o patch da MS10-002 devem tratar qualquer comportamento pós-exploração (processos filhos inesperados de iexplore.exe, conexões de saída incomuns) como indicador prioritário, já que módulo Metasploit e PoC público tornam viável testar a exposição em laboratório controlado.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
Use-after-free vulnerability in Microsoft Internet Explorer 6, 6 SP1, 7, and 8 on Windows 2000 SP4; Windows XP SP2 and SP3; Windows Server 2003 SP2; Windows Vista Gold, SP1, and SP2; Windows Server 2008 Gold, SP2, and R2; and Windows 7 allows remote attackers to execute arbitrary code by accessing a pointer associated with a deleted object, related to incorrectly initialized memory and improper handling of objects in memory, as exploited in the wild in December 2009 and January 2010 during Operation Aurora, aka "HTML Object Memory Corruption Vulnerability."
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
Produtos afetados
n/a · n/a
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