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CVE-2010-2861criticalsob ataqueransomwareCWE-22

CVE-2010-2861

100Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 9.8epss 100%
da publicação à arma3 dias
Publicada no NVD11 de ago.
1ª PoC+3d
CISA KEV+4244d
probabilidade de exploração
100%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
4 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-04-15

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

Falha de directory traversal (CWE-22) no console administrativo do Adobe ColdFusion, presente em várias páginas de configuração dentro de CFIDE/administrator/, explorável via o parâmetro locale sem qualquer autenticação. O impacto real é maior que uma simples leitura de arquivo: permite recuperar password.properties (hash ou senha em texto claro do admin do CF) e, a partir daí, autenticar no painel administrativo e conseguir execução remota de código, geralmente com privilégios de SYSTEM no Windows. Está no catálogo KEV da CISA por exploração ativa confirmada e tem módulo Metasploit público desde 2010.

Detalhamento técnico

A vulnerabilidade é uma traversal de diretório clássica: o parâmetro locale, recebido por mappings.cfm, logging/settings.cfm, datasources/index.cfm, j2eepackaging/editarchive.cfm e enter.cfm (todos dentro de CFIDE/administrator/), é concatenado a um caminho de arquivo sem sanitização adequada de sequências ../. Isso permite ao atacante escapar do diretório esperado e ler qualquer arquivo acessível ao processo do ColdFusion, incluindo arquivos fora do webroot da aplicação.

O ponto crítico não é apenas 'ler um arquivo arbitrário' — é que essas rotas são acessíveis sem login prévio no console administrativo, e o atacante tem controle total sobre o caminho relativo enviado no parâmetro, incluindo o uso de byte nulo (%00) para truncar extensões ou sufixos indesejados adicionados pela aplicação, técnica usada nos PoCs para atingir diretamente password.properties.

O alvo prático de exploração é lib/password.properties, que guarda o hash SHA1 (ColdFusion 8/9, encrypted=true por padrão) ou a senha em texto claro (encrypted=false) do administrador do CF, e neo-security.xml, que pode conter credenciais de datasource. A obtenção desse arquivo é o que transforma uma leitura arbitrária em comprometimento administrativo completo.

Segundo o pesquisador que documentou a falha (gnucitizen, citando observação de Niels Teusink), o mecanismo de login do CF Admin usa HMAC-SHA1 sobre um salt e o próprio hash da senha, calculado no lado do cliente via JavaScript. Isso significa que, uma vez obtido o hash de password.properties, o atacante não precisa quebrá-lo: pode calcular o valor de login diretamente a partir do hash, sem senha em texto claro.

Como é explorada

O vetor é uma requisição HTTP GET não autenticada para uma das páginas afetadas em CFIDE/administrator/, com o parâmetro locale contendo uma sequência de ../ suficiente para alcançar o arquivo de instalação do ColdFusion (o número de níveis varia conforme a instalação, por isso ferramentas de exploração testam múltiplas profundidades). Não há necessidade de acesso à rede interna nem de configuração não padrão — o único pré-requisito real é que o console administrativo (CFIDE/administrator/) esteja acessível pela rede, algo comum em instalações expostas à internet.

Uma vez obtido o conteúdo de password.properties, o atacante extrai o hash SHA1 e, usando o mecanismo de autenticação do próprio painel (salt + HMAC-SHA1 calculado em JavaScript no formulário de login), constrói um valor de login válido sem precisar quebrar o hash por força bruta. Isso dá acesso completo ao ColdFusion Administrator. A partir daí, o painel oferece funcionalidades legítimas — como o agendador de tarefas (scheduler) — que podem ser abusadas para gravar um arquivo .cfm malicioso no webroot, resultando em execução de código no contexto do serviço CF, tipicamente SYSTEM em Windows por configuração padrão.

O módulo Metasploit público (coldfusion_traversal.rb, autor 'webDEViL') automatiza toda essa cadeia: descoberta do traversal correto, extração do hash, login, upload de shell via scheduler e execução. A presença desse módulo desde 2010, somada à inclusão no catálogo KEV da CISA em 2022 (indicando exploração observada muito depois da divulgação original), mostra que instâncias antigas e não corrigidas continuam sendo alvo ativo, inclusive por scanners automatizados.

Versões

Afetadas
Adobe ColdFusion 8.0, 8.0.1, 9.0, 9.0.1 e versões anteriores, para Windows, Macintosh e UNIX, segundo o boletim Adobe APSB10-18.
Corrigidas em
Correção disponibilizada pela Adobe via hotfix descrito no boletim APSB10-18. As fontes consultadas não especificam números de build pós-patch; consulte o boletim oficial da Adobe para a versão/hotfix exato aplicável à sua instalação.

Como se proteger

A correção do fornecedor está descrita no boletim APSB10-18 da Adobe. Instale o hotfix/patch correspondente à sua versão de ColdFusion (8.0, 8.0.1, 9.0 ou 9.0.1) conforme indicado nesse boletim — não há número de build de correção detalhado nas fontes consultadas aqui, portanto confirme a versão pós-patch diretamente no boletim da Adobe antes de considerar o sistema corrigido.

Se o patch não puder ser aplicado imediatamente, o controle compensatório real é restringir o acesso de rede ao console administrativo e aos diretórios relacionados (CFIDE/adminapi/, CFIDE/administrator/, CFIDE/componentutils/, CFIDE/wizards/, CFIDE/install.cfm) apenas a IPs de confiança, via firewall, ACL no servidor web ou binding de interface. Isso neutraliza o vetor sem exigir alteração de código, mas não corrige a falha subjacente — qualquer exposição futura desses caminhos volta a ser explorável.

Não existe mitigação eficaz apenas trocando a senha do admin ou habilitando encrypted=true em password.properties: como demonstrado, o atacante pode autenticar-se usando o hash diretamente, sem precisar da senha em texto claro nem quebrá-lo. Restringir a exposição de rede do console administrativo é, portanto, mais eficaz do que qualquer ajuste de política de senha enquanto o patch não é aplicado.

Como detectar

Em logs de acesso web, procure por requisições a *.cfm dentro de CFIDE/administrator/ (especialmente enter.cfm, settings/mappings.cfm, logging/settings.cfm, datasources/index.cfm, j2eepackaging/editarchive.cfm) contendo o parâmetro locale com múltiplas sequências ../ ou variantes codificadas, e eventual byte nulo (%00) seguido de um código de locale como 'en'. Respostas HTTP 200 nessas requisições, especialmente quando o corpo contém padrões típicos de arquivo de propriedades ou um hash hexadecimal longo, indicam sucesso da exfiltração.

Após a fase de leitura, um login administrativo bem-sucedido sem tentativas anteriores de senha incorreta é um indício de uso do hash extraído para autenticação direta. Criação de novas tarefas agendadas (scheduler) apontando para download de arquivos .cfm incomuns no webroot é o sinal mais forte de exploração completa, já que é o mecanismo usado para obter execução de código.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
Multiple directory traversal vulnerabilities in the administrator console in Adobe ColdFusion 9.0.1 and earlier allow remote attackers to read arbitrary files via the locale parameter to (1) CFIDE/administrator/settings/mappings.cfm, (2) logging/settings.cfm, (3) datasources/index.cfm, (4) j2eepackaging/editarchive.cfm, and (5) enter.cfm in CFIDE/administrator/.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H
Produtos afetados
n/a · n/a
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