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CVE-2012-1889highsob ataqueCWE-787

CVE-2012-1889

100Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA, tem exploit funcional público e 1 grupo(s) de ameaça a utilizam.

ssvc Actcvss 8.8epss 84%
da publicação à arma3 dias
Publicada no NVD13 de jun.
1ª PoC+3d
metasploit12 de jun.
CISA KEV+3647d
probabilidade de exploração
84%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
1 grupo(s)4 exploit(s) público(s)
Quem explora1

Grupos conhecidos por explorar esta vulnerabilidade (atribuição MITRE ATT&CK).

Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-06-22

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

Falha de memória não inicializada no Microsoft XML Core Services (MSXML) 3.0, 4.0, 5.0 e 6.0, explorável remotamente via páginas web maliciosas processadas pelo Internet Explorer ou via documentos do Office que usam o componente. Importa porque foi explorada em ataques reais como zero-day antes de existir patch oficial — a Microsoft publicou primeiro um advisory de mitigação e só depois, quase um mês depois, o bulletin com correção definitiva.

Detalhamento técnico

A vulnerabilidade está no MSXML, o parser/engine XML da Microsoft usado por Internet Explorer, várias versões do Office (2003, 2007), SharePoint Server 2007 e Groove. O componente acessa posições de memória não inicializadas durante o processamento de objetos — a Microsoft descreveu a correção como uma mudança na forma como o MSXML inicializa objetos em memória antes de usá-los, o que indica uma falha de uso de memória não inicializada (classificada pela CISA sob CWE-119, erro de restrição de operações dentro dos limites de um buffer de memória).

O atacante controla o conteúdo de uma página web (ou de um documento Office) que força o MSXML a instanciar e manipular esses objetos XML de forma que o parser opere sobre memória cujo estado não foi propriamente definido, gerando corrupção. Como o MSXML é acessível via script em páginas HTML (tipicamente através de controles ActiveX/COM expostos ao Internet Explorer) e também é usado internamente por aplicações Office ao processar XML, a superfície de ataque inclui tanto navegação web quanto abertura de documentos.

O resultado da corrupção de memória pode ser execução de código arbitrário com os privilégios do usuário que visualiza o conteúdo malicioso, ou, em caso de falha na exploração bem-sucedida, negação de serviço (crash do processo, geralmente o iexplore.exe ou o processo Office hospedeiro).

Como é explorada

O vetor primário é o Internet Explorer: a vítima precisa visitar uma página web especialmente criada — tipicamente via link em e-mail ou mensagem instantânea, já que o atacante não tem como forçar a visita. Um segundo vetor documentado é a entrega via documentos do Office que, ao serem abertos, acionam o processamento MSXML vulnerável. Em ambos os casos há exigência de interação do usuário (UI:R no vetor CVSS), mas não é necessária autenticação nem configuração fora do padrão — qualquer instalação com MSXML nas versões afetadas e IE/Office usando o componente está exposta.

Houve exploração ativa in-the-wild antes da correção oficial: a Microsoft confirmou ataques em curso já no advisory de junho de 2012, e fontes como Google Online Security Blog e pesquisadores de segurança relataram exploits servidos por sites comprometidos e embutidos em documentos Office circulando antes do patch de julho. Existe código de exploração público confiável e módulo Metasploit, o que reduz a barreira técnica para reprodução do ataque — a CISA re-adicionou a falha ao catálogo KEV em 2022, reforçando que ela continua sendo usada/testada em campanhas mesmo mais de uma década depois, provavelmente contra sistemas legados não corrigidos.

O resultado bem-sucedido é execução de código arbitrário no contexto do usuário vítima — controle do IE ou do processo Office, e a partir daí, dependendo de privilégios locais, possível movimento lateral ou persistência na máquina comprometida.

Versões

Afetadas
Microsoft XML Core Services 3.0, 4.0, 5.0 e 6.0, conforme instalados em Windows XP, Windows XP Professional x64, Windows Server 2003, Windows Vista, Windows Server 2008, Windows 7, Windows Server 2008 R2, Windows 8 e Windows Server 2012; MSXML 5.0 também via Office 2003, Office 2007, Office Word Viewer, Office Compatibility Pack, Expression Web, Office SharePoint Server 2007, Groove 2007 e Groove Server 2007.
Corrigidas em
Correção via MS12-043 (KB2722479): KB2719985 (MSXML 3.0 e 6.0 em Windows XP, Vista, Server 2008, Windows 7), KB2721691 (MSXML 4.0), KB2721693 (MSXML 6.0 em Windows XP x64, Windows Server 2003 e variantes x64/Itanium). Substitui atualizações anteriores KB2079403 (MS10-051) e KB954459 (MS08-069).

Como se proteger

A correção definitiva é o MS12-043 (KB2722479 como bulletin, com atualizações específicas por componente: KB2719985 para MSXML 3.0/6.0 em várias plataformas, KB2721691 para MSXML 4.0, KB2721693 para MSXML 6.0 em Windows XP x64, Server 2003 e Server 2008). Antes do patch, entre 12 de junho e 10 de julho de 2012, a Microsoft e o US-CERT recomendaram paliativos: aplicar o 'Fix it' descrito no KB2719615 (que usa o Application Compatibility Database para corrigir o comportamento do MSXML em runtime), desabilitar Active Scripting nas zonas Internet e Intranet Local do Internet Explorer, e usar o EMET para mitigar a exploração via DEP/ASLR/SEHOP.

Esses paliativos reduzem mas não eliminam o risco — desabilitar Active Scripting quebra funcionalidade de muitos sites legítimos, e o Fix it é uma correção não oficial de runtime, não substitui o patch. O custo real da mitigação temporária é funcional (perda de scripting) e operacional (aplicar e depois remover o Fix it ao instalar o update definitivo).

Hoje, mais de uma década após a divulgação, a única ação sensata é garantir que nenhum sistema Windows/Office legado sem os updates de julho de 2012 esteja em produção; sistemas com Windows XP/Vista/Server 2003 fora de suporte e sem patch equivalente devem ser isolados de rede ou descomissionados — não há mitigação de configuração que substitua a atualização em ambientes modernos.

Como detectar

Não há assinatura de rede única e confiável documentada nas fontes disponíveis — a exploração ocorre via manipulação de objetos XML processados pelo MSXML embutido em páginas web ou documentos Office, sem payload de rede padronizado publicamente descrito. Sinais indiretos a observar em ambientes legados: crashes recorrentes do iexplore.exe ou de processos Office (winword.exe, etc.) correlacionados com acesso a sites externos ou abertura de anexos, e alertas de soluções de proteção que tenham assinaturas específicas para CVE-2012-1889 fornecidas via o programa MAPP da Microsoft a parceiros de segurança antes do patch.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
Microsoft XML Core Services 3.0, 4.0, 5.0, and 6.0 accesses uninitialized memory locations, which allows remote attackers to execute arbitrary code or cause a denial of service (memory corruption) via a crafted web site.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
Produtos afetados
n/a · n/a
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