← voltar
CVE-2013-0641highsob ataqueCWE-120

CVE-2013-0641

63Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA.

ssvc Actcvss 7.8epss 32%
da publicação à arma
Publicada no NVD14 de fev.
CISA KEV+3304d
probabilidade de exploração
32%top 2% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-03-24

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

Buffer overflow (CWE-120) no Adobe Reader e Acrobat que permite execução remota de código através de um PDF malicioso. A falha foi usada em ataques reais já em fevereiro de 2013, antes da correção, tipicamente combinada com CVE-2013-0640 (bypass do sandbox Protected Mode do Reader XI) para conseguir execução completa fora do sandbox. Está no catálogo KEV da CISA por exploração confirmada, embora a inclusão formal só tenha ocorrido em 2022 — décadas de vida útil dessa vulnerabilidade em ambientes legados.

Detalhamento técnico

A vulnerabilidade é um buffer overflow de memória (CWE-120) no processamento de PDF pelo Adobe Reader/Acrobat. O boletim da Adobe (APSB13-07) e o CERT/CC (VU#422807) descrevem a falha genericamente como 'memory corruption', sem detalhar o parser ou estrutura de dados exata dentro do PDF que dispara o overflow — isso não foi divulgado publicamente pela Adobe nem está nas fontes disponíveis, então não deve ser inferido.

O atacante controla o conteúdo de um arquivo PDF especialmente construído (o crafted PDF document mencionado na descrição oficial). Ao processar esse arquivo — presumivelmente durante o parsing de algum objeto ou stream interno, dado o padrão histórico de falhas semelhantes no Reader — o overflow corrompe memória de forma que permite redirecionar o fluxo de execução.

A CVE foi divulgada em conjunto com CVE-2013-0640 no mesmo boletim e no mesmo VU do CERT. Análises da FireEye e da McAfee (referenciadas abaixo) documentam que essas duas falhas foram encadeadas em campanhas reais: uma delas dava execução de código, a outra escapava do sandbox (Protected Mode) introduzido no Reader/Acrobat XI. Isso é relevante porque o impacto real de CVE-2013-0641 isolada, em versões sem sandbox (9.x, 10.x), já era execução direta de código no contexto do usuário; em 11.x, o impacto pleno dependia do encadeamento com o bypass de sandbox.

Como é explorada

Vetor de entrega: arquivo PDF malicioso, enviado por e-mail ou hospedado para download, que a vítima precisa abrir no Reader ou Acrobat vulnerável — daí o User Interaction: Required no vetor CVSS. Não há necessidade de autenticação nem de configuração não padrão; basta o usuário abrir o arquivo com uma versão vulnerável instalada. O vetor CVSS fornecido (AV:L) reflete que a execução do payload ocorre localmente na máquina da vítima após o parsing do arquivo — a distribuição em si é remota (e-mail, web), mas o CVSS 3.1 recalculado trata o ponto de exploração como local, algo comum em falhas de parser de arquivo.

A FireEye documentou, em fevereiro de 2013, uma campanha ativa usando exatamente esse tipo de PDF malicioso, associando-o ao par CVE-2013-0640/CVE-2013-0641. A McAfee, por sua vez, detalhou a técnica de escape do sandbox usada nesses ataques contra o Reader XI. Isso indica exploração direcionada (não massiva) por atores que já tinham o exploit funcional antes do patch — um cenário clássico de zero-day usado em campanhas de espionagem/direcionadas contra alvos específicos, não ataques oportunistas em massa.

O resultado final da exploração bem-sucedida é execução arbitrária de código no contexto do usuário que abriu o PDF; em Reader XI com sandbox íntegro (sem o encadeamento com CVE-2013-0640), o impacto ficaria mais contido ao processo sandboxed, mas a Adobe e o CERT tratam a falha isolada como já suficiente para RCE no contexto do usuário nas versões afetadas.

Versões

Afetadas
Adobe Reader e Acrobat 9.x anterior a 9.5.4; 10.x anterior a 10.1.6; 11.x anterior a 11.0.02 (Windows, Macintosh; Adobe Reader também para Linux nas versões 9.x).
Corrigidas em
9.5.4, 10.1.6 e 11.0.02, conforme o boletim Adobe APSB13-07. Red Hat Enterprise Linux 5 e 6 (Supplementary) corrigido via pacote acroread-9.5.4 (RHSA-2013:0551). Gentoo (app-text/acroread) considera corrigido a partir de >= 9.5.5, que inclui esta e outras CVEs do período.

Como se proteger

Atualizar é a única mitigação real e definitiva: Adobe Reader/Acrobat 9.x para 9.5.4 ou posterior, 10.x para 10.1.6 ou posterior, 11.x para 11.0.02 ou posterior. Distribuições Linux que empacotavam o Acrobat Reader (via RHSA-2013-0551, Red Hat Enterprise Linux 5 e 6 Supplementary; e GLSA 201308-03, Gentoo) also precisam do pacote acroread atualizado — o Red Hat empacotou a correção na versão 9.5.4; o Gentoo, posteriormente, exigiu acroread >= 9.5.5 (que já cobre correções adicionais além desta CVE).

Se a atualização imediata não for possível, o CERT/CC lista paliativos parciais, todos com ressalvas: habilitar o Protected View no Reader/Acrobat XI (reduz superfície de ataque ao tratar arquivos de origem não confiável com mais restrição, mas só existe na linha 11.x); desabilitar JavaScript no Reader/Acrobat (reduz a superfície de exploits que dependem de JS, mas não elimina o buffer overflow em si, que está no parsing do PDF, não necessariamente ligado a JS); habilitar DEP no Windows e usar um framework de mitigação de exploração no nível do sistema operacional (o CERT cita o EMET, hoje descontinuado pela Microsoft, então essa recomendação específica está obsoleta e não deve ser seguida como está — a lição que permanece válida é usar mitigações de exploração em nível de SO, como DEP/ASLR, que ainda são relevantes). Nenhuma dessas medidas substitui o patch: são redução de superfície, não correção da falha de memória.

O Gentoo registra explicitamente 'não há workaround conhecido' para a série de vulnerabilidades do boletim que inclui esta CVE — reforçando que a atualização de pacote é o caminho, sem substituto configurável.

Como detectar

Não há assinatura genérica confiável para detectar exploração desta CVE especificamente, já que a falha está embutida no parsing interno do PDF e a Adobe não divulgou detalhes suficientes do mecanismo para construir uma regra precisa. A FireEye e a McAfee documentaram artefatos e comportamento da campanha específica de fevereiro de 2013 (o exploit combinado com CVE-2013-0640, incluindo a técnica de escape de sandbox), mas esses indicadores são específicos daquela campanha e de amostras daquele período — não servem como detecção geral para qualquer exploração futura da mesma classe de falha. Em ambientes que ainda rodam versões vulneráveis, o sinal mais prático é comportamental: processos do Reader/Acrobat gerando processos filhos inesperados, escrita em locais atípicos do sistema ou tráfego de rede logo após a abertura de um PDF recebido por e-mail.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
Buffer overflow in Adobe Reader and Acrobat 9.x before 9.5.4, 10.x before 10.1.6, and 11.x before 11.0.02 allows remote attackers to execute arbitrary code via a crafted PDF document, as exploited in the wild in February 2013.
CVSS:3.1/AV:L/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
Produtos afetados
n/a · n/a