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CVE-2014-0502highsob ataqueCWE-415

CVE-2014-0502

56Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA.

ssvc Actcvss 8.8epss 24%
da publicação à arma
Publicada no NVD21 de fev.
CISA KEV+3861d
probabilidade de exploração
24%top 2% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2024-10-08

The impacted product is end-of-life (EoL) and/or end-of-service (EoS). Users should discontinue utilization of the product.

Resumo

Vulnerabilidade de double free (CWE-399) no Adobe Flash Player que permite execução de código arbitrário quando a vítima carrega um arquivo SWF malicioso. Foi explorada como zero-day em fevereiro de 2014, antes da correção oficial, e está no catálogo KEV da CISA — mas hoje o produto é EOL/EOS e a única ação recomendada pela própria CISA é descontinuar o uso do Flash Player, não aplicar patch.

Detalhamento técnico

A falha é um double free: uma estrutura de memória é liberada duas vezes durante o processamento de conteúdo SWF, corrompendo o heap do processo. A descrição oficial da Adobe não especifica o componente exato ('unspecified vectors'), mas o padrão é o do Flash Player da época — o double free cria uma janela de corrupção de heap que, combinada com técnicas de heap grooming, permite que um atacante reescreva ponteiros de função ou estruturas de objeto controladas, redirecionando o fluxo de execução.

O write-up da Volatility Labs, baseado na análise do exploit encontrado in the wild, mostra a cadeia completa: o Flash malicioso (cc.swf) explora a falha e o shellcode resultante baixa um arquivo GIF (logo.gif) hospedado no mesmo servidor. Esse GIF carrega, nos seus últimos 4 bytes, um inteiro little-endian que indica o deslocamento de um payload de shellcode criptografado embutido no próprio arquivo de imagem — uma técnica de esteganografia simples para evitar detecção por assinatura.

O shellcode decodificado usa um decryptor baseado em instruções da FPU (fldz/fnstenv) para determinar seu próprio endereço em runtime — truque clássico de posição independente de código em shellcode, documentado desde 2003. Depois de decodificado, ele resolve dinamicamente funções como LoadLibrary, InternetOpenURL e CreateFile via ROP para contornar ASLR e DEP, e usa essas funções para baixar e executar um backdoor a partir de uma URL também criptografada dentro do arquivo.

Como é explorada

O vetor é web: a vítima precisa carregar uma página com o SWF malicioso embutido — por isso a exigência de User Interaction (UI:R) no CVSS, tipicamente satisfeita por visitar uma página comprometida ou clicar em link malicioso. Não há necessidade de autenticação nem de configuração não padrão; o pré-requisito real é ter uma versão vulnerável do plugin Flash instalada e ativa no navegador.

A exploração documentada usa uma cadeia em dois estágios (SWF → GIF com shellcode embutido → download de backdoor) e emprega ROP para contornar ASLR/DEP nos sistemas Windows da época, o que indica exploit desenvolvido por atores com capacidade técnica considerável, não um script trivial. Múltiplas empresas de segurança (FireEye, AlienVault, SecPod, Symantec, Zscaler, SpiderLabs) documentaram essa campanha logo após sua descoberta em fevereiro de 2014.

A CISA confirma exploração ativa (está no catálogo KEV), mas a entrada foi adicionada apenas em 2024-09-17 — mais de dez anos depois do fato — como parte de um processo de catalogação retroativa de vulnerabilidades históricas conhecidas, não como sinal de campanha recente.

Versões

Afetadas
Adobe Flash Player: anterior a 11.7.700.269 e 11.8.x até 12.0.x anterior a 12.0.0.70 (Windows e Mac OS X); anterior a 11.2.202.341 (Linux). Adobe AIR anterior a 4.0.0.1628 (Android). Adobe AIR SDK e Adobe AIR SDK & Compiler anteriores a 4.0.0.1628.
Corrigidas em
Flash Player 11.7.700.269 e 12.0.0.70 (Windows/Mac OS X); 11.2.202.341 (Linux) — este último confirmado pelo pacote flash-plugin da RHSA-2014-0196. Adobe AIR, AIR SDK e AIR SDK & Compiler 4.0.0.1628. Atualização posterior da Gentoo (GLSA 201405-04) já recomendava 11.2.202.356, que cobre este CVE e vulnerabilidades subsequentes.

Como se proteger

Na época, a correção era atualizar para Flash Player 11.7.700.269 ou 12.0.0.70 (Windows/Mac), 11.2.202.341 (Linux), ou Adobe AIR/AIR SDK 4.0.0.1628 (Android). O Red Hat corrigiu via RHSA-2014-0196 atualizando flash-plugin para 11.2.202.341; a Gentoo, em atualização posterior (GLSA 201405-04, maio de 2014), recomendou a versão 11.2.202.356 — já cobrindo esta e outras falhas subsequentes.

Hoje, essas versões são irrelevantes como orientação de ação: o Adobe Flash Player atingiu fim de vida em 31 de dezembro de 2020, não recebe mais atualizações e a própria Adobe recomenda desinstalação. A entrada da CISA no catálogo KEV reflete exatamente isso — a ação recomendada não é 'atualizar', é 'descontinuar o uso do produto'.

O controle compensatório real, para qualquer sistema legado que ainda rode Flash Player por dependência de conteúdo antigo, é isolamento total: remoção do plugin dos navegadores, bloqueio de execução de SWF por política de navegador/AppLocker, e segmentação de rede para máquinas legadas que não podem ser atualizadas. Não existe mitigação por WAF ou configuração de servidor — a falha está no cliente (plugin), não em uma aplicação web exposta.

Como detectar

Não há assinatura de rede confiável e específica documentada para esta CVE isoladamente — o padrão descrito (SWF que baixa um GIF do mesmo servidor, com shellcode embutido nos bytes finais do arquivo de imagem) é um indicador de comportamento, não uma assinatura fixa, e foi específico da campanha observada em fevereiro de 2014. Em ambientes legados que ainda executem Flash Player, o sinal mais prático é logging de requisições HTTP que baixam arquivos SWF seguidos imediatamente por download de arquivos de imagem (GIF/JPG) do mesmo host, e execução de processos filhos inesperados a partir do processo do navegador ou plugin-container.

Dado que o Flash Player está descontinuado há anos, o sinal de maior valor hoje é simplesmente a presença do plugin ou de arquivos .swf sendo processados por qualquer componente do ambiente — isso já indica exposição, independente de tentativa de exploração ativa.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
Double free vulnerability in Adobe Flash Player before 11.7.700.269 and 11.8.x through 12.0.x before 12.0.0.70 on Windows and Mac OS X and before 11.2.202.341 on Linux, Adobe AIR before 4.0.0.1628 on Android, Adobe AIR SDK before 4.0.0.1628, and Adobe AIR SDK & Compiler before 4.0.0.1628 allows remote attackers to execute arbitrary code via unspecified vectors, as exploited in the wild in February 2014.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
Produtos afetados
n/a · n/a