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CVE-2016-6366highsob ataqueCWE-120

CVE-2016-6366

100Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 8.8epss 88%
da publicação à arma0 dias
Publicada no NVD18 de ago.
1ª PoC18 de ago.
CISA KEV+2105d
probabilidade de exploração
88%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
5 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-06-14

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Resumo

Buffer overflow no código de processamento de pacotes SNMP do Cisco ASA (e das plataformas PIX/FWSM que compartilham a mesma base de código) permite execução remota de código e bypass de autenticação administrativa. É a vulnerabilidade por trás do exploit EXTRABACON, vazado pelo grupo Shadow Brokers em agosto de 2016 e atribuído ao arsenal do Equation Group/NSA. O CVSS de 8.8 é alto, mas a exploração depende de SNMP estar habilitado e de o atacante conhecer a community string de leitura — não é uma falha explorável por um atacante anônimo na internet sem esse pré-requisito.

Detalhamento técnico

A falha (CWE-119, escrita/leitura fora dos limites de um buffer) está no binário 'lina', que implementa o processamento de pacotes SNMP no ASA. Um pacote SNMP IPv4 malformado, enviado por um cliente com a community string correta, causa overflow de um buffer na pilha durante o parsing. Como o ASA não implementa ASLR nem stack canaries, o atacante consegue sobrescrever o endereço de retorno (RET) de forma determinística e previsível por versão/build — cada versão do 'lina' tem offsets fixos e conhecidos.

O shellcode do EXTRABACON documentado publicamente opera em três estágios: um 'finder' que localiza um ponteiro na pilha, um 'preamble' que salva/restaura os registradores destruídos pelo overflow (para que o processo não caia após a exploração) e um 'payload' que efetivamente faz o trabalho. O payload não abre um shell tradicional — ele faz patch em memória de duas funções internas de autenticação (identificadas pelos pesquisadores como 'pmcheck()' e 'admauth()') para sempre retornarem verdadeiro, permitindo login administrativo sem senha correta.

O CVE cobre especificamente o SNMP como vetor de overflow; o bypass de autenticação é a consequência do payload usado pelo exploit, não uma segunda falha independente. A descrição do fornecedor fala em 'usuários remotos autenticados', mas essa 'autenticação' é apenas o conhecimento da community string SNMP (frequentemente 'public' ou outro valor trivial), que na prática funciona como controle de acesso fraco, não como autenticação de usuário.

Como é explorada

Pré-requisitos reais: SNMP habilitado na interface que recebe os pacotes (a exposição típica é a interface de gerência interna, mas os pesquisadores confirmaram cenários em que o ataque também funciona partindo da rede externa, dependendo da topologia); conhecimento da community string SNMP de leitura; e alcance de rede até a porta SNMP do equipamento. Não é necessário acesso prévio ao console ou à CLI do ASA.

O exploit público (EXTRABACON, distribuído no leak do Shadow Brokers e depois portado/melhorado por pesquisadores independentes, com módulo incorporado ao Metasploit) exige offsets específicos por versão de firmware — cada build do 'lina' tem endereços diferentes, então o exploit precisa ser calibrado para a versão exata do alvo. Isso eleva um pouco a complexidade prática em relação a um buffer overflow genérico, mas o trabalho de mapeamento de offsets já foi feito publicamente para dezenas de versões 8.x e 9.x.

O resultado final documentado é bypass de autenticação administrativa (o payload 'pass-disable'/'pass-enable' desabilita a checagem de senha), abrindo caminho para acesso via SSH/Telnet/console com privilégio admin sem credenciais válidas — e, por extensão, execução arbitrária de código no dispositivo. A CVE está no catálogo KEV da CISA, confirmando exploração real, embora o registro do KEV não detalhe campanhas específicas.

Versões

Afetadas
Cisco ASA Software até 9.4.2.3 (inclusive), nas plataformas ASA 5500, ASA 5500-X, ASA Services Module, ASA 1000V, ASAv e Firepower 9300 ASA Security Module. A descrição oficial também lista PIX e FWSM entre os produtos afetados por esta CVE, mas a Cisco declarou publicamente que o ASA (e por extensão o escopo real do EXTRABACON/CVE-2016-6366) não inclui o PIX — o PIX foi impactado por uma falha diferente (associada ao exploit BENIGNCERTAIN), restrita a versões 6.x e anteriores.
Corrigidas em
A Cisco publicou correções por branch de release do ASA Software a partir de 18-24 de agosto de 2016, conforme o advisory cisco-sa-20160817-asa-snmp. As fontes disponíveis não detalham os números exatos de cada branch corrigido; consulte o advisory oficial da Cisco para a versão mínima corrigida aplicável à sua linha de release específica antes de considerar o ambiente remediado.

Como se proteger

A mitigação definitiva é atualizar para as versões de ASA Software corrigidas listadas no advisory oficial da Cisco (cisco-sa-20160817-asa-snmp), que publicou correções por branch de release nos dias seguintes à divulgação em agosto de 2016. As fontes consultadas não trazem a lista completa e exata de números de versão corrigidos por branch — consulte o advisory diretamente antes de declarar qualquer sistema como corrigido, para não fixar em memória um número que pode estar incompleto ou desatualizado.

Como controle compensatório quando a atualização não é imediata: desabilitar SNMP na interface exposta, ou restringir o acesso SNMP por ACL apenas a hosts de gerência confiáveis, elimina o vetor. Trocar a community string padrão/pública por uma string forte reduz a superfície, mas não elimina a falha de overflow em si — apenas dificulta o pré-requisito de acesso. Assinaturas específicas foram publicadas: Snort Rule ID 3:39885 e Cisco IPS Signature 7655-0, que podem ser usadas como camada de detecção/bloqueio via IPS enquanto a atualização não ocorre.

O que não funciona: assumir que dispositivos legados PIX estão automaticamente cobertos pelo mesmo patch do ASA — a Cisco esclareceu que o PIX não é afetado pelo EXTRABACON/CVE-2016-6366 (o PIX foi afetado por uma vulnerabilidade distinta, ligada ao exploit BENIGNCERTAIN, e apenas em versões 6.x e anteriores). Confundir os dois leva a aplicar a mitigação errada no equipamento errado.

Como detectar

A Cisco e a Talos publicaram assinaturas dedicadas: Snort Rule ID 3:39885 e Cisco IPS Signature 7655-0, que detectam o padrão de pacote SNMP malformado usado pelo EXTRABACON. Em nível de log, sinais indiretos incluem reinicializações inesperadas (reload) do ASA correlacionadas com tráfego SNMP anômalo na interface de gerência, e logins administrativos bem-sucedidos sem credenciais válidas registradas (indício de que o bypass de autenticação foi usado). Não há um IOC de rede único e confiável fora da assinatura específica, porque o exploit varia por offsets de versão — monitorar volume/tamanho anormal de pacotes SNMP destinados à interface de gerência é o sinal mais prático na ausência de IPS com a assinatura publicada.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
Buffer overflow in Cisco Adaptive Security Appliance (ASA) Software through 9.4.2.3 on ASA 5500, ASA 5500-X, ASA Services Module, ASA 1000V, ASAv, Firepower 9300 ASA Security Module, PIX, and FWSM devices allows remote authenticated users to execute arbitrary code via crafted IPv4 SNMP packets, aka Bug ID CSCva92151 or EXTRABACON.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:L/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H
Produtos afetados
n/a · n/a
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