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CVE-2017-0144highsob ataqueransomware

CVE-2017-0144

100Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 8.8epss 99%
da publicação à arma31 dias
Publicada no NVD17 de mar.
1ª PoC+31d
metasploit14 de mar.
CISA KEV+1791d
probabilidade de exploração
99%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
40 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-08-10

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

CVE-2017-0144 é uma falha de execução remota de código no servidor SMBv1 do Windows, corrigida pelo boletim MS17-010 (março de 2017). É a vulnerabilidade por trás do exploit EternalBlue, vazado pelo grupo Shadow Brokers e atribuído ao arsenal da NSA (Equation Group), usado para propagar o ransomware WannaCry e depois o NotPetya. Está no catálogo KEV da CISA com nota explícita de uso em campanhas de ransomware — não é uma CVE teórica, é uma das mais exploradas da história recente.

Detalhamento técnico

A falha reside na implementação do servidor SMBv1 (driver srv.sys) no processamento de pacotes de transação, classificada como CWE-20 (validação inadequada de entrada). O fornecedor descreve o vetor genericamente como 'pacotes manipulados' enviados ao servidor SMB, sem detalhar publicamente a rotina exata — o texto oficial da Microsoft evita especificar mecanismo interno, como é padrão nos advisories de RCE em componentes de kernel.

A CVE-2017-0144 é distinta de outras falhas corrigidas no mesmo boletim (CVE-2017-0143, 0145, 0146, 0148), todas no mesmo subsistema SMBv1 mas em pontos de código diferentes — o exploit público EternalBlue, na prática, encadeia mais de uma dessas falhas para conseguir corrupção de memória controlada e execução de código em contexto de kernel (SYSTEM). Por isso ferramentas de exploração e módulos de detecção (como o auxiliary/scanner/smb/smb_ms_17_010 do Metasploit, referenciado no Exploit-DB) tratam o conjunto MS17-010 como um bloco só, testando a resposta do servidor a uma transação SMB manipulada (comando PeekNamedPipe sobre FID inválido) para inferir se o alvo está com o patch aplicado.

O atacante não controla dados de aplicação nem precisa de qualquer interação do usuário — o vetor é a pilha de rede SMB em si. O que ele controla é a estrutura dos pacotes SMBv1 enviados à porta 445/TCP, manipulando campos de transação para provocar corrupção de memória não paginada e desviar fluxo de execução para shellcode injetado.

Como é explorada

O vetor é puramente de rede: o atacante precisa apenas de conectividade TCP com a porta 445 do host alvo, onde o serviço SMBv1 esteja habilitado e escutando. A exploração histórica e amplamente documentada (WannaCry, NotPetya, e o próprio EternalBlue do Equation Group) não depende de credenciais válidas nem de interação do usuário — a superfície vulnerável está na camada de protocolo, antes de qualquer autenticação completa da sessão, o que explica a capacidade de auto-propagação em worm observada no WannaCry em maio de 2017.

Após a exploração bem-sucedida, o payload típico observado no mundo real não é a execução direta de código malicioso, mas a instalação do implante DOUBLEPULSAR — um backdoor em modo kernel que injeta DLLs arbitrárias na memória, também atribuído ao arsenal vazado pelo Shadow Brokers. É esse implante que carregou o ransomware WannaCry em milhares de máquinas em poucas horas, e depois serviu de vetor inicial para o NotPetya.

A complexidade técnica de desenvolver o exploit original foi alta (engenharia de heap grooming em kernel), mas isso deixou de ser barreira relevante: o código está público desde 2017 (Shadow Brokers, depois portado para Metasploit e diversos PoCs em Python/Exploit-DB), tornando a exploração trivial para qualquer atacante com acesso de rede ao alvo. O fato de estar no catálogo KEV com marcação de uso confirmado em ransomware reforça que não é risco hipotético.

Versões

Afetadas
Windows Vista SP2; Windows Server 2008 SP2 e R2 SP1; Windows 7 SP1; Windows 8.1; Windows Server 2012 Gold e R2; Windows RT 8.1; Windows 10 Gold, 1511 e 1607; Windows Server 2016 — em todos os casos, com o serviço de servidor SMBv1 habilitado.
Corrigidas em
Versões corrigidas pelo boletim de segurança MS17-010 (março de 2017). Números de KB específicos variam por versão e edição do Windows e devem ser confirmados na página oficial do boletim antes de aplicar. Devido à gravidade do surto WannaCry, a Microsoft também emitiu patches extraordinários fora do ciclo de suporte padrão para sistemas legados como Windows XP e Server 2003.

Como se proteger

A correção do fornecedor é o boletim de segurança MS17-010, lançado em março de 2017, aplicável a Windows Vista SP2, Windows Server 2008 SP2/R2 SP1, Windows 7 SP1, Windows 8.1, Windows Server 2012/R2, Windows RT 8.1, Windows 10 (versões Gold, 1511, 1607) e Windows Server 2016. Diante da gravidade e do surto WannaCry, a Microsoft chegou a publicar patches extraordinários também para sistemas já fora de suporte (como Windows XP e Server 2003), fora do ciclo normal de atualizações — mas o número exato de KB varia por versão/idioma e deve ser confirmado na página oficial do boletim antes de aplicar.

O paliativo mais eficaz quando o patch não pode ser aplicado imediatamente é desabilitar completamente o SMBv1 no host (o protocolo é legado e a maioria dos ambientes modernos não depende dele para nada além de compatibilidade com sistemas muito antigos) e bloquear a porta 445/TCP nas bordas da rede e entre segmentos internos, já que a propagação tipo worm depende de alcance lateral irrestrito. Segmentação de rede e isolamento de dispositivos que não podem ser atualizados (comum em ambientes de OT/saúde, como no caso do Philips IntelliSpace Portal citado em advisory da CISA/ICS-CERT) reduz a superfície mesmo sem patch.

O que não funciona como mitigação real: apenas ter antivírus/EDR atualizado não impede a exploração, já que a falha ocorre em kernel antes de qualquer payload de usuário ser inspecionado por controles de endpoint tradicionais — o problema está no protocolo de rede, não em um arquivo malicioso. Firewalls de aplicação web (WAF) são irrelevantes aqui, pois não é vetor HTTP.

Como detectar

O sinal mais confiável é tráfego SMBv1 anômalo na porta 445/TCP, especialmente pacotes de transação (Trans2) malformados ou fora do padrão de uso legítimo — a maioria dos IDS/IPS e soluções de rede tem assinaturas dedicadas para MS17-010/EternalBlue desde 2017. A presença do implante DOUBLEPULSAR pode ser verificada por scripts públicos de detecção (referenciados em Packet Storm) que identificam a resposta característica do backdoor em memória.

Em ambientes que já aplicaram o patch, uma varredura com o módulo de detecção MS17-010 do Metasploit (auxiliary/scanner/smb/smb_ms_17_010) permite confirmar remotamente se o host está vulnerável, observando o código de erro retornado numa transação IPC$ manipulada — método não invasivo e amplamente usado por SOCs para inventário de exposição residual.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
The SMBv1 server in Microsoft Windows Vista SP2; Windows Server 2008 SP2 and R2 SP1; Windows 7 SP1; Windows 8.1; Windows Server 2012 Gold and R2; Windows RT 8.1; and Windows 10 Gold, 1511, and 1607; and Windows Server 2016 allows remote attackers to execute arbitrary code via crafted packets, aka "Windows SMB Remote Code Execution Vulnerability." This vulnerability is different from those described in CVE-2017-0143, CVE-2017-0145, CVE-2017-0146, and CVE-2017-0148.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:L/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H
PoCs públicas encontradas40 VexDay Proof
exploitdbVexDay Proofwww.exploit-db.com/exploits/42030exploitdbVexDay Proofwww.exploit-db.com/exploits/42031exploitdbVexDay Proofwww.exploit-db.com/exploits/47456exploitdbVexDay Proofwww.exploit-db.com/exploits/41891exploitdbVexDay Proofwww.exploit-db.com/exploits/42315exploitdbwww.exploit-db.com/exploits/41987não verificadogithubgithub.com/peterpt/eternal_scanner339githubgithub.com/EEsshq/CVE-2017-0144---EtneralBlue-MS17-010-Remote-Code-Execution18githubgithub.com/AdityaBhatt3010/VAPT-Report-on-SMB-Exploitation-in-Windows-10-Finance-Endpoint15githubgithub.com/AtithKhawas/autoblue4githubgithub.com/sethwhy/BlueDoor2githubgithub.com/0xBlackash/CVE-2017-01442githubgithub.com/FireTemple/Blackash-CVE-2017-01441githubgithub.com/kimocoder/eternalblue1githubgithub.com/MedX267/EternalBlue-Vulnerability-Scanner1githubgithub.com/luckyman2907/SMB-Protocol-Vulnerability_CVE-2017-01440githubgithub.com/quynhold/Detect-CVE-2017-0144-attack0githubgithub.com/ducanh2oo3/Vulnerability-Research-CVE-2017-01440githubgithub.com/AnugiArrawwala/CVE-Research0githubgithub.com/denuwanjayasekara/CVE-Exploitation-Reports0githubgithub.com/pelagornisandersi/WIndows-7-automated-exploitation-using-metasploit-framework-0githubgithub.com/Mitsu-bis/Eternal-Blue-CVE-2017-0144-THM-Write-Up0githubgithub.com/klairmanraj/Multi-VLAN-Enterprise-Network-Security-Infrastructure0githubgithub.com/klairmanraj/Vulnerability-Risk-Assessment-TVRA-Enterprise-Network0githubgithub.com/klairmanraj/Multi-VLAN-Enterprise-Network-Vulnerability-Assessment0githubgithub.com/dannic145/EternalBlue-Exploit-Demonstration0githubgithub.com/ichhyak22/EternalBlue-Exploit-Demonstration-MS17-0100githubgithub.com/trinadh-dasari-cyber/eternalblue-ms17-010-research0githubgithub.com/sydneysamantha/Triage-CVE-2017-01440githubgithub.com/KitSkater/legacyshield-CVE-2017-01440cve_referencepacketstormsecurity.com/files/154690/DOUBLEPULSAR-Payload-Execution-Neutralization.htmlnão verificadovulncheckvulncheck.com/xdb/72e1c61d88d7não verificadocve_referencewww.exploit-db.com/exploits/42031/não verificadovulncheckvulncheck.com/xdb/ad1d794cf666não verificadocve_referencewww.exploit-db.com/exploits/42030/não verificadocve_referencewww.exploit-db.com/exploits/41987/não verificadocve_referencewww.exploit-db.com/exploits/41891/não verificadocve_referencepacketstormsecurity.com/files/156196/SMB-DOUBLEPULSAR-Remote-Code-Execution.htmlnão verificadovulncheckvulncheck.com/xdb/879389c144c3não verificadovulncheckvulncheck.com/xdb/c87480ed3057não verificado
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