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CVE-2019-1429highsob ataqueCWE-416

CVE-2019-1429

93Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem prova de conceito pública.

ssvc Actcvss 7.5epss 73%
da publicação à arma10 dias
Publicada no NVD12 de nov.
1ª PoC+10d
CISA KEV+722d
probabilidade de exploração
73%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
2 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-05-03

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

Vulnerabilidade de execução remota de código no mecanismo de scripts do Internet Explorer (IE 9, 10 e 11), causada por corrupção de memória do tipo use-after-free na forma como o scripting engine lida com objetos. Está no catálogo KEV da CISA como exploração confirmada em campo, o que eleva sua prioridade de correção mesmo em um produto — IE — que a própria Microsoft já trata como legado.

Detalhamento técnico

A CISA classifica a falha sob CWE-416 (use-after-free) e CWE-787 (out-of-bounds write), o padrão clássico de bugs de scripting engine em navegadores da era pré-sandbox moderna: um objeto de script é liberado da memória enquanto uma referência a ele ainda é usada em outro ponto do código do engine, permitindo que um atacante realoque memória controlada no espaço liberado e depois acione a referência obsoleta para corromper o heap.

O ponto de disparo está na lógica interna do scripting engine do IE (o motor que interpreta JScript/VBScript embutido em páginas HTML), não em uma API específica exposta ao desenvolvedor web comum — a vulnerabilidade é ativada por sequências de script malformadas ou por manipulação de DOM/objetos que induzem o engine a um estado inconsistente de gerenciamento de memória. A Microsoft não publicou detalhes de código-fonte, e o advisory da MSRC segue o texto padrão de 'Scripting Engine Memory Corruption Vulnerability' sem especificar a rotina exata.

O atacante controla o conteúdo da página/script malicioso e, em exploits reais, tipicamente também precisa controlar a técnica de heap grooming para tornar a corrupção explorável de forma confiável — isso explica o AC:High no vetor CVSS, já que a exploração bem-sucedida (não apenas o crash) exige preparação cuidadosa de memória, distinta de uma falha trivialmente determinística.

Como é explorada

O vetor é rede (AV:N): o atacante hospeda ou injeta conteúdo malicioso em uma página web e depende de interação do usuário (UI:R) — a vítima precisa abrir a página no Internet Explorer, seja diretamente, seja via um link em e-mail, documento com renderização IE embutida, ou anúncio malicioso. Não é necessário nenhum privilégio prévio (PR:N) nem autenticação.

A complexidade de ataque é alta porque o use-after-free por si só gera apenas corrupção de memória; transformar isso em execução de código confiável exige bypass de mitigações de heap e técnicas de vazamento de informação para calcular endereços, o que normalmente é encapsulado em um exploit kit ou cadeia de exploração mais ampla. A presença de PoC pública (referenciada no PacketStorm como 'Internet Explorer Use-After-Free') reduz a barreira para reprodução do crash, mas não significa necessariamente exploit de RCE turnkey.

A CISA confirma exploração ativa em campo (por isso a entrada no KEV), mas os detalhes de campanha, atores ou contexto de uso não constam nas fontes disponíveis. O resultado final, quando bem-sucedido, é execução de código no contexto do usuário atual — ou seja, se a vítima estiver logada como administrador, o impacto é total (C:H/I:H/A:H); se for usuário com privilégios limitados, o atacante herda essas mesmas limitações e normalmente busca uma escalação de privilégios subsequente.

Versões

Afetadas
Internet Explorer 9; Internet Explorer 10; Internet Explorer 11 (incluindo Internet Explorer 11 no Windows 10 versão 1903 para sistemas 32-bit, ARM64-based e x64-based, e no Windows Server 2012), conforme listado pela Microsoft.
Corrigidas em
Corrigido pelas atualizações de segurança da Microsoft do ciclo de novembro de 2019 para as versões e plataformas de IE listadas acima; número exato de KB não constava nas fontes consultadas — verificar pelo Microsoft Update Catalog/Windows Update usando o identificador CVE-2019-1429.

Como se proteger

A correção veio pelas atualizações de segurança da Microsoft do ciclo de novembro de 2019 (mesma data de publicação da CVE, 12/11/2019 — Patch Tuesday), aplicadas via Windows Update/WSUS para as versões afetadas do Internet Explorer 9, 10 e 11, incluindo os ramos de Windows Server 2012 e Windows 10 versão 1903 (32-bit, x64 e ARM64) listados pela Microsoft. Não temos nas fontes o número exato do KB/boletim, então não reproduza um número aqui — confirme a atualização aplicável pelo Windows Update ou pelo Microsoft Update Catalog filtrando por CVE-2019-1429.

Como paliativo real, quando a atualização não pode ser aplicada imediatamente: reduzir a superfície de exposição do IE é a medida mais efetiva — configurar Enhanced Protected Mode, restringir ou desabilitar a execução de scripts em zonas de segurança não confiáveis, e sobretudo migrar o uso cotidiano de navegação para um navegador com engine ativamente mantido, já que a Microsoft descontinuou o desenvolvimento do IE. Desabilitar completamente o scripting engine (jscript/vbscript) quebra a maioria dos sites legados que ainda dependem de IE em ambientes corporativos, então esse controle tem custo operacional real e deve ser avaliado caso a caso.

Não funciona como mitigação: apenas atualizar o Windows Defender/antivírus, sem aplicar o patch do IE, não neutraliza a falha — é corrupção de memória no engine, não malware detectável por assinatura antes da exploração. Da mesma forma, políticas de bloqueio de macro/anexo não cobrem o vetor, que é conteúdo web renderizado pelo próprio IE.

Como detectar

Não há assinatura de rede confiável e específica publicada nas fontes disponíveis, já que a exploração ocorre inteiramente no lado do cliente via script malicioso renderizado pelo IE. Sinais indiretos a observar incluem crashes ou travamentos anômalos do processo iexplore.exe/jscript9.dll (ou wow64 equivalents) em endpoints, especialmente correlacionados com navegação a domínios recém-registrados ou incomuns, e logs de EDR mostrando IE gerando processos filho inesperados após visita a uma página — padrão típico de exploração de UAF seguida de execução de payload.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
A remote code execution vulnerability exists in the way that the scripting engine handles objects in memory in Internet Explorer, aka 'Scripting Engine Memory Corruption Vulnerability'. This CVE ID is unique from CVE-2019-1426, CVE-2019-1427, CVE-2019-1428.
CVSS:3.1/AV:N/AC:H/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
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