← voltar
CVE-2021-20124highsob ataqueCWE-22

CVE-2021-20124

88Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 7.5epss 71%
da publicação à arma
Publicada no NVD13 de out.
CISA KEV+1056d
probabilidade de exploração
71%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2024-09-24

Apply mitigations per vendor instructions or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumo

Path traversal não autenticado no endpoint WebServlet do DrayTek VigorConnect 1.6.0-B3 (também referenciado como 1.60.0-B3), permitindo leitura arbitrária de arquivos do sistema operacional subjacente com privilégios de root. Está no catálogo KEV da CISA desde setembro de 2024, confirmando exploração ativa, apesar de o CVSS 7.5 refletir só impacto de confidencialidade (sem escrita nem indisponibilidade).

Detalhamento técnico

A falha (CWE-22, path traversal) está na funcionalidade de download de arquivos do endpoint WebServlet, acessado em /ACSServer/WebServlet. O parâmetro 'filename', usado pela ação act=getMapImg_acs2 (originalmente pensada para servir imagens de mapa), não sanitiza sequências '../' antes de montar o caminho do arquivo a ser lido no sistema de arquivos.

Como o processo do VigorConnect que atende a requisição roda com privilégios de root, o atacante consegue ler qualquer arquivo legível pelo processo, não só arquivos dentro do diretório de aplicação. O parâmetro é o único controle do atacante: basta manipular o valor de 'filename' com travessias suficientes ('../') para alcançar a raiz do sistema de arquivos e apontar para o arquivo desejado.

A mesma classe de falha existe em endpoint irmão, DownloadFileServlet (CVE-2021-20123), documentada pela mesma pesquisa da Tenable — os dois compartilham a causa raiz de falta de validação de caminho em funcionalidades de manipulação de arquivo do VigorConnect.

Como é explorada

Exploração é uma única requisição HTTP GET, sem autenticação, contra a porta de gerência HTTPS (4433 nos testes documentados), do tipo /ACSServer/WebServlet?act=getMapImg_acs2&filename=../../../../../../../etc/passwd (ou caminho equivalente para win.ini em ambientes Windows). Não há pré-condição de configuração não padrão, sessão válida ou interação do usuário — condizente com o vetor CVSS AV:N/AC:L/PR:N/UI:N.

O resultado é leitura de arquivo arbitrário: /etc/passwd é a prova de conceito publicada, mas o mesmo mecanismo alcança arquivos de configuração da aplicação, chaves privadas ou credenciais armazenadas no host, dependendo do que está acessível ao processo. Isso por si não gera execução de código, mas serve de reconhecimento e, combinado com falhas correlatas do mesmo advisory (como o upload arbitrário CVE-2021-20125, CVSS 9.8), pode viabilizar comprometimento total do dispositivo.

A inclusão no catálogo KEV da CISA em setembro de 2024 confirma exploração em ambiente real, mas as fontes consultadas não detalham a campanha, o ator ou o volume de exploração — apenas que ela ocorreu.

Versões

Afetadas
DrayTek VigorConnect 1.6.0-B3 (citado também como 1.60.0-B3 no advisory técnico da Tenable) é a versão testada e confirmada vulnerável. Não há confirmação nas fontes revisadas sobre se versões anteriores também são afetadas.

Como se proteger

O fornecedor publicou advisory cobrindo esta e outras CVEs da mesma família (CVE-2021-20123 a CVE-2021-20129) no site da DrayTek, mas as fontes revisadas não confirmam o número exato da versão corrigida — não informe uma versão de patch sem verificar diretamente no advisory do fornecedor antes de fechar o ticket de remediação.

A CISA determinou como ação: aplicar as mitigações do fornecedor ou descontinuar o uso do produto se não houver mitigação disponível, com prazo (due date) de 24/09/2024 para órgãos federais dos EUA sob a diretiva BOD 22-01 — um sinal de severidade que vale para qualquer operador do produto, não só agências americanas.

Como controle compensatório, se a atualização não for possível de imediato: restringir o acesso à interface de gerência (porta usada pelo ACSServer, tipicamente 4433) a redes de gerência confiáveis ou VPN, removendo exposição direta à internet. Regra de WAF bloqueando sequências '../' e variantes codificadas no parâmetro filename do WebServlet reduz risco, mas é mitigação parcial — não substitui a correção porque técnicas de encoding e normalização de path podem contornar filtros ingênuos.

Como detectar

Nos logs de acesso do VigorConnect/ACSServer, procure requisições a /ACSServer/WebServlet com o parâmetro act=getMapImg_acs2 cujo valor de filename contenha sequências '../' (ou variantes codificadas em URL, como %2e%2e%2f) apontando para fora do diretório esperado de imagens. Vale correlacionar com tentativas similares no endpoint irmão DownloadFileServlet (parâmetro show_file_name), já que ambos compartilham a mesma classe de falha e frequentemente são testados em conjunto por scanners e atacantes.

Não há assinatura de exploração exclusiva documentada nas fontes consultadas além do padrão genérico de travessia de diretório — a existência de template Nuclei público para a CVE sugere que varreduras automatizadas contra esse endpoint são o vetor mais provável de detecção em massa, mais do que exploração manual direcionada.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
A local file inclusion vulnerability exists in Draytek VigorConnect 1.6.0-B3 in the file download functionality of the WebServlet endpoint. An unauthenticated attacker could leverage this vulnerability to download arbitrary files from the underlying operating system with root privileges.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:N/A:N