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CVE-2021-22893criticalsob ataqueransomwareCWE-287

CVE-2021-22893

92Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem prova de conceito pública.

ssvc Actcvss 10epss 47%
da publicação à arma0 dias
Publicada no NVD23 de abr.
1ª PoC21 de abr.
CISA KEV+194d
probabilidade de exploração
47%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
4 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-05-03

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

Falha use-after-free (CWE-416) no Pulse Connect Secure, alcançável por um endpoint de tratamento do license server e por funcionalidades de Windows File Share Browser e Pulse Secure Collaboration, permite a um atacante remoto e não autenticado executar código arbitrário com privilégios de root no próprio gateway VPN. O CVSS 10.0 é justificado: não exige autenticação, nem configuração especial — os endpoints vulneráveis existem mesmo em appliances que nunca foram configurados como license server. Foi explorada em ataques reais antes da divulgação pública, em conjunto com três CVEs mais antigas (2019-11510, 2020-8243, 2020-8260), e está no catálogo KEV da CISA com prazo de correção vinculado à Emergency Directive 21-03.

Detalhamento técnico

O ponto de entrada é um endpoint de tratamento de licenças do PCS que fica presente e acessível independentemente de o appliance estar de fato configurado como license server. Ao processar requisições específicas nesse fluxo (e em rotas ligadas ao Windows File Share Browser e ao Pulse Secure Collaboration), o código libera um objeto de memória e posteriormente ainda o referencia — um use-after-free clássico — o que dá ao atacante controle sobre dados que acabam sendo usados após a liberação, viabilizando corrupção de memória e execução de código.

A CERT/CC identifica os pontos vulneráveis por padrões de URI: `/dana/meeting`, `/dana/fb/smb`, `/dana-cached/fb/smb`, `/dana-ws/namedusers` e `/dana-ws/metric`. Esses caminhos correspondem exatamente às features citadas na descrição oficial (Windows File Share Browser e Collaboration), confirmando que a superfície de ataque é maior do que o nome "vulnerabilidade do license server" sugere.

Não há necessidade de sessão autenticada, token válido ou configuração não padrão — o único pré-requisito é acesso de rede à interface do PCS que expõe esses endpoints (tipicamente a interface externa da VPN, exposta à internet por definição de uso). Isso explica o vetor de ataque de rede (AV:N) e a ausência de interação do usuário (UI:N) no vetor CVSS.

A descrição oficial da Ivanti fala em "authentication bypass"; a CERT/CC e a análise técnica descrevem o mecanismo raiz como use-after-free. As duas caracterizações não são contraditórias: o resultado prático (RCE não autenticado) é o mesmo, mas o mecanismo interno é uma falha de gerenciamento de memória, não uma checagem de autenticação ausente — vale notar essa diferença porque afeta como um WAF ou IDS deveria detectar tentativas.

Como é explorada

A exploração ocorre via requisição HTTP(S) crafada contra os endpoints vulneráveis, sem necessidade de credenciais. O atacante não precisa controlar nenhum parâmetro de configuração do lado do PCS — a superfície está exposta por padrão em qualquer appliance na faixa de versões afetadas, license server habilitado ou não. Isso reduz drasticamente a barreira de exploração: não há pré-condição de acesso privilegiado, rede interna ou feature opcional ativada.

Segundo a Ivanti (blog oficial) e a Mandiant/FireEye, essa CVE foi descoberta durante investigação de comprometimentos reais em appliances de clientes, e os ataques observados combinaram essa falha com três vulnerabilidades já corrigidas anteriormente (CVE-2019-11510, CVE-2020-8243, CVE-2020-8260). A exploração documentada não foi um exploit isolado, mas parte de um conjunto de técnicas usado por atores classificados como APT — a FireEye descreveu isso como "suspected APT actors leverage bypass techniques" em ataques contra órgãos de defesa e governo, segundo reportagens associadas ao caso.

O resultado final é execução de código como root no gateway VPN — controle total do appliance, com capacidade de interceptar credenciais de sessões VPN, pivotar para a rede interna e, no caso documentado, plantar mecanismos de persistência. Por estar listada no catálogo KEV da CISA com exploração confirmada e distribuição pública de indicadores de comprometimento, deve ser tratada como ativamente explorada, não teórica.

Versões

Afetadas
Pulse Connect Secure 9.0R3 e superiores; 9.1R1 até 9.2R11.3 (conforme detalhamento da CERT/CC). A configuração de license server não é pré-requisito — os endpoints vulneráveis existem em qualquer instalação nessa faixa de versões.
Corrigidas em
Pulse Connect Secure 9.1R11.4.

Como se proteger

A correção definitiva é atualizar para Pulse Connect Secure 9.1R11.4, que endereça esta e outras falhas relacionadas. Se a atualização imediata não for viável, a Ivanti publicou um arquivo de workaround (Workaround-2104.xml) que bloqueia as requisições nos padrões de URI vulneráveis (`/dana/meeting`, `/dana/fb/smb`, `/dana-cached/fb/smb`, `/dana-ws/namedusers`, `/dana-ws/metric`) sem exigir reinicialização do sistema. O custo real desse paliativo: desativa as funcionalidades Windows File Share Browser, Pulse Secure Collaboration e License Server — se o ambiente depende de alguma delas, a mitigação as inutiliza enquanto estiver ativa.

Para appliances usados de fato como license server, a Ivanti recomenda atualizar em vez de aplicar o workaround (que quebraria a função); se a atualização não for possível, restringir por IP quais hosts podem se comunicar com o serviço reduz a exposição sem eliminá-la totalmente.

O que não resolve: aplicar só o patch de 9.1R11.4 não desfaz um comprometimento prévio. Como a exploração real observada envolveu também três CVEs mais antigas (2019-11510, 2020-8243, 2020-8260), a Ivanti recomenda explicitamente rodar a Integrity Assurance/Integrity Checker Tool e trocar todas as senhas do ambiente se houver qualquer suspeita de exploração anterior — atualizar a versão sozinho não invalida credenciais ou webshells eventualmente plantados antes do patch.

Como detectar

Por padrão, o PCS não registra requisições não autenticadas — como a exploração ocorre justamente por essa via, pode não haver evidência alguma no log padrão. É necessário habilitar manualmente a opção "Unauthenticated Requests" em System → Log/Monitoring → User Access → Settings antes de qualquer tentativa de exploração para que ela seja capturada; sem isso, a ausência de log não significa ausência de ataque.

Com logging remoto configurado (recomendado, já que atacantes que comprometem o appliance podem apagar logs locais), procure requisições batendo nos padrões `/dana/meeting`, `/dana/fb/smb`, `/dana-cached/fb/smb`, `/dana-ws/namedusers` e `/dana-ws/metric` vindas de IPs não esperados ou sem sessão prévia associada. A Ivanti também disponibilizou a Integrity Assurance Tool para verificar sinais de comprometimento no appliance, mas a própria CERT/CC alerta que o resultado pode ser adulterado se o dispositivo já estiver comprometido, já que a ferramenta depende da interface administrativa do próprio equipamento.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
Pulse Connect Secure 9.0R3/9.1R1 and higher is vulnerable to an authentication bypass vulnerability exposed by the Windows File Share Browser and Pulse Secure Collaboration features of Pulse Connect Secure that can allow an unauthenticated user to perform remote arbitrary code execution on the Pulse Connect Secure gateway. This vulnerability has been exploited in the wild.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:C/C:H/I:H/A:H
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