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CVE-2022-20775highsob ataqueCWE-25

Cisco SD-WAN Software Privilege Escalation Vulnerability

56Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA.

ssvc Actcvss 7.8epss 12%
da publicação à arma
Publicada no NVD30 de set.
CISA KEV+1244d
probabilidade de exploração
12%top 4% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2026-02-27

Please adhere to CISA’s guidelines to assess exposure and mitigate risks associated with Cisco SD-WAN devices as outlines in CISA’s Emergency Directive 26-03 (URL listed below in Notes) and CISA’s “Hunt & Hardening Guidance for Cisco SD-WAN Devices (URL listed below in Notes). Adhere to the applicable BOD 22-01 guidance for cloud services or discontinue use of the product if mitigations are not available.

Resumo

Falha de path traversal (CWE-25) na CLI do Cisco SD-WAN que permite a um atacante local já autenticado escalar de usuário comum para root. O CVSS 7.8 reflete corretamente que é um privesc local grave, mas a pré-condição real — acesso a um shell restrito (vshell) no dispositivo — significa que não é uma falha remota; ela importa porque devices SD-WAN costumam ter múltiplos operadores com acesso CLI de baixo privilégio e porque a Cisco confirmou tentativas de exploração ativa mais de três anos após a publicação original, levando a CISA a emitir uma Diretiva de Emergência com prazo de correção de 48 horas.

Detalhamento técnico

O binário confd_cli_grp, executado com SUID a partir do shell restrito vshell, monta uma sessão CLI no daemon confd. Para descobrir a que grupos o usuário pertence, ele concatena o diretório fixo /etc/viptela/aaa_auth_grp com o nome de usuário (lido da variável de ambiente USER, controlada pelo atacante) e o sufixo .external, sem sanitizar sequências de travessia de diretório. Um atacante define USER=/../../../../tmp/foo e cria um symlink /tmp/foo.external apontando para o arquivo confd_ipc_secret — a chave usada para assinar as mensagens entre confd_cli_grp e confd.

O bug é agravado por uma segunda falha equivalente na libnss_viptela.so, chamada via getpwnam_r() para validar o 'usuário': a biblioteca aceita qualquer string desde que exista um diretório /tmp/vipnss.* e o arquivo referenciado, tornando trivial forjar uma identidade de usuário arbitrária. O resultado combinado (CWE-25 no confd_cli_grp e na libnss, mais CWE-282 na confiança implícita depositada no segredo de IPC) permite ler qualquer arquivo do sistema através do parser de grupos e, mais criticamente, vazar o confd_ipc_secret que autentica e assina as mensagens de configuração de sessão trocadas com o confd.

Com o segredo em mãos, o atacante pode interceptar (via redirecionamento de CONFD_IPC_PORT) o handshake challenge/response e forjar uma mensagem de configuração assinada declarando uid=0 e gid=0, fazendo o confd aceitar uma sessão CLI com privilégios de root.

Como é explorada

O pré-requisito real é acesso local já autenticado a um shell restrito no equipamento (vshell), tipicamente com uma conta de baixo privilégio como admin ou netadmin — não é uma falha explorável remotamente sem essa base. A partir daí, o ataque não exige interação de terceiros (UI:N) nem escalonamento de complexidade (AC:L): o atacante manipula a variável de ambiente USER, cria o symlink malicioso, dispara o confd_cli_grp e faz um man-in-the-middle local na comunicação IPC entre confd_cli_grp e confd para capturar o segredo e assinar uma sessão root falsa. A Orange CERT-CC publicou prova de conceito completa demonstrando o fluxo (challenge/response, vazamento da chave, forjamento da configuração) em dispositivos vEdge x86 e mips64 nas versões 20.6.1 e 20.6.2.

O ganho final é shell root irrestrito no dispositivo SD-WAN, o que em um equipamento de borda de rede significa controle total sobre roteamento, políticas de VPN/overlay e potencialmente pivô para a infraestrutura de gerenciamento (vManage/vSmart/vBond).

A CVE está no catálogo KEV da CISA desde 25/02/2026, com prazo de correção de apenas dois dias (27/02/2026) — um SLA extremamente curto que normalmente indica exploração ativa confirmada e generalizada. O próprio advisory da Cisco foi atualizado (versão 1.2) informando que o PSIRT identificou tentativas de exploração em fevereiro de 2026, mais de três anos após a divulgação inicial, e a CISA emitiu uma Diretiva de Emergência (ED-26-03) específica para dispositivos Cisco SD-WAN.

Versões

Afetadas
Cisco SD-WAN Software (vEdge Cloud Routers, vEdge Routers, vManage, vSmart Controller, vBond Orchestrator) em: 18.4 e anteriores; 19.2; 20.3; 20.6 anterior a 20.6.3; 20.7 anterior a 20.7.2; 20.8 anterior a 20.8.1. A versão 20.9 não é afetada. Exploração de prova de conceito confirmada especificamente em vEdge (x86 e mips64) nas versões 20.6.1 e 20.6.2. Cisco IOS XE SD-WAN Software não é vulnerável.
Corrigidas em
20.6.3 (trem 20.6); 20.7.2 (trem 20.7); 20.8.1 (trem 20.8). Para os trens 18.4 e anteriores, 19.2 e 20.3 a Cisco não lista patch retroativo — a orientação oficial é migrar para um release corrigido (20.6.3 ou posterior). A versão 20.9 já nasce sem a falha.

Como se proteger

Não existe workaround — a própria Cisco declara isso explicitamente no advisory. A única remediação é atualizar para uma versão corrigida: trem 20.6 para 20.6.3, trem 20.7 para 20.7.2, trem 20.8 para 20.8.1. Dispositivos em 18.4 e anteriores, 19.2 e 20.3 não têm patch pontual — a orientação da Cisco é migrar para um release corrigido mais recente (efetivamente, essas versões estão fora de manutenção para esta falha). A versão 20.9 já não é afetada.

Cisco IOS XE SD-WAN Software foi confirmado como não vulnerável — a falha é específica da linha de software SD-WAN baseada em Viptela/confd (vEdge, vManage, vSmart, vBond), não da integração IOS XE.

Como controle compensatório até a atualização, restringir e auditar rigoramente quem tem acesso de shell local (vshell) aos dispositivos, e seguir as orientações de hunt/hardening publicadas pela CISA para SD-WAN, reduz a superfície de exploração — mas não elimina a falha, já que qualquer conta local de baixo privilégio com acesso à CLI continua podendo escalar. Segmentação de rede ou controle de acesso remoto (SSH/console) não mitigam o vetor em si, pois o ataque ocorre inteiramente no lado local do dispositivo após a autenticação inicial.

Como detectar

Não há um IOC de rede único, já que a exploração ocorre localmente via IPC entre confd_cli_grp e confd. Sinais a procurar: histórico de shell (vshell) com manipulação da variável de ambiente USER contendo sequências de travessia de diretório (../); criação de symlinks em /tmp ou diretórios temporários apontando para confd_ipc_secret ou outros arquivos sensíveis; arquivos com extensão .external fora do diretório esperado /etc/viptela/aaa_auth_grp; e conexões ou redirecionamentos anômalos envolvendo a variável CONFD_IPC_PORT, que indicariam tentativa de interceptação do handshake IPC. A CISA publicou um guia específico de "Hunt & Hardening Guidance for Cisco SD-WAN Devices" como parte da Diretiva ED-26-03, recomendado como referência para detecção mais detalhada nesse contexto de exploração ativa.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
A vulnerability in the CLI of Cisco SD-WAN Software could allow an authenticated, local attacker to gain elevated privileges. This vulnerability is due to improper access controls on commands within the application CLI. An attacker could exploit this vulnerability by running a maliciously crafted command on the application CLI. A successful exploit could allow the attacker to execute arbitrary commands as the root user. Cisco has released software updates that address this vulnerability. There are no workarounds that address this vulnerability. https://sec.cloudapps.cisco.com/security/center/content/CiscoSecurityAdvisory/cisco-sa-sd-wan-priv-E6e8tEdF
CVSS:3.1/AV:L/AC:L/PR:L/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H