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CVE-2022-30333highsob ataqueransomwareCWE-22CWE-59

CVE-2022-30333

100Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 7.5epss 99%
da publicação à arma57 dias
Publicada no NVD9 de mai.
1ª PoC+57d
metasploit+50d
CISA KEV+92d
probabilidade de exploração
99%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
8 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-08-30

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

Falha de directory traversal no UnRAR (Linux/Unix) que permite, durante uma extração de arquivo RAR malicioso, escrever arquivos fora do diretório de destino — via validação incorreta de links simbólicos dentro do arquivo. O impacto real veio à tona quando pesquisadores da Sonar demonstraram que o Zimbra, que usa unrar via Amavisd para escanear anexos de e-mail, podia ser comprometido remotamente e sem autenticação, resultando em RCE completo. WinRAR e o RAR para Android não são afetados — só a implementação Unix/Linux do RarLab.

Detalhamento técnico

A causa raiz é um erro de validação de links simbólicos (CWE-59) dentro do processo de extração do unrar, que permite contornar a verificação de path (CWE-22) que deveria confinar todos os arquivos extraídos ao diretório de destino especificado na linha de comando. Um arquivo RAR malicioso pode conter uma entrada que, ao ser extraída, resolve — via symlink — para um caminho fora da árvore esperada, permitindo grava arbitrária em qualquer local para o qual o processo que executa o unrar tenha permissão de escrita.

O atacante controla o conteúdo do arquivo RAR: nome dos entries, estrutura de diretórios embutida e os links simbólicos usados para escapar do diretório de extração. O que ele não controla diretamente é o contexto de execução (usuário, diretório de trabalho, permissões) — isso depende de quem/o que invoca o unrar. A demonstração clássica da falha é criar um `~/.ssh/authorized_keys` no home do usuário que executa a extração, plantando uma chave SSH para acesso remoto persistente.

O caso Zimbra mostra o vetor de maior impacto prático: o pipeline de recebimento de e-mail (Postfix → Amavisd → unrar → Spamassassin/ClamAV → Zimbra) extrai automaticamente anexos RAR de e-mails recebidos, sem qualquer interação do destinatário. Como o Amavis roda com permissões amplas, o attacker conseguiu, na pesquisa da Sonar, escrever um shell JSP dentro do diretório web do Zimbra, obtendo execução de código pré-autenticação. A vulnerabilidade em si está no unrar — o Zimbra só expôs um caminho de invocação automática e não-supervisionada dele.

Como é explorada

Pré-requisito central: alguma aplicação ou usuário no sistema-alvo precisa extrair, com um unrar vulnerável (build Linux/Unix do RarLab anterior à correção), um arquivo RAR fornecido ou influenciado pelo atacante. Isso é a condição que faz a severidade variar enormemente: em uma extração manual e local o risco é baixo; em serviços que processam anexos automaticamente — como scanners de spam/antivírus em servidores de e-mail — o vetor se torna remoto e pré-autenticado, sem interação do usuário.

No caso documentado do Zimbra, basta enviar um e-mail com um anexo RAR malicioso para qualquer caixa de correio da instância; o Amavisd extrai o anexo automaticamente para escaneamento de vírus/spam, invocando o unrar vulnerável e acionando a escrita fora do diretório de extração. Não é necessário estar autenticado no Zimbra nem que o destinatário abra o e-mail.

Há exploração confirmada em campo — a CVE está no catálogo KEV da CISA (adicionada em 09/08/2022) — e existem módulo Metasploit e PoC públicos, o que reduz a barreira técnica para reprodução. O EPSS próximo de 1.0 reflete essa disponibilidade de exploit e o histórico de uso ativo. O resultado final depende do contexto: no Zimbra, RCE completo via web shell; genericamente, qualquer escrita de arquivo capaz de ser abusada para persistência (chaves SSH, scripts de inicialização, cron, arquivos de configuração) na conta que roda a extração.

Versões

Afetadas
UnRAR (implementação RarLab) anterior à versão 6.12 em Linux e Unix. Distribuições com pacotes derivados têm faixas próprias: Debian 10 anterior a 2:6.20-0.1~deb10u1; Gentoo app-arch/rar anterior a 6.23 e app-arch/unrar anterior a 6.2.10. WinRAR e RAR para Android não são afetados.
Corrigidas em
Correção upstream no código-fonte a partir de UnRAR 6.1.7, presente nos binários 6.12 do RarLab. Debian: rar 2:6.20-0.1~deb10u1 (buster/LTS). Gentoo: app-arch/rar >= 6.23, app-arch/unrar >= 6.2.10.

Como se proteger

A correção oficial está no código-fonte do UnRAR a partir da versão 6.1.7, incorporada nos binários a partir da versão 6.12 disponibilizados pela RarLab. Atualizar diretamente pelo site do fornecedor é a orientação da Sonar, já que builds distribuídas por repositórios de distribuições podem ter numeração e cronograma de patch diferentes — vale checar a versão real instalada, não confiar apenas no nome do pacote.

Pacotes de distribuição têm suas próprias versões corrigidas: Debian corrigiu o pacote `rar` na versão 2:6.20-0.1~deb10u1 (Debian 10/LTS); Gentoo considera corrigido `app-arch/rar` >= 6.23 e `app-arch/unrar` >= 6.2.10. O advisory do Gentoo é explícito: não há workaround conhecido além de atualizar — não existe flag de configuração ou mitigação equivalente à correção real.

Para ambientes como Zimbra que invocam unrar automaticamente em pipelines de e-mail, a solução do fornecedor foi atualizar/substituir o binário empacotado; como controle compensatório quando a atualização não é imediata, é possível reduzir exposição desabilitando a extração automática de RAR em serviços de scanning (com custo de perder essa camada de verificação) ou isolando o processo de extração em ambiente sem permissão de escrita fora de um diretório temporário descartável. Rodar a extração como usuário sem home directory sensível e sem `.ssh` configurado reduz, mas não elimina, o impacto de um write arbitrário.

Como detectar

Não há assinatura de rede confiável, já que a exploração ocorre no momento da extração local de um arquivo RAR malicioso — o tráfego de entrega (e-mail com anexo RAR, upload de arquivo) não difere de um anexo legítimo até a análise do conteúdo interno do arquivo. Sinais úteis: arquivos RAR com entradas contendo links simbólicos ou caminhos que tentam escapar do diretório de extração (analisável estaticamente antes de extrair); em servidores de e-mail com Amavisd/ClamAV, logs de erro do unrar durante o processamento de anexos; criação inesperada de `~/.ssh/authorized_keys`, scripts de shell em diretórios de inicialização, ou arquivos JSP/PHP novos em diretórios web logo após o processamento de um anexo — no caso Zimbra, arquivos JSP não originados por ação administrativa no diretório da aplicação web são forte indício de exploração bem-sucedida.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
RARLAB UnRAR before 6.12 on Linux and UNIX allows directory traversal to write to files during an extract (aka unpack) operation, as demonstrated by creating a ~/.ssh/authorized_keys file. NOTE: WinRAR and Android RAR are unaffected.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:N/I:H/A:N
Produtos afetados
n/a · n/a
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