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CVE-2022-3038highsob ataqueCWE-416

CVE-2022-3038

76Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem prova de conceito pública.

ssvc Actcvss 8.8epss 25%
da publicação à arma
Publicada no NVD26 de set.
CISA KEV+185d
probabilidade de exploração
25%top 2% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
1 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2023-04-20

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

Use-after-free no Network Service do Chrome, componente responsável por processar requisições de rede (URLLoader) fora do processo de renderização. A falha permite corrupção de heap explorável remotamente via uma página HTML maliciosa e está confirmada como explorada in-the-wild — consta no catálogo KEV da CISA. O Google classificou a falha como "Critical", nível raro para uma UAF, o que sugere um caminho de exploração relativamente direto até execução de código.

Detalhamento técnico

A vulnerabilidade é uma condição de use-after-free (CWE-416) no Network Service do Chromium, o processo/serviço que trata o ciclo de vida de requisições HTTP feitas pelo navegador. Um objeto relacionado ao carregamento de URL (URLLoader) é liberado da memória em um ponto do fluxo de rede, mas uma referência a esse objeto continua acessível e é usada posteriormente — cenário clássico de UAF explorável quando o atacante consegue controlar o timing e o conteúdo alocado no espaço de memória liberado.

Um PoC público catalogado (título "Network-URLLoader-NotifyCompleted-Heap-Use-After-Free") aponta o callback NotifyCompleted do URLLoader como área envolvida no problema — indício consistente com a natureza da falha descrita pelo Google, mas não confirmado em detalhe pelo advisory oficial, que mantém a descrição do bug (crbug.com/1340253) restrita.

A falha foi reportada por Sergei Glazunov, do Google Project Zero, em 28/06/2022, e corrigida cerca de dois meses depois no lançamento do Chrome 105. O Network Service roda fora do sandbox de renderer em algumas configurações de arquitetura de processos do Chrome, o que eleva o valor de uma exploração bem-sucedida: dependendo de como a cadeia é encadeada com outras primitivas, pode servir como ponto de escape parcial das camadas de isolamento do navegador.

Como é explorada

O vetor de entrada é uma página HTML controlada pelo atacante que o usuário precisa visitar (User Interaction: Required no CVSS) — não há exploração sem alguma ação da vítima, tipicamente navegar para um link malicioso ou visualizar conteúdo embutido em página comprometida. Não exige autenticação nem configuração não padrão do navegador; a superfície é o comportamento padrão de processamento de requisições de rede do Chrome.

A exploração de uma UAF de heap normalmente requer que o atacante force a liberação do objeto e, em seguida, controle a realocação de memória para colocar dados fabricados no espaço liberado (heap grooming), obtendo corrupção de estado interno que pode evoluir para execução de código no contexto do processo afetado. A presença de um PoC público reduz a barreira técnica para replicar o crash, mas transformar isso em execução de código confiável é trabalho não trivial e depende de mitigações ativas no build (ASLR, sandboxing, particionamento de heap).

A CISA confirma exploração ativa (entrada no catálogo KEV, adicionada em 30/03/2023, com prazo de mitigação até 20/04/2023 para agências federais dos EUA), mas não detalha campanhas específicas, atores ou telemetria de exploração. A ausência de detalhe público sobre a cadeia completa de exploração é consistente com a política do Google de restringir informação do bug até que a maioria dos usuários tenha atualizado.

Versões

Afetadas
Google Chrome anterior à versão 105.0.5195.52 (todas as plataformas desktop). Builds afetados equivalentes em produtos baseados em Chromium: Microsoft Edge anterior a 105.0.1343.42; pacotes Chromium/Chromium-bin em distribuições Linux anteriores aos builds 105.0.5195.x correspondentes.
Corrigidas em
Google Chrome 105.0.5195.52 (Mac/Linux) e 105.0.5195.52/53/54 (Windows). Microsoft Edge 105.0.1343.42. Fedora empacotou a correção em chromium-105.0.5195.52-1 (atualizado posteriormente para 105.0.5195.125-2 com fixes adicionais). Gentoo fixou o piso de segurança em www-client/chromium, chromium-bin e google-chrome >= 105.0.5195.125 (build que consolida esta e outras CVEs do mesmo ciclo).

Como se proteger

A correção definitiva é atualizar o Chrome para 105.0.5195.52 ou superior (Windows também recebeu builds 105.0.5195.53/54). Navegadores baseados em Chromium seguem cronogramas próprios: Microsoft Edge corrigiu em 105.0.1343.42; distribuições Linux empacotaram a correção em builds equivalentes do Chromium (Fedora 37 em chromium-105.0.5195.52, Gentoo fixou o piso mínimo em chromium/chromium-bin/google-chrome 105.0.5195.125, versão posterior que já inclui esse e outros fixes acumulados).

Não há paliativo de configuração documentado pelo fornecedor — a Gentoo GLSA 202209-23 registra explicitamente "there is no known workaround at this time". Isolamento de processo (Site Isolation) e sandboxing reduzem o impacto de uma exploração bem-sucedida mas não eliminam a vulnerabilidade em si, já que a falha está no Network Service, que opera fora do sandbox de renderer padrão. Em ambientes onde a atualização imediata não é viável, a única mitigação real é reduzir exposição a conteúdo web não confiável (navegação restrita, extensões de bloqueio de conteúdo ativo) enquanto o patch é aplicado — isso não neutraliza o risco, apenas reduz a superfície de exposição temporariamente.

Atualizar apenas outros componentes do sistema, aplicar hardening genérico de sandbox do SO, ou depender de EDR para detectar exploração de heap corruption não substitui o patch: a exploração ocorre inteiramente dentro do processo do navegador antes de qualquer sinal comportamental típico ser gerado.

Como detectar

Não há assinatura de rede ou de log confiável e publicamente documentada para detectar tentativas de exploração desta UAF — o gatilho ocorre inteiramente client-side, dentro do processamento de rede do navegador, sem padrão de tráfego HTTP anômalo conhecido. Ferramentas de monitoramento de crash do navegador (relatórios de crash do Chrome com stack trace envolvendo Network Service / URLLoader) podem indicar tentativas malsucedidas de exploração ou fuzzing, mas essa telemetria normalmente não está disponível para SOC fora da infraestrutura do próprio fornecedor. Na prática, a defesa efetiva é garantir que o parque de navegadores esteja em versão igual ou superior à corrigida, já que não existe indicador de comprometimento (IOC) genérico publicado para esta CVE específica.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
Use after free in Network Service in Google Chrome prior to 105.0.5195.52 allowed a remote attacker to potentially exploit heap corruption via a crafted HTML page.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
Produtos afetados
Google · Chrome
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