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CVE-2025-20393criticalsob ataqueCWE-20

Cisco Secure Email Gateway and Cisco Secure Email and Web Manager Remote Command Execution Vulnerability

85Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem prova de conceito pública.

ssvc Actcvss 10epss 30%
da publicação à arma1 dias
Publicada no NVD17 de dez.
1ª PoC+1d
CISA KEV17 de dez.
probabilidade de exploração
30%top 2% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
5 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2025-12-24

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumo

Falha de validação de entrada (CWE-20) na funcionalidade Spam Quarantine do AsyncOS, presente em Cisco Secure Email Gateway e Cisco Secure Email and Web Manager, permite a um atacante remoto e não autenticado executar comandos arbitrários com privilégios de root no sistema operacional subjacente. O CVSS 10.0 reflete o pior caso, mas a exposição real depende de uma condição não padrão: o Spam Quarantine precisa estar habilitado e acessível pela internet — algo que os próprios guias de implantação da Cisco não recomendam. A Cisco confirmou exploração ativa por um grupo identificado pela Talos como UAT-9686, com implante de mecanismo de persistência nos dispositivos comprometidos, o que motivou a entrada imediata no catálogo KEV da CISA.

Detalhamento técnico

A causa raiz é validação insuficiente de requisições HTTP recebidas pela funcionalidade Spam Quarantine do AsyncOS. A Cisco classificou a falha como CWE-20 (Improper Input Validation) e não detalhou publicamente qual parâmetro, endpoint ou estrutura de requisição está mal validado — o advisory descreve o efeito (execução de comando com root) sem expor o mecanismo interno do parser ou do handler HTTP vulnerável.

O vetor de ataque é rede (AV:N), sem necessidade de privilégios (PR:N) nem interação do usuário (UI:N), e a complexidade de exploração é baixa (AC:L) segundo o vetor CVSS oficial. O impacto é total sobre confidencialidade, integridade e disponibilidade, com escopo alterado (S:C), consistente com uma execução de comando que escapa do contexto da aplicação de spam quarantine e atinge o sistema operacional inteiro com privilégios máximos.

A vulnerabilidade só existe na superfície de ataque quando o Spam Quarantine está configurado e com a interface exposta à internet — recurso que não vem habilitado por padrão. Isso reduz significativamente o universo real de dispositivos exploráveis em relação ao que a nota CVSS 10.0 sugere isoladamente.

Como é explorada

O atacante envia uma requisição HTTP manipulada diretamente ao endpoint do Spam Quarantine exposto na interface de gerenciamento do appliance. Não há autenticação prévia necessária e não há interação de usuário — o ataque é puramente de rede contra um serviço HTTP alcançável. A Cisco relata que a campanha real observada (atribuída pela Talos ao grupo UAT-9686) tomou conhecimento em 10 de dezembro de 2025 e atingiu 'um subconjunto limitado de appliances com determinadas portas abertas para a internet'.

O resultado documentado da exploração não foi apenas execução pontual de comando: os atacantes implantaram um mecanismo de persistência (um canal covert) para manter acesso remoto contínuo aos appliances comprometidos, mesmo após o comando inicial. Isso indica exploração automatizada e direcionada, não apenas prova de conceito isolada — e há PoC pública circulando, o que amplia o risco de reprodução por outros atores.

A condição prática determinante para exposição é dupla: Spam Quarantine habilitado E acessível pela internet. Ambientes que seguem a arquitetura recomendada pela Cisco (gerenciamento restrito a rede interna/VPN) não apresentam essa superfície, mesmo rodando versão vulnerável do AsyncOS.

Versões

Afetadas
Cisco AsyncOS Software para Cisco Secure Email Gateway (físico e virtual) e Cisco Secure Email and Web Manager (físico e virtual), em releases anteriores às versões corrigidas listadas pela Cisco — a tabela completa de releases afetadas por branch não constava integralmente no conteúdo da fonte consultada; verificar a seção 'Fixed Software' do advisory oficial para a lista exata.
Corrigidas em
A Cisco publicou releases corrigidas específicas por branch de AsyncOS no advisory oficial; o trecho com os números exatos de versão fixa não estava disponível na cópia da fonte consultada. Não informar versão aqui evita indicar uma correção incorreta — consultar diretamente cisco-sa-sma-attack-N9bf4, seção 'Fixed Releases'.

Como se proteger

A Cisco declarou explicitamente que não há workaround que mitigue diretamente esta vulnerabilidade — a única correção real é atualizar o AsyncOS para uma versão corrigida. O advisory oficial lista a tabela de releases afetadas e a primeira versão corrigida por branch, mas o conteúdo da fonte consultada foi truncado antes dessa tabela; não é possível afirmar aqui números de versão exatos sem risco de erro. Consulte a tabela 'Fixed Releases' completa no advisory oficial da Cisco antes de validar qualquer remediação como concluída.

Como mitigação compensatória imediata — não substitui a atualização —, remover a exposição do Spam Quarantine à internet (restringir a interface de gerenciamento a rede interna/VPN) elimina o vetor de ataque descrito, já que a falha depende dessa exposição. Verificar em Network > IP Interfaces se o checkbox de Spam Quarantine está marcado ajuda a determinar se o appliance está na superfície vulnerável.

Dado que a Cisco confirmou implante de persistência em appliances comprometidos, atualizar a versão sem investigar comprometimento prévio não é suficiente: a Cisco recomenda abrir chamado no TAC para verificação de indicadores de comprometimento e garantir que o acesso remoto esteja habilitado para acelerar essa investigação. Aplicar apenas a atualização, sem essa verificação, pode deixar um implante ativo mesmo em versão corrigida.

Como detectar

Não há assinatura pública de exploração divulgada pela Cisco ou pela Talos no material consultado. O indicador mais concreto citado pela Cisco é a presença de um mecanismo de persistência (canal covert) implantado pelos atacantes para acesso remoto contínuo — a verificação confiável desse implante exige abertura de caso com o TAC da Cisco, não uma assinatura de log genérica. Como medida prática, revisar logs de acesso HTTP à interface do Spam Quarantine por requisições anômalas ou não originadas de administradores conhecidos, e auditar configurações de acesso remoto habilitadas sem necessidade aparente, são sinais indiretos a investigar.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
A vulnerability in the Spam Quarantine feature of Cisco AsyncOS Software for Cisco Secure Email Gateway and Cisco Secure Email and Web Manager could allow an unauthenticated, remote attacker to execute arbitrary system commands on an affected device with root privileges. This vulnerability is due to insufficient validation of HTTP requests by the Spam Quarantine feature. An attacker could exploit this vulnerability by sending a crafted HTTP request to the affected device. A successful exploit could allow the attacker to execute arbitrary commands on the underlying operating system with root privileges.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:C/C:H/I:H/A:H
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