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CVE-2025-24985highsob ataqueCWE-122CWE-190

Windows Fast FAT File System Driver Remote Code Execution Vulnerability

71Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem prova de conceito pública.

ssvc Actcvss 7.8epss 3.8%
da publicação à arma22 dias
Publicada no NVD11 de mar.
1ª PoC+22d
CISA KEV11 de mar.
probabilidade de exploração
3.8%top 10% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
1 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2025-04-01

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumo

Falha de integer overflow (CWE-190) no driver fastfat.sys do Windows, que ao processar uma estrutura de sistema de arquivos FAT malformada gera um cálculo de tamanho incorreto e resulta em overflow de heap (CWE-122) em modo kernel. Está no catálogo KEV da CISA com exploração confirmada in-the-wild e existe PoC público, mas o vetor exige interação do usuário — não é um RCE remoto disparado por rede, e sim execução local após o usuário montar ou acessar um volume/imagem FAT adulterado.

Detalhamento técnico

O bug reside no parsing de metadados FAT (boot sector, FAT table ou entradas de diretório) dentro do driver fastfat.sys. Um campo controlado pelo atacante — presumivelmente um valor de tamanho ou offset lido da estrutura do volume — é usado em uma operação aritmética sem verificação adequada de limites. Quando esse valor é manipulado para causar wraparound (CWE-190), o resultado da conta é usado para alocar ou copiar dados em um buffer no heap do kernel, produzindo um heap overflow (CWE-122) classificado separadamente pela CISA.

Como o processamento ocorre em modo kernel, um overflow de heap ali é potencialmente mais perigoso que o equivalente em user-mode: corrupção de estruturas do kernel pode levar a execução de código com privilégios de SYSTEM, não apenas do processo que montou o volume. O vetor CVSS informa AV:L (ataque local) e PR:N (sem privilégio prévio), mas exige UI:R — o atacante não invoca o driver remotamente; ele precisa que a vítima execute alguma ação que force o Windows a montar/ler o volume FAT malicioso.

A Microsoft não publicou detalhes de código-fonte do fastfat.sys nem indicou a função exata afetada nas informações disponíveis publicamente até a data de publicação. O CWE duplo (CWE-190 + CWE-122) no registro da CISA KEV confirma que o overflow aritmético é a causa raiz e o overflow de heap é a consequência explorável.

Como é explorada

O caminho de exploração documentado (pré-condição central, e a informação mais importante desta página) depende de o Windows processar um sistema de arquivos FAT controlado pelo atacante — tipicamente uma mídia removível (pendrive), uma imagem de disco (VHD/VHDX montado) ou qualquer volume formatado em FAT/FAT32/exFAT-legado que a vítima conecte ou abra. Não há exploração via rede sem essa etapa: o atacante precisa convencer ou induzir a vítima a montar o volume malicioso, o que caracteriza o UI:R do vetor CVSS.

A presença no catálogo KEV da CISA confirma exploração ativa observada, mas a CISA não classifica a falha como usada em campanhas de ransomware ('Unknown' no campo correspondente) e não há EPSS elevado (0.037), o que sugere exploração direcionada ou em escala limitada, não massificada como worms de rede. A complexidade de exploração de integer overflow em kernel para RCE completo costuma exigir engenharia cuidadosa do layout de heap para transformar a corrupção em execução de código confiável — mais trabalho que um simples DoS, que é o resultado mais fácil de obter.

O resultado final bem-sucedido é execução de código em modo kernel (SYSTEM), permitindo ao atacante escapar de qualquer sandbox de usuário e comprometer totalmente a máquina local a partir de uma sessão com privilégios mínimos — cenário relevante em pontos de acesso físico (quiosques, estações compartilhadas) ou como segundo estágio depois de já ter code execution em user-mode e precisar de elevação de privilégio.

Versões

Afetadas
Microsoft Windows 10 Version 1507; Windows 10 Version 1607; Windows 10 Version 1809; Windows 10 Version 21H2; Windows 10 Version 22H2; Windows 11 Version 22H2; Windows 11 Version 22H3 (conforme listado pela Microsoft); Windows 11 Version 23H2 — builds anteriores à atualização de segurança de março de 2025 para cada ramo.
Corrigidas em
Corrigida pelas atualizações de segurança da Microsoft lançadas em 11 de março de 2025 (Patch Tuesday), com pacotes específicos por versão/build. Os números exatos de KB e de build pós-correção não estão confirmados nas fontes consultadas — verifique o KB correspondente ao seu build na página do MSRC para CVE-2025-24985 ou no Microsoft Update Catalog antes de considerar o ambiente remediado.

Como se proteger

A correção é aplicar a atualização de segurança da Microsoft referente a este CVE, distribuída no Patch Tuesday de 11 de março de 2025, para a versão específica de Windows/Windows Server em uso. Não temos, nas fontes disponíveis, os números de KB ou de build pós-correção confirmados por versão — consulte diretamente a página do MSRC para o CVE e o Microsoft Update Catalog para obter o KB exato do seu build antes de considerar o sistema corrigido; não assuma que uma atualização cumulativa genérica recente cobre a falha sem confirmar o KB associado a este CVE.

Como paliativo real quando a atualização não pode ser aplicada imediatamente: restringir ou desabilitar a montagem automática de mídia removível (AutoPlay/AutoRun já desabilitados por padrão em versões modernas, mas verifique políticas de Removable Storage Access via GPO) reduz a superfície de exposição, já que o vetor primário depende do sistema processar um volume FAT malicioso. Bloquear portas USB por política de grupo ou DLP em endpoints de alto risco também reduz a chance de introdução do volume malicioso. Isso não substitui o patch — apenas diminui a probabilidade da etapa de entrega.

Não funciona como mitigação: desabilitar suporte a FAT/FAT32 inteiramente não é uma opção padrão suportada no Windows (o driver é usado por diversas rotinas do sistema, incluindo partições de recuperação e EFI em alguns cenários), então essa não é uma alternativa prática ao patch. Da mesma forma, soluções de perímetro de rede (firewall, WAF) não têm efeito, pois o vetor é local por natureza.

Como detectar

Não há assinatura de rede a procurar, pois a exploração é local e depende de montagem de volume/arquivo FAT malicioso — não há tráfego de exploração remota para inspecionar. Em nível de host, sinais indiretos incluem crashes ou BSODs recorrentes associados a fastfat.sys nos logs de eventos do Windows (Application/System, source fastfat ou bugcheck referenciando o driver), montagens inesperadas de mídia removível ou imagens de disco por usuários fora do padrão operacional, e alertas de EDR para comportamento anômalo de kernel após inserção de dispositivos USB. Na ausência de indicadores públicos de campanha específica associada a este CVE, a defesa mais confiável é preventiva (patch e controle de mídia removível), não detectiva.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
Integer overflow or wraparound in Windows Fast FAT Driver allows an unauthorized attacker to execute code locally.
CVSS:3.1/AV:L/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H/E:F/RL:O/RC:C
PoCs públicas encontradas1
githubgithub.com/airbus-cert/cve-2025-249852
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