CVE-2025-2783
Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem prova de conceito pública.
Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.
Resumo
Falha lógica no Mojo — o sistema de IPC entre processos do Chromium — que permite escapar do sandbox do Chrome no Windows fornecendo um handle incorreto a um processo com menos privilégios. O Google confirmou exploração ativa antes da correção e a falha está no catálogo KEV da CISA; ela foi reportada por pesquisadores da Kaspersky, o que sugere descoberta durante investigação de ataque real, não em auditoria de rotina. Isoladamente ela não executa código: é a peça que transforma um comprometimento do processo renderer (sandboxed) em comprometimento do sistema.
Detalhamento técnico
Mojo é a camada de comunicação entre processos do Chromium — browser process, renderer, GPU, utility processes — usada para trocar mensagens e, quando necessário, handles de objetos do Windows (arquivos, seções de memória, eventos) entre processos com níveis de confiança diferentes. O advisory do Google descreve a falha como 'incorrect handle provided in unspecified circumstances' dentro do Mojo, especificamente no Windows: em algum fluxo de negociação de handle, o processo broker (privilegiado) entrega ao processo sandboxed um handle diferente do que deveria, com permissões ou alvo além do esperado para aquele contexto de sandbox.
Como é explorada
O vetor descrito pelo fornecedor é 'via um arquivo malicioso' processado pelo Chrome no Windows, com CVSS indicando interação do usuário obrigatória (UI:R), sem necessidade de privilégios prévios (PR:N) e complexidade de ataque alta (AC:H) — condições consistentes com uma segunda etapa de uma cadeia de exploração: primeiro um bug de execução de código no renderer sandboxed (não coberto por esta CVE), depois esta falha de handle no Mojo para escapar do sandbox e obter execução com privilégios do processo browser/sistema. O Google não publicou detalhes técnicos do bug (issue 405143032 no Chromium tracker permanece restrita, prática padrão até que a maioria dos usuários atualize), e não há write-up técnico público detalhando o mecanismo exato do handle incorreto nas fontes disponíveis.
Versões
Como se proteger
A única mitigação real é atualizar. Não há flag, política de grupo ou configuração de sandbox que neutralize uma falha de gerenciamento de handle dentro do próprio mecanismo de sandboxing do Chromium — restringir extensões, desativar JavaScript ou isolar perfis não fecha esse vetor porque a falha está na camada de IPC entre processos, não em conteúdo web processado. A CISA determinou prazo de correção até 17/04/2025 para o KEV; a única ação listada pela CISA é aplicar a atualização do fornecedor ou, se impossível, descontinuar o uso do produto.
Como detectar
Não há assinatura, IOC ou padrão de log público confirmado para esta vulnerabilidade nas fontes disponíveis — o Google manteve os detalhes técnicos do bug restritos e não há write-up de pesquisadores publicando indicadores de comprometimento associados à exploração observada. Na ausência de detecção específica, o sinal indireto mais útil é o timestamp: qualquer indício de comprometimento de host Windows via Chrome anterior a 134.0.6998.177 no período próximo a março de 2025 merece investigação de escalonamento de privilégio pós-navegador (processos filhos inesperados do Chrome, criação de handles cross-process anômalos).