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CVE-2025-48543highsob ataqueCWE-416

CVE-2025-48543

71Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem prova de conceito pública.

ssvc Actcvss 8.8epss 0.5%
da publicação à arma10 dias
Publicada no NVD4 de set.
1ª PoC+10d
CISA KEV4 de set.
probabilidade de exploração
0.5%top 57% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
1 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2025-09-25

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumo

Use-after-free no Android Runtime (ART) que permite escapar de um sandbox (a descrição do Google cita especificamente o sandbox do Chrome) e atacar o processo system_server, alcançando escalonamento de privilégio local sem interação do usuário. Está no catálogo KEV da CISA com confirmação de exploração limitada e direcionada, o que eleva a prioridade mesmo sendo uma falha local que exige execução de código prévia no dispositivo.

Detalhamento técnico

A falha é um use-after-free (CWE-416) no componente Android Runtime, catalogada internamente pelo Google sob o bug A-421834866 e corrigida em 'múltiplos locais' segundo a descrição oficial — ou seja, não é um ponto único de código, mas uma classe de condição de corrida/liberação de memória em mais de um caminho do ART. O commit público associado ao bug mostra uma correção em JNI::NewObject (runtime/jni/jni_internal.cc e check_jni.cc) que passou a lançar exceção ao tentar instanciar classes abstratas via JNI, algo que antes era permitido silenciosamente.

O padrão sugerido pela correção é de confusão de tipo/estado inconsistente de objeto: ao permitir a construção de uma instância de classe abstrata por JNI sem a validação correta, o runtime pode acabar com um objeto cujo tamanho, layout ou vtable não correspondem ao que o restante do ART espera, abrindo caminho para um objeto ser liberado (ou tratado como inválido) enquanto ainda há referências ativas apontando para ele — o clássico cenário de UAF explorável para corrupção controlada de heap.

O vetor CVSS (AV:L/AC:L/PR:L/UI:N/S:C) deixa claro o modelo de ameaça: o atacante já precisa ter algum nível de execução de código local com privilégio baixo (por exemplo, dentro de um processo sandboxed do navegador ou de um app) antes de acionar o bug no ART. O 'Scope: Changed' (S:C) reflete exatamente a mecânica descrita — o impacto extravasa o processo comprometido inicialmente e afeta o system_server, que roda com privilégios muito superiores.

Como é explorada

Pré-requisito real: o atacante precisa de um ponto de partida com execução de código já estabelecido e isolado por sandbox — o exemplo citado pelo próprio Google é o sandbox de renderização do Chrome no Android. A partir desse ponto de apoio, sem qualquer interação do usuário, o UAF no ART é acionado para corromper estado interno de objeto/memória e obter execução com privilégios equivalentes aos do system_server, que roda como usuário system e tem acesso amplo ao framework Android.

Isso não é uma vulnerabilidade explorável remotamente por si só: ela é a segunda etapa de uma cadeia. O boletim de segurança de setembro de 2025 do Android observa exploração 'limitada e direcionada' tanto para esta CVE quanto para a CVE-2025-38352, o que indica um encadeamento típico de campanhas de spyware/vigilância direcionada — comprometimento inicial (via navegador ou outro vetor) seguido de escalonamento via ART para assumir controle do sistema.

A presença no catálogo KEV da CISA confirma exploração ativa in-the-wild, mas não há evidência nas fontes de que a exploração seja trivial ou massificada; o padrão descrito (sandbox escape + UAF em runtime gerenciado) tende a exigir engenharia de exploit não trivial e normalmente aparece em campanhas de alto valor, não em ataques oportunistas em massa.

Versões

Afetadas
Android Runtime (ART) nas versões associadas ao AOSP 13, 14, 15 e 16, conforme listado no Android Security Bulletin de setembro de 2025.
Corrigidas em
Dispositivos com nível de patch de segurança (security patch level) 2025-09-05 ou posterior; correções disponibilizadas no AOSP para os ramos 13, 14, 15 e 16.

Como se proteger

A correção está nos patches de segurança Android com nível 2025-09-05 ou posterior, cobrindo os ramos AOSP 13, 14, 15 e 16. Não há flag de configuração, mitigação de runtime ou controle compensatório documentado pelo fornecedor — a única correção real é atualizar o dispositivo/ROM para um build com esse patch level ou posterior; o commit de referência no AOSP (bug A-421834866) mostra a correção pontual em JNI::NewObject, mas o Google afirma que a falha existia em múltiplos locais, então aplicar apenas esse commit isoladamente não fecha todas as variantes.

Como é falha em componente de sistema (ART), não existe mitigação client-side equivalente a WAF ou hardening de aplicação: a superfície de exploração depende do runtime gerenciado do próprio Android, não de uma aplicação específica que o operador possa isolar. Dispositivos que não recebem mais atualizações de segurança (fim de vida do fabricante) ficam permanentemente expostos a esta classe de escalonamento; não há paliativo de configuração que reduza esse risco de forma confiável — a única alternativa realista é a atualização do sistema operacional.

Como detectar

Não há assinatura de rede ou indicador de comprometimento público confiável nas fontes consultadas — trata-se de uma falha de memória local dentro do runtime gerenciado (ART), sem tráfego de rede característico associado ao próprio bug. Ambientes com telemetria de dispositivo podem investigar crashes anômalos ou reinícios do system_server correlacionados no tempo com atividade de processos sandboxed (por exemplo, o renderizador do navegador), mas isso não constitui detecção específica desta CVE, apenas um indício genérico de exploração de UAF em componentes de sistema.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
In multiple locations, there is a possible way to escape chrome sandbox to attack android system_server due to a use after free. This could lead to local escalation of privilege with no additional execution privileges needed. User interaction is not needed for exploitation.
CVSS:3.1/AV:L/AC:L/PR:L/UI:N/S:C/C:H/I:H/A:H
Produtos afetados
Google · Android
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