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CVE-2025-48633mediumsob ataque

CVE-2025-48633

43Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA.

ssvc Attendcvss 5.5epss 0.3%
da publicação à arma
Publicada no NVD8 de dez.
CISA KEV2 de dez.
probabilidade de exploração
0.3%top 82% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2025-12-23

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumo

Falha de lógica no DevicePolicyManagerService do Android permite que um app malicioso já instalado no dispositivo se torne Device Owner mesmo depois que o provisionamento inicial (setup) já foi concluído — algo que só deveria ser possível em um dispositivo 'limpo', sem contas de usuário. O Google classifica oficialmente como divulgação de informação (Information Disclosure), não como EoP pura, o que explica o CVSS moderado (5.5) mesmo com impacto potencial de assumir controle administrativo do aparelho. Está no catálogo KEV da CISA com evidência de exploração ativa e limitada/direcionada, segundo o próprio boletim de dezembro/2025 do Android.

Detalhamento técnico

O método hasAccountsOnAnyUser(), em DevicePolicyManagerService.java, é usado para decidir se o dispositivo pode entrar em fluxo de provisionamento de Device Owner: por design, esse fluxo só deve ser permitido quando não existem contas de usuário cadastradas em nenhum perfil, evitando que um Device Owner seja injetado depois que o dono legítimo já configurou o aparelho. A falha é que a checagem original considerava apenas contas 'visíveis', ignorando contas existentes mas com visibilidade restrita. O commit de correção (d00bcda9f42dcf272d329e9bf9298f32af732f93) resume o problema no próprio changelog: 'Get all accounts no matter the visibility' — ou seja, a versão vulnerável enumerava um subconjunto de contas e concluía erroneamente que o dispositivo estava 'sem contas', liberando o fluxo de provisionamento de Device Owner mesmo em um aparelho já em uso.

Como é explorada

É uma vulnerabilidade local (AV:L): exige um app já instalado no dispositivo, sem interação do usuário e sem privilégio elevado adicional (PR:L, UI:N, AC:L). Não há vetor remoto direto — o app precisa primeiro estar presente no aparelho (via engenharia social, sideload, ou abuso de outra permissão) e então acionar o fluxo de provisionamento de Device Owner explorando a lacuna na verificação de contas. Ao conseguir isso, o app malicioso assume papel de Device Owner, que no Android tem controle administrativo amplo sobre o dispositivo (políticas de rede, VPN forçada, restrições de apps, e em alguns casos acesso a dados corporativos/gerenciados) — daí a classificação de risco alta apesar do score CVSS moderado, que reflete só confidencialidade impactada (C:H/I:N/A:N) porque a modelagem oficial trata isso como information disclosure e não como comprometimento total. O boletim de dezembro/2025 da Android indica 'exploração limitada e direcionada' para esta CVE junto com a CVE-2025-48572, consistente com sua inclusão no KEV da CISA — ou seja, há uso documentado fora de laboratório, provavelmente em campanhas de vigilância/spyware que dependem de tomar controle administrativo persistente de um dispositivo específico.

Versões

Afetadas
Android (AOSP) 13, 14, 15 e 16, em patch levels anteriores a 2025-12-05, conforme tabela do Android Security Bulletin de dezembro/2025 (bug interno A-417988098).
Corrigidas em
Security patch level 2025-12-05 ou posterior, com correção backportada para AOSP 13, 14, 15 e 16.

Como se proteger

Atualizar para o security patch level 2025-12-05 ou posterior do Android — o próprio boletim afirma que esse patch level cobre todas as falhas listadas para dezembro/2025, incluindo esta. AOSP 13, 14, 15 e 16 receberam o backport (bug interno A-417988098). Não há paliativo de configuração documentado pelo fornecedor para quem não pode atualizar: como o problema está na lógica de verificação de contas antes de liberar o fluxo de Device Owner, mitigação real depende do patch de firmware/framework, não de flag de app ou política de MDM. Como controle compensatório parcial, ambientes corporativos que gerenciam Device Owner via EMM/MDM podem monitorar e restringir instalação de apps não confiáveis (reduz a chance do vetor local se materializar), mas isso não fecha a falha — apenas reduz a superfície de quem pode tentar acioná-la.

Como detectar

Não há assinatura de rede a procurar — é exploração local no framework Android, sem tráfego externo característico. Em nível de dispositivo/EMM, o sinal relevante é um evento de definição de Device Owner (setDeviceOwner / fluxo de provisionamento gerenciado) ocorrendo fora do processo esperado de setup inicial (ex.: em um dispositivo que já estava em uso, com contas de usuário previamente configuradas). Ambientes com MDM devem auditar logs de DevicePolicyManager e alertar sobre qualquer mudança de Device Owner que não corresponda a um provisionamento corporativo intencional; a ausência desse tipo de auditoria explica por que a exploração relatada foi 'limitada e direcionada' — passa despercebida sem monitoramento específico do estado de política de dispositivo.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
In hasAccountsOnAnyUser of DevicePolicyManagerService.java, there is a possible way to add a Device Owner after provisioning due to a logic error in the code. This could lead to local escalation of privilege with no additional execution privileges needed. User interaction is not needed for exploitation.
CVSS:3.1/AV:L/AC:L/PR:L/UI:N/S:U/C:H/I:N/A:N
Produtos afetados
Google · Android