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CVE-2025-49704highsob ataqueransomwareCWE-94

Microsoft SharePoint Remote Code Execution Vulnerability

88Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 8.8epss 100%
da publicação à arma0 dias
Publicada no NVD8 de jul.
metasploit8 de jul.
CISA KEV+14d
probabilidade de exploração
100%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2025-07-23

Disconnect public-facing versions of SharePoint Server that have reached their end-of-life (EOL) or end-of-service (EOS) to include SharePoint Server 2013 and earlier versions. For supported versions, please follow the mitigations according to CISA (URL listed below in Notes) and vendor instructions (URL listed below in Notes). Adhere to the applicable BOD 22-01 guidance for cloud services or discontinue use of the product if mitigations are not available.

Resumo

Falha de code injection (CWE-94) no SharePoint Server on-premises (2016, 2019 e Subscription Edition) que permite execução remota de código através do endpoint ToolPane. Isolada, exige autenticação com privilégio baixo, mas foi explorada em massa a partir de 7 de julho de 2025 encadeada com CVE-2025-49706 (spoofing), formando a cadeia conhecida como "ToolShell", que torna o ataque efetivamente não autenticado contra qualquer instância exposta à internet. Não afeta SharePoint Online/Microsoft 365 — só implantações on-premises.

Detalhamento técnico

A CVE é classificada como CWE-94 (Improper Control of Generation of Code / Code Injection) no processamento de requisições no endpoint ToolPane do SharePoint. O fornecedor descreve como "authorized attacker", refletindo o PR:L do vetor CVSS — ou seja, isoladamente a falha pressupõe algum nível de autenticação no SharePoint antes de disparar a injeção. As fontes públicas analisadas não detalham o parâmetro ou classe .NET exata manipulada; documentar isso com precisão exigiria a análise binária dos patches, que não está coberta pelo material consultado aqui.

O que torna a CVE crítica na prática não é o code injection isolado, mas o encadeamento com CVE-2025-49706, uma vulnerabilidade de spoofing que permite contornar a camada de autenticação do SharePoint. Combinadas, as duas falhas eliminam o pré-requisito de credencial e permitem RCE completo contra um servidor SharePoint exposto na internet sem qualquer interação do usuário (UI:N) e sem necessidade de conta.

Há ainda um agravante estrutural: a atualização original publicada para CVE-2025-49704 foi contornada por uma nova técnica catalogada como CVE-2025-53770 (patch bypass), e a CISA afirma explicitamente que as correções voltadas a CVE-2025-53770 oferecem "proteção mais robusta" do que as emitidas originalmente para CVE-2025-49704. Isso significa que aplicar apenas o patch histórico desta CVE pode não ser suficiente.

Como é explorada

Na exploração observada em campo, o ataque começa com uma requisição POST ao endpoint ToolPane do SharePoint, usada tanto para reconhecimento quanto para disparar a cadeia de bypass de autenticação (CVE-2025-49706) seguida da injeção de código (CVE-2025-49704). O único pré-requisito real de infraestrutura é ter um servidor SharePoint on-premises acessível pela rede — os alvos observados eram todos internet-facing.

Após a execução bem-sucedida, os atacantes fazem upload de um web shell disfarçado de página ASPX, tipicamente nomeado spinstall0.aspx (variantes: spinstall.aspx, spinstall1.aspx, spinstall2.aspx), colocado na estrutura de LAYOUTS do SharePoint. Esse script tem uma função específica: extrair o MachineKey (ValidationKey e DecryptionKey) do servidor e devolvê-lo ao atacante via uma requisição GET subsequente. Com essas chaves, o atacante consegue forjar tokens __VIEWSTATE válidos, o que permite reobter execução de código mesmo depois que o servidor é corrigido — a menos que as chaves sejam trocadas manualmente.

A Microsoft atribui a exploração a dois grupos estatais chineses, Linen Typhoon e Violet Typhoon, e a um terceiro ator, Storm-2603, que usou a cadeia para implantar o ransomware Warlock. A atividade de exploração começou por volta de 7 de julho de 2025, antes da divulgação pública em 19-20 de julho — caracterizando exploração zero-day generalizada contra organizações com SharePoint exposto.

Versões

Afetadas
Microsoft SharePoint Enterprise Server 2016; Microsoft SharePoint Server 2019 (dados de referência). O blog da Microsoft também trata SharePoint Server Subscription Edition como afetada e alvo de correção dentro do mesmo conjunto de vulnerabilidades. SharePoint Online (Microsoft 365) não é afetado.
Corrigidas em
SharePoint Server Subscription Edition: KB5002768. SharePoint Server 2019: KB5002754 e KB5002753 (language pack), ambas necessárias. SharePoint Enterprise Server 2016: KB5002760 e KB5002759 (language pack), ambas necessárias. Atualizações posteriores relacionadas a CVE-2025-53770/53771 substituem e reforçam a proteção destas correções originais.

Como se proteger

A correção definitiva é aplicar as atualizações de segurança específicas por versão: Subscription Edition (KB5002768); SharePoint 2019, exigindo as duas atualizações KB5002754 e KB5002753 (language pack); SharePoint Enterprise Server 2016, exigindo KB5002760 e KB5002759 (language pack). Como o patch original para CVE-2025-49704 foi contornado (CVE-2025-53770), é necessário garantir que a versão instalada cubra também essa correção mais recente — aplicar só o patch histórico desta CVE não é garantia de proteção completa.

Se o patch não puder ser aplicado imediatamente, a Microsoft recomenda um conjunto de mitigações compensatórias, nenhuma delas substituindo o patch: habilitar AMSI (Antimalware Scan Interface) em modo Full com Microsoft Defender Antivírus ou equivalente em todas as implantações on-premises do SharePoint, para bloquear a exploração não autenticada; rotacionar as ASP.NET machine keys do servidor (ValidationKey/DecryptionKey); reiniciar o IIS após a rotação (a Microsoft elevou esse passo a destaque em atualização posterior do blog); e implantar EDR (Defender for Endpoint ou equivalente) para detecção pós-exploração.

Um ponto crítico frequentemente ignorado: mesmo em servidores já corrigidos, se as machine keys foram roubadas antes da correção, o atacante ainda consegue forjar tokens válidos — por isso a rotação de chaves é mandatória, não opcional, mesmo após atualizar. A CISA recomenda desconectar da internet qualquer SharePoint Server que já tenha atingido fim de vida/suporte (2013 e anteriores), já que não há patch disponível para essas versões.

Como detectar

Procurar por requisições POST direcionadas ao endpoint ToolPane do SharePoint nos logs do IIS/servidor web, especialmente vindas de IPs externos sem sessão autenticada legítima associada. Verificar a presença de arquivos ASPX suspeitos no diretório LAYOUTS com nomes do padrão spinstall*.aspx (spinstall0.aspx e variantes numeradas), que são o indicador mais direto de comprometimento pós-exploração observado pela Microsoft. Requisições GET subsequentes a esses arquivos, retornando dados de MachineKey, confirmam exfiltração de chave criptográfica. A Microsoft publicou IOCs e queries de hunting específicas no seu blog de resposta a incidente, que devem ser usadas como referência primária para caça a essa cadeia.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
Improper control of generation of code ('code injection') in Microsoft Office SharePoint allows an authorized attacker to execute code over a network.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:L/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H/E:U/RL:O/RC:C