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CVE-2009-3459highunder attackCWE-122

CVE-2009-3459

100Vexday Risk Score

Patch now. It under exploitation confirmed by CISA and has a working public exploit.

ssvc Actcvss 8.8epss 87%
from disclosure to weapon342 days
Published on NVDOct 13
1st PoC+342d
metasploitOct 8
CISA KEV+6063d
exploitation probability
87%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
2 public exploit(s)
Action required by CISAfederal deadline: 2026-06-03

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Summary

Falha de heap-based buffer overflow no parser de PDF do Adobe Reader e Acrobat, explorada ativamente in the wild a partir de outubro de 2009 antes mesmo da correção estar disponível. Um PDF malicioso corrompe memória no processo do leitor e permite execução de código arbitrário com os privilégios do usuário que abriu o arquivo — é a vulnerabilidade clássica que popularizou o PDF como vetor de infecção em campanhas de phishing daquela época.

Technical detail

A falha é um heap-based buffer overflow (CWE-119/CWE-122) no motor de parsing de PDF do Adobe Reader/Acrobat. O parser processa estruturas dentro do arquivo PDF sem validar corretamente tamanhos ou limites antes de copiar dados para um buffer alocado no heap, permitindo que um atacante controle o conteúdo do PDF de forma a sobrescrever regiões adjacentes de memória. A descrição oficial e o boletim da Adobe (APSB09-15) não detalham o campo ou elemento exato da especificação PDF explorado — isso é atribuído a terceiros ('some of these details are obtained from third party information'), o que sugere que a análise técnica completa nunca foi publicada pela Adobe com granularidade suficiente para reprodução independente segura.

O que se sabe com certeza: o atacante controla integralmente o conteúdo do arquivo PDF entregue à vítima, e a corrupção de heap ocorre durante o processamento normal do documento pelo próprio Reader/Acrobat, sem exigir que a vítima interaja com conteúdo ativo além de abrir o arquivo. O CWE catalogado pela CISA no KEV é CWE-119 (violação de limites de buffer em geral), reforçando que se trata de um overflow clássico de memória, não de uma falha lógica ou de validação de assinatura.

A falha atinge três ramos de versão simultaneamente (7.x, 8.x e 9.x), o que indica um componente de parsing compartilhado entre as linhas de produto — comportamento típico do código legado de renderização de PDF da Adobe que persistia através de major versions.

How it’s exploited

O vetor é a entrega de um arquivo PDF malicioso à vítima — por e-mail como anexo ou hospedado em página web. O único pré-requisito de interação é abrir o documento; no cenário mais grave, o plugin de navegador do Adobe Reader (instalado por padrão em muitas configurações da época) abria PDFs automaticamente ao acessar uma URL, eliminando até o clique explícito de 'abrir arquivo' e reduzindo a interação da vítima a visitar uma página comprometida ou clicar em um link.

Não há elevação de privilégio nem acesso à rede como pré-condição — é execução de código local disparada remotamente via arquivo, sem autenticação de qualquer tipo. A CISA confirma exploração ativa in the wild já em outubro de 2009, antes da correção pública estar amplamente distribuída, e o CVE está no catálogo KEV da CISA por esse motivo. Existe módulo Metasploit e PoC pública documentados, o que elimina qualquer barreira de complexidade para reprodução hoje — a única razão para isso ainda importar é a presença residual de instalações legadas do Reader/Acrobat 7.x/8.x/9.x não atualizadas, algo raro mas não inexistente em sistemas isolados, industriais ou legados sem gestão de patch.

O resultado final da exploração bem-sucedida é execução de código arbitrário no contexto do usuário que abriu o PDF — controle total do processo do Reader, usado historicamente para instalar malware persistente na máquina da vítima.

Versions

Affected
Adobe Reader e Acrobat 7.x anteriores a 7.1.4, 8.x anteriores a 8.1.7, e 9.x anteriores a 9.2. O alerta do US-CERT (TA09-286B) especifica como sistemas afetados: 9.1.3 e versões 9.x anteriores, 8.1.6 e versões 8.x anteriores, 7.1.3 e versões 7.x anteriores.
Fixed in
Adobe Reader/Acrobat 9.2, 8.1.7 e 7.1.4, conforme publicado no boletim de segurança APSB09-15 da Adobe.

How to protect

A correção definitiva é atualizar para Adobe Reader/Acrobat 9.2, 8.1.7 ou 7.1.4, conforme o ramo em uso — essas são as versões que a Adobe publicou como corrigidas no boletim APSB09-15. Dado que os produtos originais e esses ramos de versão estão descontinuados há mais de uma década, o caminho real de mitigação hoje é migrar para uma versão atual e suportada do software de leitura de PDF, já que os binários específicos 7.1.4/8.1.7/9.2 não recebem mais suporte nem estão em canal de distribuição ativo.

Se a atualização imediata não for possível, os paliativos documentados pelo US-CERT (TA09-286B) reduzem mas não eliminam o risco: desabilitar JavaScript no Reader (Editar → Preferências → JavaScript), desabilitar a exibição de PDF dentro do navegador (Preferências → Internet → desmarcar 'Display PDF in browser') e revogar a abertura automática de PDFs pelo Internet Explorer via chave de registro (AcroExch.Document.7 EditFlags). Habilitar DEP no Windows mitiga parcialmente a exploração ao dificultar execução de código na região de memória corrompida, mas o próprio CERT frisa que DEP não é um workaround completo — trata-se de defesa em profundidade, não de correção.

O que não funciona: filtrar por extensão de arquivo ou assinatura de e-mail não impede exploração, já que o PDF é um formato legítimo e o overflow ocorre no parsing interno do próprio Reader, não em metadados triviais de detectar. Bloqueio de macro também é irrelevante — PDF não usa macros para essa cadeia de exploração.

How to detect

Não há assinatura de rede confiável e genérica para detectar exploração, já que o vetor é um arquivo PDF entregue por e-mail ou download — a detecção depende de inspeção do conteúdo do PDF (estruturas malformadas, objetos anômalos no heap de parsing) por AV/EDR com assinaturas específicas da época, não de padrões de tráfego. Em ambientes com telemetria de endpoint, sinais indiretos incluem o processo do Adobe Reader/Acrobat gerando processos filhos inesperados ou realizando conexões de rede logo após a abertura de um PDF — comportamento anômalo para o software, que normalmente não inicia conexões de saída após renderizar um documento local.

Dado que a exploração ocorreu ativamente em outubro de 2009 e existe módulo Metasploit público, qualquer instalação legada e não corrigida hoje deve ser tratada como presumivelmente vulnerável e sem sinal forense confiável retroativo — a ausência de logs de exploração não indica ausência de tentativa.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
Heap-based buffer overflow in Adobe Reader and Acrobat 7.x before 7.1.4, 8.x before 8.1.7, and 9.x before 9.2 allows remote attackers to execute arbitrary code via a crafted PDF file that triggers memory corruption, as exploited in the wild in October 2009. NOTE: some of these details are obtained from third party information.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
Affected products
n/a · n/a
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