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CVE-2014-1776criticalunder attackCWE-416

CVE-2014-1776

80Vexday Risk Score

Prioritize patching. It under exploitation confirmed by CISA and 1 threat group(s) use it.

ssvc Actcvss 9.8epss 88%
from disclosure to weapon
Published on NVDApr 27
CISA KEV+2833d
exploitation probability
88%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
1 group(s)
Who exploits it1

Groups known to exploit this vulnerability (MITRE ATT&CK attribution).

Action required by CISAfederal deadline: 2022-07-28

Apply updates per vendor instructions.

Summary

Falha use-after-free no mecanismo de renderização do Internet Explorer (versões 6 a 11), na função CMarkup::IsConnectedToPrimaryMarkup, que permite execução remota de código bastando a vítima visualizar uma página HTML maliciosa. Foi explorada ativamente em campanhas direcionadas (a chamada 'Operation Clandestine Fox') antes da divulgação pública, e a Microsoft chegou a estender o patch para o Windows XP mesmo após o fim de suporte — sinal da gravidade percebida.

Technical detail

A vulnerabilidade é um use-after-free (CWE-416) no manuseio de objetos de markup do IE. A função CMarkup::IsConnectedToPrimaryMarkup referencia um objeto que já foi liberado da memória em cenários específicos de manipulação do DOM, permitindo que um atacante controle o conteúdo realocado nessa região e sequestre o fluxo de execução. O atacante não controla diretamente a função vulnerável, mas controla o HTML/JavaScript que dispara a sequência de criação, liberação e reuso do objeto de markup — o clássico padrão de exploração de UAF em engines de renderização baseadas em COM.

A análise pública inicial apontou o componente VGX.DLL (responsável por VML — Vector Markup Language) como o vetor, e por isso as primeiras recomendações de mitigação giraram em torno dele. A própria Microsoft corrigiu essa percepção depois: VGX.DLL não contém o código vulnerável. O componente aparece nos exploits observados apenas porque é usado como ferramenta para viabilizar o ataque (heap grooming/leitura de memória via VML), não porque hospeda a falha. Isso é relevante porque desregistrar a DLL bloqueia os exploits conhecidos daquele momento, mas não fecha a vulnerabilidade real.

O uso combinado com o Adobe Flash Player, citado pela primeira análise (CERT/CC VU#222929), tampouco indica uma falha no Flash: como o Flash roda no mesmo espaço de processo do IE, os exploits observados o usaram para vazar endereços de memória e contornar o ASLR, uma técnica de exploração e não uma segunda vulnerabilidade. A correção da Microsoft (MS14-021) atua no próprio IE, ajustando como objetos são tratados em memória — não há patch de terceiros envolvido no mecanismo raiz.

How it’s exploited

O vetor é a Web: a vítima precisa visualizar uma página HTML especialmente criada (ou um e-mail/anexo HTML) em uma versão vulnerável do IE. Não há necessidade de autenticação nem de configuração não padrão — CVSS AV:N/AC:L/PR:N/UI:N reflete isso corretamente, exceto pela exigência de interação do usuário (abrir a página), que na prática é trivialmente obtida via engenharia social ou watering hole.

A exploração observada em abril de 2014 (FireEye, campanha 'Operation Clandestine Fox') combinou o UAF com um componente Flash para vazamento de memória e bypass de ASLR, e usou VML/VGX.DLL como parte da cadeia técnica para preparar o heap. Isso não significa que a exploração dependa estritamente de Flash ou de VGX.DLL — a CERT/CC observou explicitamente que 'exploitation without the use of Flash may be possible' — apenas que os exploits capturados na natureza usaram esses componentes como facilitadores.

Ao conseguir êxito, o atacante executa código arbitrário com os privilégios do usuário que está executando o IE; contas com privilégios administrativos sofrem impacto maior. O CVE está no catálogo KEV da CISA por exploração confirmada em campanha real antes da correção estar disponível — configuração clássica de zero-day usado contra alvos direcionados, incluindo, segundo a FireEye, sistemas Windows XP.

Versions

Affected
Internet Explorer 6, 7, 8, 9, 10 e 11, nas plataformas Windows suportadas conforme listado no MS14-021 (Windows XP, Windows Server 2003, Windows Vista, Windows Server 2008, Windows 7, Windows Server 2008 R2, e demais listadas no bulletin).
Fixed in
Corrigido pela atualização de segurança KB2965111, distribuída no âmbito do MS14-021, aplicável a todas as versões afetadas do IE (6–11) nos sistemas operacionais suportados, incluindo um backport excepcional para Windows XP mesmo após o fim regular de suporte.

How to protect

A correção definitiva é aplicar a atualização da Microsoft Security Bulletin MS14-021 (KB2965111), que cobre IE 6, 7, 8, 9, 10 e 11 nas plataformas Windows suportadas na época, incluindo — excepcionalmente — Windows XP, mesmo após o fim do ciclo de suporte regular daquele sistema. Não há versão de software com número de build específico do IE listada como 'corrigida'; a correção é distribuída via Windows Update/KB, então o critério de verificação é a instalação do KB2965111 correspondente à versão do IE e do Windows.

Se a atualização não puder ser aplicada imediatamente, a Microsoft e a CERT/CC recomendaram dois paliativos: usar o Enhanced Mitigation Experience Toolkit (EMET), que reduz a chance de exploração bem-sucedida (com eficácia menor em plataformas sem ASLR, como Windows XP e Server 2003); e desregistrar a VGX.DLL via regsvr32 /u, tanto no caminho de 32 bits quanto no de 64 bits. É crucial entender o limite dessa segunda medida: como a própria Microsoft esclareceu, VGX.DLL não contém a falha — desregistrá-la bloqueia especificamente os exploits que dependiam de VML/VGX naquele momento, sem eliminar a vulnerabilidade subjacente. Qualquer variante de exploit que não use VGX.DLL continuaria funcional. O custo do workaround é a perda de renderização de VML, com pouquíssimo impacto prático hoje.

O mito a evitar: tratar a desregistragem da VGX.DLL como 'a correção'. É um workaround exploit-specific, não um patch. Da mesma forma, desabilitar o Flash Player reduz a superfície de uma técnica de exploração observada (bypass de ASLR), mas não corrige o use-after-free do IE.

How to detect

Não há assinatura de rede ou padrão de log universalmente confiável para esta falha específica sem contexto de exploit — o vetor é HTML/JavaScript malicioso servido por página web, então o sinal mais direto é telemetria de endpoint/EDR mostrando iexplore.exe gerando processos filho inesperados, injeção de código ou crashes de memória (falhas de acesso) associados ao mshtml.dll/vgx.dll no momento da navegação. Em nível de proxy/rede, indicadores de comprometimento associados à campanha 'Operation Clandestine Fox' (domínios e payloads documentados pela FireEye) são específicos daquela onda de ataques de 2014 e não cobrem variantes possíveis do exploit.

A ausência de VGX.DLL carregado durante a navegação não é evidência de que o sistema não foi alvo — apenas indica que aquele exploit específico não pôde rodar. Verificar a presença do KB2965111 instalado é o método mais confiável para saber se o sistema está protegido, não para saber se foi explorado no passado.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
Use-after-free vulnerability in Microsoft Internet Explorer 6 through 11 allows remote attackers to execute arbitrary code or cause a denial of service (memory corruption) via vectors related to the CMarkup::IsConnectedToPrimaryMarkup function, as exploited in the wild in April 2014. NOTE: this issue originally emphasized VGX.DLL, but Microsoft clarified that "VGX.DLL does not contain the vulnerable code leveraged in this exploit. Disabling VGX.DLL is an exploit-specific workaround that provides an immediate, effective workaround to help block known attacks."
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H
Affected products
n/a · n/a