← back
CVE-2014-2817highunder attack

CVE-2014-2817

56Vexday Risk Score

Prioritize patching. It under exploitation confirmed by CISA.

ssvc Actcvss 8.8epss 26%
from disclosure to weapon
Published on NVDAug 12
CISA KEV+2843d
exploitation probability
26%top 2% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
Action required by CISAfederal deadline: 2022-06-15

Apply updates per vendor instructions.

Summary

Falha de elevação de privilégios no Internet Explorer (versões 6 a 11) que permite a um atacante remoto, via site malicioso, obter privilégios adicionais além dos concedidos ao contexto de execução normal do navegador. Corrigida pela Microsoft em agosto de 2014 como parte de uma atualização cumulativa, a falha está no catálogo KEV da CISA — evidência de exploração real, embora catalogada anos depois da divulgação original, quando IE já era ferramenta obsoleta em grande parte dos ambientes.

Technical detail

A CVE-2014-2817 é classificada como CWE-264 (controle de permissões e privilégios), tipicamente indicando falha na validação de limites de sandbox/Protected Mode do IE — quando conteúdo web renderizado consegue operar com permissões acima das esperadas para código não confiável. A Microsoft não detalhou publicamente o mecanismo exato da falha (sem PoC oficial nem análise de causa raiz publicada no bulletin), mas o próprio MS14-051 descreve a correção como adição de "validações de permissão adicionais" ao Internet Explorer — texto consistente com uma falha de EoP corrigida por checagem de contexto/privilégio que antes era insuficiente ou ausente.

A atualização MS14-051 foi cumulativa: corrigiu 1 vulnerabilidade divulgada publicamente (a CVE-2014-2817, presumivelmente) e 25 reportadas de forma privada, a maioria envolvendo corrupção de memória com potencial de execução remota de código. Isso significa que a CVE-2014-2817 foi empacotada junto com falhas de memória mais graves — o boletim trata o conjunto como "Crítico" para várias combinações de IE e Windows client, e "Moderado" em Windows server, refletindo mitigações padrão (como IE Enhanced Security Configuration) presentes em instalações server.

O vetor CVSS 3.1 atribuído (AV:N/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H) foi calculado retroativamente pelo NVD — CVEs de 2014 não tinham pontuação 3.x na época. Ele indica ataque remoto sem necessidade de autenticação, complexidade baixa, mas exigindo interação do usuário (visitar a página maliciosa), com impacto total em confidencialidade, integridade e disponibilidade — o que sugere que a EoP, uma vez explorada, permite escape de sandbox com impacto equivalente a comprometimento total do contexto do usuário/processo.

How it’s exploited

O vetor de ataque é um site controlado pelo atacante (ou site legítimo comprometido/hospedando conteúdo malicioso — malvertising era vetor comum nessa época) que a vítima acessa usando uma versão vulnerável do IE. Não há indicação de necessidade de autenticação ou configuração não padrão — o pré-requisito real é a interação do usuário (abrir a página) e o navegador não estar corrigido.

Como vulnerabilidade de elevação de privilégios isolada, a CVE-2014-2817 provavelmente não gera execução de código por si só — seu papel típico em cadeias de exploração da época era permitir que outra falha (execução de código dentro do sandbox de baixo privilégio do IE Protected Mode) escapasse para um contexto de maior privilégio no sistema. Isso é inferência baseada no padrão comum de EoPs de IE contemporâneas e no texto do bulletin, não confirmação de um writeup técnico específico — nenhuma das fontes disponíveis detalha uma cadeia de exploração publicada para esta CVE em particular.

A presença no catálogo KEV da CISA (adicionada em 25/05/2022, com prazo de correção em 15/06/2022) confirma exploração em ambiente real, mas sem atribuição a campanha, grupo ou ransomware conhecido (o campo correspondente no KEV está marcado como "Unknown"). A defasagem de quase 8 anos entre a publicação da CVE e a inclusão no KEV sugere que a evidência de exploração foi identificada ou reconhecida tardiamente, possivelmente em análises retrospectivas de campanhas antigas que usavam IE como vetor.

Versions

Affected
Internet Explorer 6, 7, 8, 9, 10 e 11, conforme descrição oficial da Microsoft, nas plataformas Windows cobertas pelo boletim MS14-051 (Windows Server 2003, Windows Vista, Windows Server 2008, Windows 7 SP1, Windows Server 2008 R2, entre outras listadas no bulletin — a tabela completa de combinações OS/IE está no próprio MS14-051).
Fixed in
Atualização cumulativa KB2976627 (MS14-051), publicada em 12/08/2014, que substitui a atualização anterior KB2962872 do boletim MS14-037.

How to protect

A correção oficial é a atualização MS14-051 (KB2976627), lançada em 12 de agosto de 2014, cumulativa para Internet Explorer 6 a 11 nas plataformas Windows suportadas na época (Windows Server 2003, Vista, Server 2008, Windows 7, Server 2008 R2, entre outras listadas no bulletin). Não há versão de IE isolada corrigida à parte — a correção é distribuída via Windows Update/WSUS como parte do pacote cumulativo do produto.

Como paliativo estrutural, e não apenas tático: Internet Explorer está fora de suporte desde junho de 2022 e sistemas expostos a esta CVE quase certamente carregam dezenas de outras falhas críticas não corrigíveis. A mitigação real e definitiva para ambientes atuais é a remoção/desativação completa do IE (e do IE mode no Edge, quando aplicável) e migração para um navegador com suporte ativo — não existe patch further a aplicar para esta CVE específica além do MS14-051 já obsoleto pela idade do produto.

O que não funciona como mitigação: rodar o IE com privilégios de usuário padrão (não-administrador) reduz o impacto de execução de código, mas não neutraliza uma falha de elevação de privilégio cujo próprio objetivo é escapar dessas restrições — o bulletin já reconhece isso ao dizer que contas com menos privilégios são "menos impactadas", não imunes. Enhanced Security Configuration em servidores reduz a superfície de exposição (por isso a severidade é "Moderada" nesses casos), mas não é substituto para o patch em máquinas que efetivamente navegam com IE.

How to detect

Não há assinatura de rede ou de log confiável e documentada publicamente para detectar exploração desta CVE especificamente — nenhuma das fontes consultadas (bulletin da Microsoft, SecurityFocus, SecurityTracker, KEV da CISA) publica indicadores de comprometimento, hash de payload ou padrão de tráfego associado. Dado que a falha é de 2014 e foi corrigida via patch cumulativo junto com outras 25 vulnerabilidades, distinguir exploração desta CVE específica de exploração das demais falhas do mesmo boletim em telemetria histórica é praticamente inviável sem acesso ao exploit original.

Na prática, a única verificação útil hoje é de exposição, não de exploração passada: identificar hosts que ainda executam Internet Explorer sem a atualização KB2976627 ou, mais amplamente, qualquer instalação ativa de IE em uso — dado o fim de suporte do produto, a presença do navegador em uso já é o indicador de risco relevante.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
Microsoft Internet Explorer 6 through 11 allows remote attackers to gain privileges via a crafted web site, aka "Internet Explorer Elevation of Privilege Vulnerability."
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
Affected products
n/a · n/a