CVE-2015-0313
Patch now. It under exploitation confirmed by CISA and has a working public exploit.
The impacted product is end-of-life and should be disconnected if still in use.
Summary
Vulnerabilidade use-after-free no Adobe Flash Player relacionada ao objeto ByteArray usado em conjunto com Workers (threads paralelos da ActionScript 3), permitindo execução de código arbitrário. Foi explorada ativamente em fevereiro de 2015 antes da correção, e está no catálogo KEV da CISA — mas o CVSS 7.8 com AV:L/UI:R reflete melhor o requisito real: a vítima precisa carregar um SWF malicioso (ex. visitar página com anúncio comprometido), não é exploração remota sem interação.
Technical detail
A falha é uma condição use-after-free (CWE-416) no componente que trata objetos ByteArray quando manipulados em conjunto com o recurso Workers do Flash Player — Workers permitem execução paralela de código ActionScript, e um ByteArray pode ser referenciado tanto pela thread principal quanto por um worker. Se a lógica de gerenciamento de memória libera o buffer subjacente do ByteArray enquanto ainda existe uma referência viva em outro contexto de execução, a memória liberada pode ser realocada e preenchida com dados controlados pelo atacante antes de ser acessada novamente através do ponteiro obsoleto.
O atacante controla o conteúdo do SWF malicioso entregue à vítima e, através de manipulação cuidadosa de alocações e da estrutura ByteArray/Worker, consegue direcionar o objeto liberado para ser sobrescrito com dados que corrompem estruturas internas do runtime, viabilizando execução de código no contexto do processo Flash Player.
O CVSS 3.1 associado — AV:L/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H — foi revisado por pesquisadores (ver discussão pública da CISA sobre enriquecimento de dados KEV) para refletir que essa classe de bugs do Flash exige interação do usuário (abrir/renderizar o conteúdo malicioso) e não é 'automatizável' sem essa interação, ao contrário do que a métrica original AV:N/UI:N sugeria.
A descrição oficial da Adobe não detalha o vetor exato ('unspecified vectors'), e não há divulgação pública completa da análise binária da falha nas fontes disponíveis — o nome do PoC circulante ('ByteArray With Workers Use-After-Free') é a única pista concreta sobre o mecanismo interno.
How it’s exploited
O vetor de entrega é um arquivo SWF malicioso, tipicamente hospedado em página web comprometida ou servido via anúncio (malvertising) — padrão comum das campanhas de exploit kit ativas contra Flash Player nesse período. A vítima precisa carregar o conteúdo Flash no navegador; não há exploração puramente remota sem essa interação, apesar de a métrica CVSS ter sido originalmente registrada como AV:N/UI:N por alguns catálogos.
A Adobe confirmou exploração in the wild em fevereiro de 2015, e a CVE está no catálogo KEV da CISA, o que atesta uso ofensivo real, não apenas teórico. Existe módulo Metasploit e PoC pública documentada (PacketStorm), o que reduz a barreira técnica para reprodução da falha por qualquer atacante com acesso ao código-fonte do exploit, embora a arma final ainda dependa de entrega via engenharia social ou comprometimento de infraestrutura de anúncios/web.
O resultado da exploração bem-sucedida é execução de código arbitrário no contexto do processo do navegador/plugin Flash, com o mesmo nível de privilégio do usuário que abriu o conteúdo — normalmente usado como estágio inicial de comprometimento (drop de malware secundário), não como escalada de privilégio direta.
Versions
How to protect
A correção definitiva é atualizar para Adobe Flash Player 13.0.0.269 ou posterior (ramo 13.x), 16.0.0.305 ou posterior (ramo 14.x–16.x) em Windows e OS X, ou 11.2.202.442 ou posterior no Linux — conforme publicado pela Adobe. Dado que o Flash Player está descontinuado desde o fim de 2020 e não recebe mais atualizações de nenhum fornecedor, a mitigação real e permanente em ambientes atuais é a remoção completa do plugin/runtime, já que nenhuma versão de Flash é suportada ou segura para uso continuado.
Se a remoção não for imediatamente viável (sistemas legados isolados, por exemplo), o controle compensatório é bloquear a execução de conteúdo Flash por padrão (click-to-play) e restringir a rede de saída/entrada da máquina que ainda depende dele, isolando-a de navegação web geral. Não existe mitigação por WAF ou filtro de rede que neutralize esse tipo de falha client-side de forma confiável, porque o vetor é o processamento local do SWF pelo runtime vulnerável — bloquear domínios conhecidos de exploit kit é paliativo temporário, não solução.
Atualizar apenas o navegador (Chrome, IE, etc.) sem atualizar ou remover o componente Flash Player standalone/plugin não resolve nada nessa CVE, pois a falha está no próprio runtime Flash, independentemente do navegador hospedeiro.
How to detect
Não há assinatura de rede ou log confiável e documentada publicamente para esta CVE especificamente — a exploração ocorre inteiramente no processamento local do SWF pelo Flash Player, sem payload de rede distintivo além da entrega do próprio arquivo malicioso via HTTP/HTTPS comum. Em ambientes que ainda operam Flash Player legado, o sinal prático é a presença de processos de renderização Flash travando ou crashando de forma anômala (indicativo de tentativas de exploração falhas), e a inspeção de SWFs entregues por anúncios ou páginas de terceiros — mas sem uma assinatura EDR/IDS pública específica para este CVE, a detecção depende de telemetria genérica de exploração de memory corruption no processo do plugin.