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CVE-2015-2545highunder attack

CVE-2015-2545

73Vexday Risk Score

Prioritize patching. It under exploitation confirmed by CISA.

ssvc Actcvss 7.8epss 80%
from disclosure to weapon
Published on NVDSep 9
CISA KEV+2367d
exploitation probability
80%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
Action required by CISAfederal deadline: 2022-03-24

Apply updates per vendor instructions.

Summary

Falha de validação de entrada (CWE-20) no processamento de imagens EPS (Encapsulated PostScript) embutidas em documentos do Microsoft Office 2007 SP3, 2010 SP2, 2013 SP1 e 2013 RT SP1, permitindo execução remota de código no contexto do usuário atual ao abrir um arquivo malicioso. Importa porque foi usada em campanhas reais especificamente desenhadas para contornar o EMET (Enhanced Mitigation Experience Toolkit) da própria Microsoft, e está no catálogo KEV da CISA — evidência de exploração continuada muito depois do patch de 2015, tipicamente contra ambientes que nunca aplicaram a atualização.

Technical detail

A vulnerabilidade está no parser de EPS que o Office usa para renderizar imagens PostScript embutidas em documentos (Word, Excel, PowerPoint). O EPS é, na prática, uma linguagem de programação completa (PostScript), e o Office interpreta o conteúdo do arquivo de imagem em vez de apenas rasterizá-lo com validação estrita. Isso dá ao atacante um canal para corromper memória durante o parsing, o que resulta em corrupção de estruturas internas exploráveis para controle de fluxo.

A análise da Morphisec (baseada em amostra real capturada por pesquisadores independentes) descreve o exploit operando quase inteiramente dentro do próprio código PostScript malformado: o script identifica se o processo é 32 ou 64 bits, corrupta um vetor de memória usando a própria vulnerabilidade, faz heap spray alocando ~400 blocos de tamanho fixo, e então percorre a Import Address Table (IAT) de módulos carregados (como EPSIMP32.dll) para localizar endereços de funções da API do Windows sem depender de endereços fixos — contornando ASLR na prática.

O ponto tecnicamente mais relevante é como o exploit contorna o EMET 5.5: em vez de chamar funções de API de alto nível (que o EMET monitora e pode ter hookeadas), o código localiza o número de syscall correspondente à função desejada (ex.: VirtualProtect) inspecionando o primeiro opcode da função — e se encontra um hook, avança para a próxima função candidata até achar uma não-hookeada, compensando a contagem de chamadas puladas. Isso permite invocar a syscall diretamente via kernel, ignorando por completo os hooks de usermode que o EMET usa para detectar ROP e alocação de memória executável.

How it’s exploited

O vetor é um documento do Office (o caso documentado é um arquivo Word) contendo uma imagem EPS malformada embutida. A exploração exige que a vítima abra o arquivo — não há execução automática sem interação do usuário (compatível com UI:R do vetor CVSS) e não é necessária autenticação prévia nem acesso de rede especial; a entrega típica é via e-mail (phishing) ou download. O único pré-requisito técnico real é rodar uma das versões afetadas do Office sem o patch de setembro/novembro de 2015 instalado.

Uma vez aberto, o processo WinWord (ou aplicação Office equivalente) processa o EPS, o ROP construído dentro do próprio PostScript localiza gadgets e funções de API via IAT walking, ganha capacidade de escrita/execução de memória via chamada direta de syscall (contornando hooks de EMET), e injeta shellcode que carrega uma DLL adicional (identificada como plugin.dll na amostra analisada) contendo um exploit de escalonamento de privilégios separado. O resultado final documentado é execução de código no contexto do usuário, seguida de tentativa de elevação de privilégios.

Há exploração confirmada em campanhas reais — a amostra analisada pela Morphisec e por outro pesquisador (@r41p41) foi capturada em circulação, e a CVE está no catálogo KEV da CISA desde março de 2022, com prazo de correção definido para 24/03/2022. Isso indica reuso oportunista do exploit contra alvos ainda não corrigidos, sete anos após a divulgação original — não uma nova onda de exploração zero-day.

Versions

Affected
Microsoft Office 2007 Service Pack 3; Microsoft Office 2010 Service Pack 2 (edições 32 e 64 bits); Microsoft Office 2013 Service Pack 1 (edições 32 e 64 bits); Microsoft Office 2013 RT Service Pack 1.
Fixed in
KB3085620 (Office 2007 SP3); KB3085560 (Office 2010 SP2, 32/64 bits); KB3085572 (Office 2013 SP1, 32/64 bits, e Office 2013 RT SP1) — todas distribuídas sob o boletim MS15-099 / KB3089664, publicado em 08/09/2015 e atualizado em 10/11/2015.

How to protect

A correção oficial é o boletim MS15-099 (KB3089664), publicado em 8 de setembro de 2015 e atualizado em 10 de novembro de 2015. As atualizações específicas por produto, segundo a Microsoft, são KB3085620 para Office 2007 SP3, KB3085560 para Office 2010 SP2 (edições 32 e 64 bits) e KB3085572 para Office 2013 SP1 (32 e 64 bits) e Office 2013 RT SP1. Vale notar que a Morphisec, em sua análise, referiu-se ao patch como disponível 'desde novembro de 2015' — há uma diferença entre a data de publicação do boletim (setembro) e a atualização de novembro registrada no próprio MS15-099; qualquer sistema sem nenhuma dessas atualizações aplicadas permanece vulnerável.

O mito a derrubar: EMET não é mitigação eficaz para esta falha. A pesquisa da Morphisec demonstrou explicitamente que o exploit real em circulação foi construído para contornar o EMET 5.5 (a versão mais recente na época), usando chamadas de syscall diretas em vez de APIs hookeadas. Depender de EMET como controle compensatório para não aplicar o patch é uma falsa sensação de segurança comprovada pela própria pesquisa.

Não há, nas fontes consultadas, um workaround oficial documentado (como desabilitar renderização de EPS via registro) específico para esta CVE — a única mitigação confirmada é a aplicação do patch do MS15-099. Se a atualização não puder ser aplicada imediatamente, a alternativa realista é restringir o recebimento/abertura de documentos Office de fontes não confiáveis até a correção, já que não há controle de configuração built-in comprovado nas fontes para desativar apenas o parser de EPS nessas versões.

How to detect

A Morphisec publicou o hash SHA-256 de uma amostra real analisada (23368088b183a8b7dc59f33413a760daa06fa0e027a1996677c97db2aeec22b8), útil como indicador pontual mas de baixo valor contra variantes reempacotadas. Sinais comportamentais a procurar: documentos do Office com objetos EPS embutidos anexados a e-mails, processos WINWORD.EXE/EXCEL.EXE gerando atividade de heap spray ou carregando módulos incomuns como uma DLL chamada 'plugin.dll' pouco após a abertura de um arquivo, e quedas de proteção do EMET sem motivo aparente em ambientes que o utilizavam como camada de defesa. Não há assinatura de rede ou padrão de log confiável documentado pelas fontes consultadas — a detecção depende essencialmente de EDR com visibilidade de execução de memória/ROP ou de análise estática do conteúdo EPS dentro do documento.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
Microsoft Office 2007 SP3, 2010 SP2, 2013 SP1, and 2013 RT SP1 allows remote attackers to execute arbitrary code via a crafted EPS image, aka "Microsoft Office Malformed EPS File Vulnerability."
CVSS:3.1/AV:L/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
Affected products
n/a · n/a