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CVE-2015-5119highunder attackCWE-416

CVE-2015-5119

100Vexday Risk Score

Patch now. It under exploitation confirmed by CISA, has a working public exploit and 1 threat group(s) use it.

ssvc Actcvss 7.8epss 99%
from disclosure to weapon0 days
Published on NVDJul 8
1st PoCJul 8
metasploitJul 6
CISA KEV+2430d
exploitation probability
99%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
1 group(s)7 public exploit(s)
Who exploits it1

Groups known to exploit this vulnerability (MITRE ATT&CK attribution).

Action required by CISAfederal deadline: 2022-03-24

The impacted product is end-of-life and should be disconnected if still in use.

Summary

Use-after-free na classe ByteArray da implementação ActionScript 3 do Adobe Flash Player, explorável via SWF malicioso que sobrescreve a função valueOf() para corromper memória. Vazou junto com o material da Hacking Team em julho de 2015 e foi explorada in-the-wild antes mesmo da correção oficial, o que a colocou no catálogo KEV da CISA. O CVSS 7.8 já reflete que a exploração exige interação do usuário (abrir página ou documento com o conteúdo Flash) — não é um bug explorável sem qualquer ação da vítima, apesar de ter sido tratada como crítica na época.

Technical detail

A falha (CWE-416, use-after-free) está no tratamento da classe flash.utils.ByteArray dentro do motor ActionScript 3. Um objeto ByteArray pode ter seu tamanho alterado através de uma chamada que aciona internamente a função valueOf() de outro objeto controlado pelo atacante. Se esse valueOf() customizado força a liberação (free) do buffer subjacente do ByteArray enquanto o motor ainda mantém uma referência ativa a ele, uma operação subsequente escreve ou lê nesse ponteiro já liberado.

O atacante controla o conteúdo do SWF, incluindo a implementação da função valueOf() que é chamada em um momento inesperado pelo runtime, e pode preparar a heap para que a memória liberada seja realocada com dados sob seu controle (heap grooming). Isso transforma o use-after-free em corrupção de memória com potencial de controle de fluxo de execução, e não apenas em um crash.

O bug foi descoberto pela própria Hacking Team (empresa italiana que desenvolvia o RCS, spyware comercial vendido a governos) e veio à luz quando a empresa foi invadida e teve seu código-fonte e e-mails internos publicados em julho de 2015. Havia múltiplos 0-days de Flash no mesmo vazamento (CVE-2015-5122, CVE-2015-5123, entre outros), o que gerou uma sequência de patches de emergência da Adobe naquele mês.

How it’s exploited

O vetor é conteúdo Flash malicioso embutido em página web ou em documento do Office que carrega o plugin Flash. Não há necessidade de autenticação nem de configuração não padrão — basta o Flash Player estar instalado e habilitado no navegador. A CISA e a comunidade (via issue de vulnrichment do próprio catálogo KEV) reconhecem que o vetor de ataque real exige interação do usuário (visitar uma página ou abrir um arquivo), por isso o vetor correto é AV:L/UI:R, não AV:N/UI:N como constava originalmente em bases que tratavam esse tipo de bug de Flash como 'automatizável' — não é.

Existe módulo público no Metasploit (exploit/multi/browser/adobe_flash_hacking_team_uaf) testado contra Internet Explorer 11 e Firefox 38.0.5 no Windows 7/8.1 com Flash 18.0.0.194, e contra Firefox 33.0 no Linux Mint com Flash 11.2.202.468 — ou seja, a prova de conceito pública cobre exatamente as versões descritas como vulneráveis. A exploração bem-sucedida entrega execução de código arbitrário no contexto do usuário que executa o Flash Player (não do sistema), portanto o impacto real depende dos privilégios do processo do navegador/plugin no momento do ataque.

Houve exploração ativa documentada em julho de 2015, atribuída ao próprio código da Hacking Team recuperado no vazamento e rapidamente incorporado a exploit kits de webcrime da época — motivo da entrada no catálogo KEV da CISA com exigência de correção.

Versions

Affected
Adobe Flash Player 13.x até 13.0.0.296 e 14.x até 18.0.0.194 em Windows e OS X; 11.x até 11.2.202.468 em Linux. O CERT/CC descreve a faixa afetada de forma mais ampla, de 9.0 até 18.0.0.194.
Fixed in
Flash Player Desktop 18.0.0.203 (Windows/OS X), conforme boletim Adobe APSB15-16 referenciado pelo CERT/CC. Versões corrigidas específicas para Linux e para outros canais de distribuição (ex: via navegador, ChromeOS) devem ser confirmadas diretamente no boletim APSB15-16; não há confirmação detalhada disso nas fontes consultadas.

How to protect

A correção oficial da Adobe, segundo o CERT/CC, está disponível a partir do Flash Player Desktop 18.0.0.203 para Windows/OS X (boletim APSB15-16); consulte esse boletim para as versões corrigidas específicas de outras plataformas, incluindo Linux, que não foram confirmadas em detalhe nas fontes consultadas aqui. Distribuições Linux publicaram pacotes próprios: openSUSE e Red Hat (RHSA-2015:1214) disponibilizaram atualizações do flash-plugin para suas respectivas versões suportadas na época.

Como paliativo, o CERT/CC recomendava (na época) habilitar click-to-play para conteúdo Flash no navegador, ou desabilitar/desinstalar o plugin por completo, já que o vetor depende inteiramente de o Flash estar ativo. O Microsoft EMET, com Attack Surface Reduction (ASR), podia restringir o carregamento do controle ActiveX do Flash pelo Internet Explorer e pelo Office — mitigação hoje obsoleta, pois o EMET foi descontinuado.

O ponto mais relevante para qualquer leitor em 2024+: o Adobe Flash Player atingiu fim de vida em 31 de dezembro de 2020, deixou de receber patches e a Adobe passou a bloquear ativamente a execução de conteúdo Flash em suas próprias builds. Não existe mitigação parcial razoável hoje além de garantir que o Flash Player esteja completamente removido do ambiente — manter qualquer versão instalada, mesmo 'corrigida', expõe a esta e a dezenas de outras vulnerabilidades sem suporte do fornecedor.

How to detect

Não há assinatura de rede confiável e específica para este CVE isoladamente — a exploração ocorre dentro do parsing ActionScript de um SWF, e variações de ofuscação no bytecode dificultam detecção genérica por payload. Sinais indiretos incluem: crashes ou access violations do processo do plugin Flash (ex.: plugin-container.exe, npswf32.dll, libflashplayer.so) em logs de sistema ou EDR, entrega de arquivos .swf ou documentos Office com objetos Flash embutidos vindos de fontes não usuais, e alertas de IDS/AV para exploit kits conhecidos da época (que incorporaram este CVE) baseados em heurística de SWF malicioso, não em assinatura exata da falha.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
Use-after-free vulnerability in the ByteArray class in the ActionScript 3 (AS3) implementation in Adobe Flash Player 13.x through 13.0.0.296 and 14.x through 18.0.0.194 on Windows and OS X and 11.x through 11.2.202.468 on Linux allows remote attackers to execute arbitrary code or cause a denial of service (memory corruption) via crafted Flash content that overrides a valueOf function, as exploited in the wild in July 2015.
CVSS:3.1/AV:L/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
Affected products
n/a · n/a
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