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CVE-2015-8651highunder attackCWE-190

CVE-2015-8651

83Vexday Risk Score

Prioritize patching. It under exploitation confirmed by CISA, has a public proof of concept and 1 threat group(s) use it.

ssvc Actcvss 8.8epss 68%
from disclosure to weapon46 days
Published on NVDDec 28
1st PoC+46d
CISA KEV+2340d
exploitation probability
68%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
1 group(s)1 public exploit(s)
Who exploits it1

Groups known to exploit this vulnerability (MITRE ATT&CK attribution).

Action required by CISAfederal deadline: 2022-06-15

The impacted product is end-of-life and should be disconnected if still in use.

Summary

Falha de integer overflow (CWE-189) no Adobe Flash Player que permite execução arbitrária de código ao processar conteúdo SWF malicioso. Afeta Flash Player, Adobe AIR e o AIR SDK em Windows, macOS e Linux, e está no catálogo KEV da CISA por exploração confirmada — mas hoje o risco real é quase zero porque o Flash Player é produto morto (EOL desde 31/12/2020) e a recomendação oficial da própria CISA é simplesmente desinstalar/desconectar o que ainda o executa.

Technical detail

A Adobe classificou a falha como integer overflow (CWE-189), corrigida junto com um lote de outras 18 CVEs de execução de código no boletim APSB16-01 (dezembro de 2015). A Adobe não publicou detalhes de onde no parser/engine ActionScript ocorre o overflow — a descrição oficial fala em "unspecified vectors", e não localizamos análise técnica pública que dissecasse o componente exato afetado (parsing de SWF, manipulação de arrays, ou runtime de vídeo/imagem, que eram alvos comuns de overflows do Flash na época).

O padrão estrutural desse tipo de falha no Flash Player é o atacante controlar um campo de tamanho ou índice dentro de uma tag SWF (ou de uma chamada ActionScript) que, ao ser somado/multiplicado internamente sem checagem de limites, resulta em um valor menor que o esperado ou negativo. Isso leva a alocação de buffer insuficiente e escrita fora dos limites, com potencial de corrupção de heap controlável e, a partir daí, execução de código no contexto do processo do plugin/navegador.

O CVSS 3.1 do NVD (8.8, AV:N/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H) reflete um vetor de rede sem necessidade de autenticação, mas com exigência de interação do usuário — condição consistente com o vetor clássico de exploração do Flash: a vítima precisa visitar uma página ou abrir um documento/anúncio que carregue o SWF malicioso.

How it’s exploited

O vetor prático é entrega via navegador: uma página web (ou anúncio malicioso, malvertising) que embute um objeto Flash malicioso, carregado automaticamente quando a vítima acessa o conteúdo. Não há evidência nas fontes consultadas de exigência de configuração não padrão — qualquer instalação do Flash Player nas versões vulneráveis, com o plugin habilitado no navegador, atende ao pré-requisito técnico. A interação do usuário exigida pelo vetor CVSS (UI:R) é, na prática, trivial: basta carregar a página, sem necessidade de clique adicional na maioria dos navegadores da época.

Esta CVE foi corrigida junto com um lote grande de vulnerabilidades de Flash no fim de 2015 (APSB16-01), período em que exploit kits comerciais (ativos na época, como os documentados por diversos pesquisadores de ameaças em campanhas de malvertising e drive-by download) incorporavam rapidamente CVEs de Flash recém-corrigidas aos seus arsenais, visando o grande volume de usuários que demoravam a atualizar o plugin. A entrada no catálogo KEV da CISA confirma exploração no mundo real, mas foi adicionada em maio de 2022 — retroativamente, no contexto de uma revisão ampla de vulnerabilidades antigas de Flash — sem detalhar campanha, ator ou data específica de exploração ativa.

O resultado final da exploração bem-sucedida é execução de código arbitrário no contexto do processo que hospeda o plugin Flash (navegador ou aplicação AIR), com impacto total de confidencialidade, integridade e disponibilidade conforme o CVSS.

Versions

Affected
Adobe Flash Player anterior a 18.0.0.324; 19.x e 20.x anterior a 20.0.0.267 (Windows e OS X); anterior a 11.2.202.559 (Linux). Adobe AIR, Adobe AIR SDK e Adobe AIR SDK & Compiler anteriores a 20.0.0.233.
Fixed in
Flash Player 18.0.0.324 (ramo 18.x, Windows/OS X); Flash Player 20.0.0.267 (ramos 19.x/20.x, Windows/OS X); Flash Player 11.2.202.559 (Linux); Adobe AIR, AIR SDK e AIR SDK & Compiler 20.0.0.233. Pacotes flash-plugin em RHEL 5/6 (RHSA-2015:2697) e Gentoo (GLSA 201601-03) confirmam 11.2.202.559 como versão corrigida para Linux.

How to protect

A correção do fornecedor é atualizar para Flash Player 18.0.0.324 ou posterior (Windows/macOS, ramo 18.x), 20.0.0.267 (ramo 19.x/20.x em Windows/macOS), 11.2.202.559 (Linux), e Adobe AIR/AIR SDK/AIR SDK & Compiler para 20.0.0.233. Distribuições Linux replicaram o mesmo patch via seus pacotes de flash-plugin (RHEL, openSUSE, Gentoo confirmaram 11.2.202.559 como versão corrigida).

Não existe paliativo real além de atualizar ou remover o componente: a Gentoo GLSA 201601-03 registra explicitamente "não há workaround conhecido no momento". Desabilitar o plugin no navegador ou bloquear execução de conteúdo Flash por política de grupo/click-to-play mitiga o vetor de entrega, mas não corrige a falha subjacente — é redução de superfície, não remediação.

A mitigação efetiva hoje, dado que o Adobe Flash Player atingiu fim de vida em 31 de dezembro de 2020 e não recebe mais patches, é desinstalar o Flash Player e o AIR runtime de qualquer sistema, conforme a própria ação recomendada pela CISA no catálogo KEV: "o produto impactado é end-of-life e deve ser desconectado se ainda em uso". Atualizar para a última versão listada não é mais uma opção sustentável de longo prazo — é remoção completa.

How to detect

Não há assinatura de rede ou de log específica e publicamente documentada para esta CVE isoladamente — ela foi corrigida em lote junto com outras 18 falhas de execução de código no mesmo boletim (APSB16-01), e writeups da época tendem a tratar exploit kits e campanhas de malvertising de forma agregada, sem atribuir amostras a esta CVE em particular nas fontes consultadas. Em ambientes legados que ainda executem versões afetadas, o sinal mais confiável não é forense retroativo, mas inventário: identificar qualquer instalação de Flash Player/AIR abaixo das versões corrigidas já é indicador suficiente de exposição, dado que o produto é EOL e não há mais telemetria de detecção ativa mantida por fornecedores.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
Integer overflow in Adobe Flash Player before 18.0.0.324 and 19.x and 20.x before 20.0.0.267 on Windows and OS X and before 11.2.202.559 on Linux, Adobe AIR before 20.0.0.233, Adobe AIR SDK before 20.0.0.233, and Adobe AIR SDK & Compiler before 20.0.0.233 allows attackers to execute arbitrary code via unspecified vectors.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
Affected products
n/a · n/a
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