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CVE-2016-7855highunder attackCWE-416

CVE-2016-7855

76Vexday Risk Score

Prioritize patching. It under exploitation confirmed by CISA and has a public proof of concept.

ssvc Actcvss 8.8epss 25%
from disclosure to weapon0 days
Published on NVDNov 1
1st PoCOct 26
CISA KEV+1948d
exploitation probability
25%top 2% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
1 public exploit(s)
Action required by CISAfederal deadline: 2022-03-24

The impacted product is end-of-life and should be disconnected if still in use.

Summary

Use-after-free no Adobe Flash Player explorado ativamente em campanhas reais a partir de outubro de 2016, antes mesmo de existir correção pública. Afeta qualquer navegador com o plugin Flash vulnerável (via Internet Explorer, Edge ou Firefox/NPAPI) e permite execução remota de código com os privilégios do processo que renderiza o SWF. O Google Threat Analysis Group reportou a falha à Adobe como 0-day usado em conjunto com uma escalada de privilégios no kernel do Windows (vulnerabilidade distinta, sem CVE-2016-7855 associada diretamente à parte do kernel).

Technical detail

A falha é um use-after-free (CWE-416) no motor de renderização/ActionScript do Flash Player. A Adobe não detalhou publicamente o componente interno exato nem a sequência de código que libera e reusa o objeto — o advisory oficial (APSB16-36) trata a causa como 'vetores não especificados', prática comum da Adobe para vulnerabilidades de memória críticas. O padrão típico desse tipo de falha em Flash é um objeto ActionScript (ou estrutura de renderização) ser liberado durante um callback ou evento, mas uma referência antiga permanecer acessível e ser usada posteriormente, dando ao atacante controle sobre o conteúdo da memória realocada.

O atacante controla o conteúdo de um arquivo SWF malicioso — o vetor de entrada é o parser/interpretador do Flash processando esse arquivo. Ao manipular a estrutura do SWF para forçar a liberação do objeto em um momento previsível e depois reocupar aquele espaço de memória com dados controlados, é possível corromper ponteiros e, a partir daí, desviar o fluxo de execução para código arbitrário.

O Google TAG associou esse 0-day a uma campanha que também explorava, de forma encadeada, uma escalada de privilégio no kernel do Windows (via win32k.sys, chamada NtSetWindowLongPtr) para escapar do sandbox do navegador — mas essa segunda falha é uma vulnerabilidade separada, sem CVE atribuída no material disponível, e não faz parte do escopo técnico da CVE-2016-7855 em si.

How it’s exploited

O vetor é web: o atacante hospeda ou compromete uma página contendo SWF malicioso e precisa convencer a vítima a visitá-la (phishing, link em e-mail, anúncio malicioso) — não há como forçar a visita, conforme a própria Microsoft descreve no MS16-128. Não é necessária autenticação nem configuração não padrão; basta o Flash Player vulnerável estar habilitado no navegador (IE, Edge ou plugin NPAPI em outros navegadores/Linux).

A exploração foi confirmada em campanhas reais detectadas pelo Google TAG em outubro de 2016, antes da disponibilização de patch — por isso está no catálogo KEV da CISA como exploração ativa confirmada. Existe PoC pública documentada. O resultado final da exploração bem-sucedida é execução de código arbitrário no contexto do processo do navegador/plugin, que os atacantes observados encadearam com uma escalada de privilégio de kernel para escapar de sandboxes (ex.: sandbox do Chrome, mitigado por Win32k lockdown no Windows 10).

A complexidade de exploração de use-after-free em Flash costuma ser considerada baixa a moderada por atores já experientes no ecossistema — havia, na época, ferramental e técnicas de heap grooming maduras para esse tipo de alvo, o que explica a adoção rápida em campanhas direcionadas.

Versions

Affected
Adobe Flash Player anterior a 23.0.0.205 no Windows e OS X; anterior a 11.2.202.643 no Linux.
Fixed in
23.0.0.205 (Windows/OS X); 11.2.202.643 (Linux). Pacotes de distribuição: Red Hat flash-plugin-11.2.202.643 (RHSA-2016:2119); Gentoo www-plugins/adobe-flash >= 23.0.0.205, ou >= 11.2.202.635/643/644 conforme ramo (GLSA 201610-10).

How to protect

A correção do fornecedor é atualizar para Adobe Flash Player 23.0.0.205 ou posterior no Windows e OS X, e para 11.2.202.643 ou posterior no Linux. Distribuições Linux publicaram pacotes próprios: Red Hat via RHSA-2016:2119 (flash-plugin 11.2.202.643) e Gentoo via GLSA 201610-10 (aceita 11.2.202.635, .643 ou .644 dependendo da revisão). No Windows, a Microsoft distribuiu o mesmo update do Flash embutido em Internet Explorer/Edge via MS16-128 (KB3201860).

Não há workaround real documentado pelos fornecedores — o próprio GLSA da Gentoo afirma explicitamente 'não há workaround conhecido'. A mitigação prática mais efetiva quando a atualização imediata não é possível é desabilitar o plugin Flash no navegador ou bloquear a execução automática de conteúdo SWF (click-to-play), reduzindo a superfície de exposição sem eliminar a falha subjacente.

Como mito a descartar: apenas restringir a Compatibility View list no IE (mencionado pela Microsoft como fator mitigante parcial em cenários legados de Windows 8-style UI) não impede exploração em navegadores modernos ou fora desse cenário específico — é um atenuante de exposição, não uma correção.

How to detect

Não há assinatura de rede ou log genérico confiável documentado nas fontes disponíveis para detectar exploração dessa CVE especificamente — a exploração ocorre dentro do parsing interno do SWF pelo Flash Player, sem padrão de rede distintivo publicado. Ambientes que registram carregamento de objetos Flash/SWF de origens externas incomuns, ou que possuem telemetria de crash do processo do navegador/plugin (indicativo de corrupção de memória) em torno de outubro de 2016, podem correlacionar esses eventos como possível tentativa, mas não é um indicador definitivo — a ausência de sinal claro é, em si, informação relevante para quem investiga incidentes retroativamente.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
Use-after-free vulnerability in Adobe Flash Player before 23.0.0.205 on Windows and OS X and before 11.2.202.643 on Linux allows remote attackers to execute arbitrary code via unspecified vectors, as exploited in the wild in October 2016.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
Affected products
n/a · n/a
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