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CVE-2017-0147highunder attackransomware

CVE-2017-0147

100Vexday Risk Score

Patch now. It under exploitation confirmed by CISA and has a working public exploit.

ssvc Actcvss 7.5epss 100%
from disclosure to weapon31 days
Published on NVDMar 17
1st PoC+31d
metasploitMar 14
CISA KEV+1894d
exploitation probability
100%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
10 public exploit(s)
Action required by CISAfederal deadline: 2022-06-14

Apply updates per vendor instructions.

Summary

Falha de divulgação de informação no servidor SMBv1 do Windows que permite a um atacante remoto, sem autenticação, ler trechos de memória do processo do kernel (srv.sys) através de pacotes SMB manipulados. Faz parte do lote de vulnerabilidades corrigidas pelo boletim MS17-010 (março/2017), o mesmo pacote que incluiu as falhas de execução remota de código conhecidas como EternalBlue. Importa menos pelo CVSS 7.5 isolado e mais pelo contexto: essa e as demais CVEs do MS17-010 foram a base técnica do worm WannaCry e do NotPetya em 2017, e continuam sendo escaneadas ativamente anos depois.

Technical detail

A falha está no tratamento de estruturas de transação SMBv1 pelo driver srv.sys no kernel do Windows. O servidor SMBv1 processa certos campos de pacotes de forma que permite ao atacante obter conteúdo de memória do processo que não deveria ser exposto — um caso clássico de CWE-200 (Information Exposure), segundo a caracterização feita por avisos de terceiros (ICS-CERT/Philips) que mapearam a CVE. Diferente das CVEs-irmãs do mesmo boletim (2017-0143 a 2017-0146 e 2017-0148, que são falhas de corrupção de memória/RCE), a 2017-0147 não corrompe estado nem executa código por si só: ela lê memória.

O atacante controla o conteúdo do pacote SMBv1 enviado ao servidor — não precisa de credenciais válidas para acionar o processamento vulnerável, dado que a negociação SMB e certas operações de transação ocorrem antes ou independentemente de autenticação completa. O impacto declarado é só confidencialidade (C:H/I:N/A:N no vetor CVSS): o atacante extrai dados de memória do kernel, que na prática servem para reconhecimento e, combinados com as falhas de RCE do mesmo lote, para viabilizar ou facilitar a exploração completa da máquina.

O valor operacional dessa CVE ficou mais evidente pelo uso público de DOUBLEPULSAR, o implante pós-exploração do arsenal do Equation Group vazado pelo grupo Shadow Brokers em abril de 2017. DOUBLEPULSAR se instala via SMBv1 explorando esse conjunto de falhas e usa transações SMB manipuladas para detectar presença prévia e executar payloads em memória — o mecanismo de transação SMB malformada que dá nome a essa família de bugs é o mesmo terreno onde a 2017-0147 se encaixa.

How it’s exploited

Vetor de rede: porta TCP 445 (SMB) ou 139 exposta, sem necessidade de autenticação prévia bem-sucedida para o processamento da requisição vulnerável — condição que torna qualquer host Windows com SMBv1 habilitado e acessível pela rede um alvo direto. Não há necessidade de configuração não padrão além de SMBv1 estar ativo, que era o padrão em todas as versões afetadas na época.

Na prática, essa CVE raramente é explorada isoladamente. Ela integra o pacote de ferramentas tornado público com o leak do Shadow Brokers: EternalBlue (RCE via CVE-2017-0144, majoritariamente) para execução de código e DOUBLEPULSAR como implante de pós-exploração que usa transações SMB do mesmo tipo cobertas por este lote de CVEs. WannaCry (maio/2017) e NotPetya (junho/2017) usaram essa cadeia para se propagar como worm em redes internas, sem interação do usuário, gerando os maiores incidentes de ransomware/wiper daquele ano.

O módulo Metasploit público (`smb_ms_17_010`, referenciado no Exploit-DB) não explora a 2017-0147 para executar código: ele a usa como sonda de detecção, verificando a resposta `STATUS_INSUFF_SERVER_RESOURCES` em uma transação PeekNamedPipe contra o pipe IPC$ com FID inválido para inferir se o patch MS17-010 está ausente — sem exigir credenciais válidas na configuração padrão do servidor. A CISA confirma exploração ativa (entrada no catálogo KEV), consistente com o volume histórico de varredura da porta 445 na Internet.

Versions

Affected
Windows Vista SP2; Windows Server 2008 SP2 e R2 SP1; Windows 7 SP1; Windows 8.1; Windows Server 2012 Gold e R2; Windows RT 8.1; Windows 10 Gold, 1511 e 1607; Windows Server 2016 — conforme descrição oficial da Microsoft.
Fixed in
Corrigida pelo boletim de segurança MS17-010, publicado em 14/03/2017, com atualizações específicas por versão/edição. Para sistemas fora do ciclo de suporte padrão (Windows XP, Server 2003), a Microsoft lançou patches emergenciais adicionais após os incidentes WannaCry/NotPetya em 2017 — a numeração exata de KB deve ser confirmada no MSRC para cada build específica antes de considerar o ambiente corrigido.

How to protect

A correção é aplicar o boletim MS17-010 da Microsoft, publicado em 14 de março de 2017, que atualiza o driver SMBv1 em todas as versões afetadas. Após o WannaCry, a Microsoft também lançou patches de emergência para sistemas fora de suporte padrão (Windows XP e Server 2003), disponibilizados fora do ciclo normal — vale confirmar no portal MSRC da CVE qual KB específico se aplica à sua build, pois os números variam por versão e branch de suporte.

O paliativo real e mais eficaz quando o patch não pode ser aplicado imediatamente é desabilitar o protocolo SMBv1 por completo (via recurso opcional do Windows ou GPO) e bloquear as portas 445/139 no perímetro e entre segmentos de rede — SMBv1 é obsoleto e a maioria dos ambientes não depende dele para operação normal. Segmentação de rede que impeça acesso direto de máquinas não confiáveis à porta 445 reduz a superfície mesmo sem patch.

O que não funciona como mitigação: assumir que antivírus ou EDR detectam a exploração de forma confiável — o WannaCry mostrou hosts comprometidos mesmo com proteção ativa, porque a exploração ocorre em nível de kernel via SMB antes de qualquer verificação em user-mode ter chance de agir. Firewalls de host mal configurados que permitem tráfego SMB interno "confiável" também não mitigam, já que a maior parte da propagação histórica foi lateral, dentro do perímetro já comprometido.

How to detect

Não há assinatura de rede única e confiável só para a 2017-0147 isolada, já que ela compartilha o mesmo caminho de código de transação SMBv1 malformada usado pelas demais CVEs do MS17-010 e por DOUBLEPULSAR. Na prática, a detecção é feita no nível do conjunto: monitorar tráfego anômalo na porta 445/139 (volume alto de conexões SMB entre hosts que normalmente não se comunicam), IDS/IPS com assinaturas conhecidas para EternalBlue e para o handshake de detecção do DOUBLEPULSAR (opcode de transação PeekNamedPipe com FID=0 contra IPC$), e varredura ativa dos próprios hosts com ferramentas de verificação de patch (o próprio módulo Metasploit de detecção, `auxiliary/scanner/smb/smb_ms_17_010`, serve como verificação — resposta `STATUS_INSUFF_SERVER_RESOURCES` indica ausência do patch). Logs de host que mostrem SMBv1 habilitado e acessível externamente já são sinal de exposição, independente de tentativa de exploração confirmada.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
The SMBv1 server in Microsoft Windows Vista SP2; Windows Server 2008 SP2 and R2 SP1; Windows 7 SP1; Windows 8.1; Windows Server 2012 Gold and R2; Windows RT 8.1; and Windows 10 Gold, 1511, and 1607; and Windows Server 2016 allows remote attackers to obtain sensitive information from process memory via a crafted packets, aka "Windows SMB Information Disclosure Vulnerability."
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:N/A:N
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