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CVE-2017-0261highunder attackCWE-416

CVE-2017-0261

93Vexday Risk Score

Prioritize patching. It under exploitation confirmed by CISA and has a public proof of concept.

ssvc Actcvss 7.8epss 78%
from disclosure to weapon688 days
Published on NVDMay 12
1st PoC+688d
CISA KEV+1756d
exploitation probability
78%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
4 public exploit(s)
Action required by CISAfederal deadline: 2022-03-24

Apply updates per vendor instructions.

Summary

Vulnerabilidade de use-after-free (CWE-416) no Microsoft Office que permite execução remota de código quando a vítima abre um documento malicioso. Está no catálogo KEV da CISA com exploração confirmada em ambiente real, e o CVSS 7.8 já reflete a exigência de interação do usuário (abrir o arquivo) — não é um vetor de rede sem toque humano.

Technical detail

A falha é um use-after-free: o Office libera um objeto na memória e, em seguida, uma rotina de processamento de conteúdo do documento continua referenciando esse objeto já liberado. Um atacante que controla a estrutura interna do arquivo pode manipular o heap para que, no momento em que o Office acessa o objeto 'morto', a região de memória já tenha sido realocada com dados controlados por ele, sequestrando o fluxo de execução.

A Microsoft não detalhou publicamente qual componente exato de parsing (RTF, OLE, campo embutido etc.) contém a falha — o advisory da MSRC é sucinto, como é padrão nesses boletins. O vetor AV:L no CVSS 3.1 indica que a exploração se completa localmente, no contexto do processo do Office, e não via rede diretamente: o disparo inicial é a abertura do arquivo, mas a corrupção de memória e o desvio de execução ocorrem no processo local da vítima.

O atacante controla o conteúdo do documento entregue à vítima — layout de objetos, campos, estruturas internas — o suficiente para orquestrar a sequência de alocação/liberação/realocação necessária para o UAF. Não há indicação nas fontes disponíveis de que a falha dependa de macros ou de configuração não padrão do Office; o gatilho é a abertura do documento em si.

How it’s exploited

O vetor primário é um documento do Office malicioso entregue por e-mail (phishing) ou outro meio de distribuição de arquivo, explorando a exigência de interação do usuário (UI:R) — a vítima precisa abrir o arquivo. Não há indicação de necessidade de autenticação prévia, privilégios elevados ou configuração não padrão do produto; a condição real é apenas convencer o usuário a abrir o documento.

A CISA classifica a exploração como confirmada (entrada no catálogo KEV, adicionada em 2022-03-03, com prazo de correção definido para 2022-03-24 para agências federais dos EUA), e há PoC pública catalogada. Isso indica que, mesmo sendo uma CVE de 2017, ela continua sendo usada ou testada em campanhas ativas até anos depois — perfil típico de vulnerabilidades de Office exploradas em ataques direcionados via documento weaponizado.

O resultado final da exploração bem-sucedida é execução de código no contexto do usuário que abriu o documento, com o mesmo nível de privilégio dessa conta — por isso o CVSS marca C:H/I:H/A:H: comprometimento total de confidencialidade, integridade e disponibilidade dentro do escopo de permissões do usuário.

Versions

Affected
Microsoft Office 2010 Service Pack 2, Microsoft Office 2013 Service Pack 1, e Microsoft Office 2016 (conforme descrição oficial da Microsoft).
Fixed in
Corrigida por atualização de segurança da Microsoft referente a maio de 2017; número específico de KB/build não confirmado nas fontes consultadas — verificar diretamente no Microsoft Update Catalog/MSRC para a versão exata instalada.

How to protect

A recomendação do fornecedor e da CISA é aplicar a atualização de segurança da Microsoft para as versões afetadas — Office 2010 SP2, Office 2013 SP1 e Office 2016 — conforme publicada no boletim de segurança correspondente de maio de 2017. As fontes consultadas não trazem o número exato do KB/atualização; confirme no MSRC/Windows Update qual pacote cumulativo cobre esta CVE antes de considerar o ambiente corrigido.

Como controle compensatório quando a atualização não é possível de imediato: bloquear ou restringir a abertura de anexos de Office de origem não confiável (gateway de e-mail, políticas de anexo), usar o Office em modo Protected View forçado para arquivos vindos da internet, e evitar abrir documentos recebidos de remetentes não verificados. Esses controles reduzem a superfície mas não eliminam o risco — o UAF continua presente no binário até o patch ser aplicado.

O que não funciona como mitigação: desabilitar macros não tem efeito aqui, pois a falha não depende de VBA/macro — é uma corrupção de memória no parsing/renderização de objetos do documento, disparada só pela abertura do arquivo.

How to detect

As fontes disponíveis não trazem assinaturas, IOCs ou padrões de log específicos associados à exploração desta CVE. Como o gatilho é um documento malicioso e a corrupção ocorre em memória local no processo do Office, sinais de rede tradicionais não se aplicam diretamente; o que vale monitorar é comportamento anômalo do processo do Office após abertura de anexo (spawn de processos filhos inesperados, conexões de rede iniciadas por WINWORD.EXE/EXCEL.EXE/etc., ou crashes recorrentes do Office), e telemetria EDR para exploração de memória. Não há sinal de detecção confiável e documentado publicamente nas fontes pesquisadas — isso em si é uma lacuna relevante para quem depende de detecção baseada em assinatura.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
Microsoft Office 2010 SP2, Office 2013 SP1, and Office 2016 allow a remote code execution vulnerability when the software fails to properly handle objects in memory, aka "Office Remote Code Execution Vulnerability". This CVE ID is unique from CVE-2017-0262 and CVE-2017-0281.
CVSS:3.1/AV:L/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
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