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CVE-2018-4878highunder attackransomwareCWE-416

CVE-2018-4878

95Vexday Risk Score

Prioritize patching. It under exploitation confirmed by CISA, has a public proof of concept and 2 threat group(s) use it.

ssvc Actcvss 7.8epss 90%
from disclosure to weapon0 days
Published on NVDFeb 6
1st PoCFeb 13
CISA KEV+1366d
exploitation probability
90%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
2 group(s)24 public exploit(s)
Who exploits it2

Groups known to exploit this vulnerability (MITRE ATT&CK attribution).

Action required by CISAfederal deadline: 2022-05-03

The impacted product is end-of-life and should be disconnected if still in use.

Summary

Falha de use-after-free no Primetime SDK do Adobe Flash Player, no código que trata objetos listener do media player. Foi explorada como 0-day em campanhas de janeiro e fevereiro de 2018 — atribuídas pela Cisco Talos ao grupo Group 123 (documentos armadilhados) e por outros pesquisadores a malspam massivo — antes que a Adobe lançasse a correção. Está no catálogo KEV da CISA, mas o vetor CVSS revisto (AV:L, UI:R) reflete que a exploração real depende de o usuário abrir um documento ou arquivo malicioso, não de um ataque remoto sem interação.

Technical detail

A vulnerabilidade é um use-after-free (CWE-416) na parte do Flash Player responsável pelo Primetime SDK, especificamente na forma como o media player gerencia objetos listener registrados para eventos de reprodução. Um ponteiro para um objeto listener é liberado (freed) mas continua acessível através de outra referência interna do player; quando o código volta a usar esse ponteiro pendente (dangling pointer), o atacante que controlar o conteúdo da memória realocada naquele espaço consegue corromper estruturas do heap e desviar o fluxo de execução.

O atacante controla o conteúdo de um arquivo SWF (ou de um objeto Flash embutido em outro formato de documento) capaz de acionar a sequência de criação/destruição/reuso do listener na ordem exigida para vencer a corrida entre a liberação da memória e seu reaproveitamento — o padrão clássico de exploração de UAF em Flash via manipulação de heap. A cadeia completa de exploração descrita por pesquisadores (Talos, Morphisec, McAfee) envolvia ainda contornar mitigações de proteção de memória do próprio Flash Player, o que elevava a complexidade técnica do exploit em relação a um simples PoC de crash.

O CVSS 3.1 usado aqui (AV:L/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H, base 7.8) é uma revisão — discutida publicamente no repositório de enriquecimento de vulnerabilidades da CISA — que corrige pontuações antigas de várias CVEs de Flash, inclusive esta, que estavam marcadas como UI:N e 'Automatable: yes' de forma exagerada. A CISA reclassificou como UI:R (exige interação do usuário) e Automatable:no, e discutiu inclusive rebaixar para AV:L, reconhecendo que o vetor real de exploração é local ao processo do usuário que abre um arquivo, não um ataque de rede automatizável em massa.

How it’s exploited

O vetor observado em campanhas reais foi entrega de conteúdo Flash malicioso embutido em documentos (a Talos documentou uso por 'Group 123' em ataques com documentos, e outros relatos mencionam formatos de escritório e HWP) ou distribuído via malspam massivo (Morphisec documentou uma campanha de spam com anexos maliciosos explorando esta CVE). Há também PoCs públicos de drive-by via Internet Explorer que hospedam o exploit em uma página e dependem de o Flash Player do navegador estar desatualizado — um repositório público (vysecurity/CVE-2018-4878) distribui um script de Aggressor para Cobalt Strike que automatiza esse cenário de entrega, e outro repositório (InQuest) preserva amostras reais de SWF e documentos usados nos ataques observados.

Em todos os casos documentados, a exploração exige que a vítima execute uma ação: abrir o documento anexado, clicar num link, ou visitar uma página com o objeto SWF malicioso — daí o UI:R no vetor CVSS. Não há indício de exploração sem interação do usuário ou de ataque puramente remoto contra um serviço exposto. O resultado bem-sucedido é execução de código arbitrário no contexto do processo do Flash Player/navegador, tipicamente usado como estágio inicial para baixar e executar um payload adicional (nas campanhas documentadas, isso incluía malware de acesso remoto).

A exploração ativa in-the-wild ocorreu antes da correção estar disponível (janeiro/fevereiro de 2018), o que motivou a entrada no catálogo KEV. Depois da correção, o interesse do lado ofensivo migrou majoritariamente para os PoCs públicos e para ambientes legados que ainda rodam Flash Player não corrigido — o risco remanescente hoje está concentrado nesses sistemas desatualizados, já que o Flash Player como plataforma foi descontinuado pela Adobe.

Versions

Affected
Adobe Flash Player anterior à versão 28.0.0.161 (Desktop Runtime, Plugin e ActiveX, conforme APSB18-03).
Fixed in
Adobe Flash Player 28.0.0.161 e posteriores. Para pacotes distribuídos por terceiros, exemplo: flash-plugin-28.0.0.161-1.el6_9 (Red Hat Enterprise Linux 6 Supplementary, via RHSA-2018:0285).

How to protect

A correção oficial é atualizar o Adobe Flash Player para a versão 28.0.0.161 ou posterior, conforme o boletim APSB18-03 da Adobe. Distribuições e integradores que empacotavam o plugin (como o pacote flash-plugin do Red Hat) publicaram atualizações equivalentes na mesma janela (RHSA-2018:0285, também para 28.0.0.161).

Como paliativo, na ausência de atualização imediata: desabilitar ou remover o plugin Flash do navegador, bloquear a execução de conteúdo SWF por política de grupo/configuração do navegador, e bloquear o download/execução de documentos com objetos Flash embutidos vindos de fontes não confiáveis (filtro de anexos em e-mail, dado que malspam foi um vetor observado). Nenhuma dessas medidas corrige a falha — apenas reduz a superfície de exposição enquanto o componente vulnerável permanece instalado.

O que não funciona como mitigação real: confiar em sandboxing do navegador ou em 'click-to-play' do Flash como barreira suficiente — a própria exploração documentada dependia de interação do usuário justamente porque esses controles de UI já existiam, e o exploit contornava proteções de memória do processo, não apenas a política de execução. Hoje, o controle definitivo é a remoção completa do Flash Player, já descontinuado pela Adobe desde o fim de 2020 e sem suporte em navegadores modernos.

How to detect

Não há assinatura de rede confiável e específica para esta CVE isoladamente — a exploração viaja dentro de conteúdo SWF ou de documentos com objetos Flash embutidos, cujo tráfego de entrega (e-mail com anexo, HTTP servindo o SWF) se parece com qualquer outra campanha de malware via documento malicioso. Sinais úteis incluem: processos de plugin do Flash (ou do navegador/Office hospedando o plugin) gerando processos filhos inesperados (shell, downloader), presença de arquivos SWF anexados a e-mails ou embutidos em documentos de Office/HWP recebidos de fontes externas, e amostras cujo hash corresponda às publicadas por pesquisadores (Talos, InQuest) das campanhas de janeiro/fevereiro de 2018.

Como indicador de exposição, mais confiável que qualquer assinatura de exploração: inventariar versões do Flash Player ainda instaladas (anteriores a 28.0.0.161) — dado que o componente está descontinuado, a mera presença dele em endpoints já é o sinal de risco relevante hoje, independente de tentativa de exploração observada.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
A use-after-free vulnerability was discovered in Adobe Flash Player before 28.0.0.161. This vulnerability occurs due to a dangling pointer in the Primetime SDK related to media player handling of listener objects. A successful attack can lead to arbitrary code execution. This was exploited in the wild in January and February 2018.
CVSS:3.1/AV:L/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
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