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CVE-2021-32030criticalunder attackCWE-287

CVE-2021-32030

95Vexday Risk Score

Patch now. It under exploitation confirmed by CISA and has a working public exploit.

ssvc Actcvss 9.8epss 99%
from disclosure to weapon
Published on NVDMay 6
CISA KEV+1488d
exploitation probability
99%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
Action required by CISAfederal deadline: 2025-06-23

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Summary

Bypass de autenticação (CWE-287) na interface administrativa web dos roteadores ASUS GT-AC2900 e do sistema mesh Lyra Mini, que permite a um atacante não autenticado obter acesso total ao painel de administração enviando um cookie de sessão manipulado. Importa porque o CVSS de 9.8 é realista quando a interface está exposta na WAN — algo que muitos donos de roteador habilitam sem perceber o risco — e porque o Lyra Mini está em fim de vida e não recebe mais correções normais.

Technical detail

O fluxo de autenticação passa por handle_request em router/httpd/httpd.c, que chama auth_check, implementada em um objeto pré-compilado (web_hook.o) — ASUS distribui o código-fonte GPL, mas essa função específica vem apenas como binário, sem fonte. auth_check verifica três coisas: se a requisição tem um cookie asus_token, se esse token existe na lista de sessões ativas, e se ele corresponde a um token de serviço armazenado (usado pelas integrações IFTTT/Alexa).

O bug está na terceira verificação. Quando o dispositivo nunca teve um token IFTTT/Alexa configurado (o estado padrão de fábrica, presente na grande maioria dos roteadores), o valor de referência armazenado internamente é efetivamente um byte nulo ('\0'). Se o atacante envia um asus_token que começa com um byte nulo, a comparação de string trata esse valor como equivalente ao valor padrão vazio do dispositivo, e a requisição é aceita como se viesse de um serviço legítimo autenticado.

Atredis Partners, que descobriu e documentou a falha, demonstrou que a exploração exige também o cabeçalho User-Agent: asusrouter--, usado internamente pelo httpd para identificar chamadas de serviço (hooks do app/IFTTT/Alexa). Combinando esse User-Agent com um cookie asus_token iniciado por \0, o servidor autentica a sessão e devolve dados administrativos completos (ex.: lista de clientes de configuração via appGet.cgi) em vez do erro de autenticação esperado.

How it’s exploited

O vetor é uma requisição HTTP/HTTPS simples contra a interface administrativa (porta 8443 nos exemplos publicados), sem qualquer credencial válida — o atacante só precisa forjar o header User-Agent e o cookie de sessão com o byte nulo líder. Não há necessidade de interação do usuário nem de engenharia social. A pré-condição real, que a nota do próprio fornecedor deixa clara e que a manchete do CVSS 9.8 esconde, é acesso de rede à interface administrativa: se o recurso de acesso remoto via WAN estiver desabilitado (não é o padrão em todos os modelos, mas é recomendado), a exploração fica restrita a quem já está na LAN.

O resultado da exploração é acesso total ao painel de administração do roteador — leitura de configurações, lista de clientes conectados, e potencialmente alteração de DNS, port forwarding, credenciais Wi-Fi e outras configurações que dão controle persistente sobre toda a rede atrás do dispositivo.

A CISA incluiu a CVE no catálogo KEV em junho de 2025, quatro anos após a publicação original de 2021, o que indica evidência de exploração ativa identificada tardiamente — coerente com o padrão de botnets IoT que varrem a internet por essa classe de roteador doméstico exposto na WAN. Existe template Nuclei público para varredura automatizada da falha, o que facilita tanto testes de pentest quanto descoberta em massa por atacantes.

Versions

Affected
ASUS GT-AC2900: todas as versões de firmware anteriores à 3.0.0.4.386.42643. ASUS Lyra Mini: todas as versões anteriores à 3.0.0.4_384_46630, incluindo todas as versões EOL mais antigas (a ASUS declara explicitamente que todas as versões do Lyra Mini, mesmo as já fora de suporte, são afetadas).
Fixed in
GT-AC2900: 3.0.0.4.386.42643 ou posterior. Lyra Mini: 3.0.0.4.384.46630, que é a última versão disponibilizada — o dispositivo está em EOL e não recebe atualizações além dela.

How to protect

Para o GT-AC2900, o fornecedor corrigiu a partir da versão 3.0.0.4.386.42643 — atualizar o firmware via HelpDesk oficial resolve a falha. Para o Lyra Mini, a correção está na versão 3.0.0.4.384.46630 (disponibilizada em 2021/05/14); segundo a própria página de suporte da ASUS, o Lyra Mini está em fim de vida (EOL) e não receberá mais atualizações além dessa — qualquer versão anterior, incluindo todas as versões EOL mais antigas, permanece vulnerável e sem caminho de patch adicional.

Quando a atualização não é possível (dispositivos EOL, ou ambientes que não conseguem atualizar imediatamente), a mitigação real recomendada pelo próprio fornecedor é desabilitar o recurso de acesso remoto pela WAN na interface administrativa — isso reduz a superfície de ataque a quem já tem acesso à rede local, mas não elimina o risco de um atacante já presente na LAN ou de malware que já esteja dentro da rede. A CISA recomenda, para dispositivos sem mitigação disponível, descontinuar o uso do produto.

Não existe mitigação eficaz via WAF ou proxy reverso genérico, porque o bypass depende de detalhes de implementação do próprio parser de sessão do httpd embarcado — filtrar cookies com bytes nulos na borda pode ajudar como controle compensatório, mas não é uma correção validada pelo fornecedor e não cobre variações do payload.

How to detect

Os exemplos publicados por Atredis mostram o padrão de exploração: requisições à interface administrativa (endpoints como appGet.cgi) com header User-Agent: asusrouter-- e cookie asus_token contendo um byte nulo no início, vindas de origem que não corresponde às chamadas legítimas de integração IFTTT/Alexa. Esse é o único sinal documentado de tentativa de exploração.

Na prática, a maioria desses roteadores domésticos não mantém logs de acesso HTTP persistentes nem exportáveis, e o tráfego roda sobre HTTPS na porta administrativa, o que torna a inspeção externa (IDS de borda, proxy) inviável sem acesso direto ao dispositivo ou descriptografia do TLS. Não há um indicador de rede confiável e amplamente monitorável para detectar exploração passada sem acesso ao próprio equipamento.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
The administrator application on ASUS GT-AC2900 devices before 3.0.0.4.386.42643 and Lyra Mini before 3.0.0.4_384_46630 allows authentication bypass when processing remote input from an unauthenticated user, leading to unauthorized access to the administrator interface. This relates to handle_request in router/httpd/httpd.c and auth_check in web_hook.o. An attacker-supplied value of '\0' matches the device's default value of '\0' in some situations. Note: All versions of Lyra Mini and earlier which are unsupported (End-of-Life, EOL) are also affected by this vulnerability, Consumers can mitigate this vulnerability by disabling the remote access features from WAN.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H
Affected products
n/a · n/a