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CVE-2022-26143criticalunder attackCWE-306

CVE-2022-26143

95Vexday Risk Score

Patch now. It under exploitation confirmed by CISA and has a working public exploit.

ssvc Actcvss 9.8epss 87%
from disclosure to weapon
Published on NVDMar 9
CISA KEV+16d
exploitation probability
87%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
Action required by CISAfederal deadline: 2022-04-15

Apply updates per vendor instructions.

Summary

Falha de controle de acesso no driver tp240dvr (interface para as placas VoIP TP-240) usado pelo Mitel MiCollab e MiVoice Business Express, que expõe uma funcionalidade de teste de sistema sem autenticação na porta UDP/10074. Quando esse serviço fica acessível pela Internet — o que ocorreu em cerca de 2.600 sistemas mal configurados — ele pode ser abusado como refletor/amplificador de DDoS com um fator teórico de amplificação de até 4.294.967.296:1, um dos maiores já documentados. A CVE foi ativamente explorada em fevereiro e março de 2022 no ataque batizado de TP240PhoneHome, contra ISPs, instituições financeiras, empresas de logística e gaming.

Technical detail

O tp240dvr ('TP-240 driver') é um serviço de bridge que permite que software rodando no MiCollab/MiVoice Business Express se comunique com as placas PCI TDM/VoIP TP-240. Ele escuta comandos UDP na porta 10074 e inclui uma função de stress-test destinada a diagnóstico interno de rede, pensada para uso apenas em ambientes controlados — nunca exposta à Internet, segundo o próprio fabricante. A falha é de controle de acesso (CWE-306, ausência de autenticação para função crítica) combinada com falta de limitação de volume de resposta (CWE-406): o serviço não valida quem está enviando o comando de teste nem limita quantas respostas gera por comando recebido.

A engenharia do abuso é peculiar em relação à maioria dos vetores de amplificação UDP. Pesquisadores (equipe conjunta Akamai, Cloudflare, Lumen Black Lotus Labs, NETSCOUT ASERT, TELUS, Team Cymru e Shadowserver) constataram, ao analisar o binário do tp240dvr, que um único comando malicioso pode fazer o serviço emitir até 2.147.483.647 respostas, cada uma gerando dois pacotes na rede — um total teórico de ~4,29 bilhões de pacotes amplificados a partir de um único pacote de entrada. O primeiro pacote de cada resposta contém um contador que cresce de 36 a 45 bytes; o segundo carrega saída de diagnóstico cujo conteúdo o atacante consegue influenciar, podendo ser inflado até 1.184 bytes por pacote.

Em testes controlados de laboratório, um nó abusável sustentou mais de 400 Mpps de tráfego de ataque a partir de um único pacote inicial de apenas 1.119 bytes, com potencial de manter o fluxo por até 14 horas a uma taxa de 80 kpps — isso resultaria em cerca de 95,5 GB de pacotes de 'contador' mais 2,5 TB de pacotes de 'saída de diagnóstico' direcionados à vítima, a partir de um reflector isolado. O ataque real observado na Internet foi bem mais modesto (pico de ~53 Mpps / 23 Gbps, duração de ~5 minutos), sugerindo que os operadores ainda estavam calibrando a técnica quando descoberta.

How it’s exploited

O pré-requisito real da exploração é a exposição indevida do serviço tp240dvr à Internet pública na porta UDP/10074 — algo que o fabricante já orientava a manter restrito a redes internas. Não é necessária autenticação nem interação do usuário; o atacante só precisa enviar um comando UDP especialmente formatado ao sistema Mitel exposto, tipicamente com endereço de origem falsificado (IP spoofing) apontando para a vítima real. Isso caracteriza um clássico ataque de reflexão/amplificação: o atacante controla o conteúdo do comando inicial (incluindo o campo de diagnóstico que infla o tamanho dos pacotes de resposta) e o endereço de destino falsificado, mas não precisa manter conexão contínua — um único pacote basta para acionar até 14 horas de tráfego de saída do sistema comprometido.

Ataques reais foram observados a partir de meados de fevereiro de 2022, direcionados às portas de destino UDP/80 e UDP/443 das vítimas, com origem aparente em UDP/10074 dos ~2.600 sistemas Mitel mal provisionados identificados pelos pesquisadores. A natureza de disparo único (single-packet) dificulta o rastreamento da origem do ataque, já que o tráfego observado pelo operador de rede vem do sistema Mitel abusado, não do atacante original — a infraestrutura do atacante fica efetivamente mascarada após o envio do pacote inicial.

A exploração está confirmada no catálogo KEV da CISA (adicionada em 25/03/2022) e documentada por múltiplos vendors de segurança de rede que observaram o tráfego de ataque em produção. Não há indicação de que a falha permita execução de código ou acesso a dados sensíveis dos usuários do PBX — o impacto prático demonstrado é DDoS/degradação de performance e uso indevido do sistema como amplificador contra terceiros.

Versions

Affected
Mitel MiCollab: versões anteriores e incluindo R9.4 SP1. MiVoice Business Express: versões anteriores e incluindo R8.1 (a descrição oficial do CVE usa 'through 8.1').
Fixed in
MiCollab: 9.4 SP1 FP1 ou posterior. MiVoice Business Express: atualização de software disponibilizada pela Mitel que desabilita o acesso público à funcionalidade de teste do tp240dvr — número de versão exato não confirmado nas fontes consultadas; verificar boletim de segurança específico do produto junto ao fabricante.

How to protect

A correção do fabricante consiste em atualizar para MiCollab 9.4 SP1 FP1 ou posterior; para MiVoice Business Express, o advisory da Mitel cobre versões até e incluindo R8.1, com o patch aplicado via atualização de software que desabilita o acesso público à funcionalidade de teste de sistema — a Mitel não publicou uma versão numerada específica de correção para o MiVoice Business Express nas fontes disponíveis, então confirme com o suporte do fabricante qual build resolve o CVE para essa linha.

O controle compensatório mais direto, e o que efetivamente interrompeu a onda de ataques em 2022, é bloquear/filtrar a exposição da porta UDP/10074 à Internet pública — via firewall de perímetro ou ACL — deixando o serviço tp240dvr acessível apenas em rede interna, conforme a orientação original do fabricante. Isso neutraliza o vetor sem exigir patch imediato, mas não corrige a causa raiz (ausência de autenticação no driver) caso a rede interna também seja considerada hostil.

A Mitel classifica o risco como crítico especificamente para implantações de MiCollab em modo Server-Gateway sem proteção de firewall, e como alto para implantações já em redes internas protegidas — ou seja, a severidade real depende diretamente da topologia de rede do cliente, não apenas da versão instalada. Filtragem de egress/anti-spoofing (BCP38) em provedores upstream também reduz o potencial de abuso desses sistemas como refletores contra terceiros, embora não proteja o próprio sistema Mitel exposto.

How to detect

O sinal mais confiável é tráfego de saída anômalo e volumoso originado da porta UDP/10074 do sistema Mitel, direcionado a IPs externos variados — isso indica que o sistema está sendo abusado como reflector/amplificador. No lado da rede da vítima de um ataque, o tráfego de entrada característico vem de UDP/10074 com destino às portas UDP/80 e UDP/443, em pacotes curtos (na faixa de 36 a 45 bytes para os pacotes de 'contador') misturados a pacotes maiores de até ~1.184 bytes ('diagnóstico'). Não há um IOC de payload fixo publicado para detectar a tentativa de exploração em si — como o ataque é disparado por um único pacote spoofado, sinais de rede tradicionais de flood repetitivo do atacante não se aplicam; o indicador prático é a presença de sistemas MiCollab/MiVoice Business Express acessíveis externamente na porta UDP/10074, que deve ser tratada como exposição inaceitável independentemente de evidência de exploração ativa.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
The TP-240 (aka tp240dvr) component in Mitel MiCollab before 9.4 SP1 FP1 and MiVoice Business Express through 8.1 allows remote attackers to obtain sensitive information and cause a denial of service (performance degradation and excessive outbound traffic). This was exploited in the wild in February and March 2022 for the TP240PhoneHome DDoS attack.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H
Affected products
n/a · n/a