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CVE-2023-24880mediumunder attackransomwareCWE-863

Windows SmartScreen Security Feature Bypass Vulnerability

65Vexday Risk Score

Prioritize patching. It under exploitation confirmed by CISA.

ssvc Actcvss 4.4epss 78%
from disclosure to weapon
Published on NVDMar 14
CISA KEVMar 14
exploitation probability
78%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
Action required by CISAfederal deadline: 2023-04-04

Apply updates per vendor instructions.

Summary

Falha de bypass do SmartScreen/Mark of the Web (MOTW) no Windows, que permite que um arquivo malicioso baixado da internet execute sem os avisos de segurança que o Windows normalmente exibe para conteúdo de origem não confiável. O CVSS de 4.4 sub-representa o risco real: a falha foi explorada ativamente antes da correção, está no catálogo KEV da CISA e foi usada em campanhas de distribuição do ransomware Magniber como sucessora direta de uma técnica anterior (CVE-2022-44698) que a Microsoft já havia corrigido.

Technical detail

A vulnerabilidade é classificada como CWE-863 (Incorrect Authorization). O MOTW é o mecanismo pelo qual o Windows marca arquivos baixados de zonas não confiáveis (internet, e-mail) com um atributo de stream alternativo (Zone.Identifier), fazendo com que Office, SmartScreen e outros componentes tratem esse arquivo com restrições extras — bloqueio de macros, aviso de execução, análise de reputação. O bypass ocorre quando um arquivo é empacotado ou assinado de forma que o subsistema de verificação de assinatura Authenticode do Windows falha em processar corretamente o arquivo, e essa falha de processamento tem como efeito colateral não propagar ou não respeitar a marca MOTW.

Essa falha é a continuação de uma linha de exploração já vista em CVE-2022-44698, na qual arquivos como JS/MSI embutidos em containers com assinaturas Authenticode malformadas escapavam da inspeção de zona porque o componente responsável por herdar o atributo de zona do arquivo container para o arquivo interno não conseguia processar a assinatura corrompida — e, em vez de tratar isso como erro e aplicar a política restritiva por padrão, o sistema simplesmente deixava de aplicar a marca.

O atacante controla o conteúdo do arquivo entregue à vítima e a estrutura da assinatura digital malformada dentro dele. Não há elevação de privilégio nem execução remota diretamente atribuível a essa CVE — o impacto é a supressão de um controle defensivo que normalmente serviria de última barreira antes da execução de outro payload (por isso o CVSS baixo em C/I/A individualmente, mas o E:F/RC:C no vetor reconhece exploração funcional confirmada).

How it’s exploited

O vetor de entrega é um arquivo malicioso hospedado para download, distribuído tipicamente via anúncios maliciosos (malvertising) ou páginas que simulam downloads de software legítimo. A exploração exige interação do usuário (UI:R no vetor CVSS) — a vítima precisa baixar e abrir o arquivo; não há componente de execução remota automática. O acesso necessário é local (AV:L), refletindo que o ataque se materializa no momento em que o arquivo já está no disco da vítima e é executado, não durante a transferência pela rede.

A cadeia de infecção documentada publicamente associa essa técnica ao ransomware Magniber: como o método anterior (CVE-2022-44698, baseado em arquivos ZIP com JavaScript) havia sido corrigido, os operadores migraram para arquivos MSI com assinaturas Authenticode malformadas para reproduzir o mesmo efeito de bypass do MOTW e do SmartScreen. Com o MOTW ausente, o arquivo executa sem o prompt de aviso de segurança que normalmente aparece para executáveis e instaladores baixados da internet, reduzindo a chance de a vítima abortar a execução e também enfraquecendo controles subsequentes (como bloqueio de macro do Office) que dependem da mesma marca de zona.

A CISA incluiu a CVE no catálogo KEV em 14/03/2023, com prazo de correção definido para 04/04/2023 para agências federais dos EUA — confirmação de exploração ativa antes ou no momento da divulgação, não apenas risco teórico.

Versions

Affected
Microsoft Windows 10 (versões 1607, 1809, 20H2, 21H2, 22H2); Microsoft Windows 11 (versões 21H2, 22H2); Microsoft Windows Server 2016 — conforme listado pela Microsoft no MSRC.
Fixed in
Atualizações de segurança cumulativas da Microsoft de março de 2023 (14/03/2023) para cada uma das versões/builds afetadas listadas. Números de KB específicos por build não foram confirmados nas fontes consultadas; verificar o Update Guide da Microsoft para o KB exato correspondente à build em uso.

How to protect

A correção oficial foi distribuída pela Microsoft nas atualizações de segurança de março de 2023 (Patch Tuesday, 14/03/2023) para as versões de Windows listadas como afetadas. A ação recomendada pela CISA e pela Microsoft é aplicar as atualizações cumulativas do mês correspondente à build específica de cada versão de Windows/Windows Server em uso; a Vexday não tem, nas fontes verificadas, os números exatos de KB por build individual — confirme a build instalada e aplique a atualização cumulativa de março de 2023 ou posterior listada no Update Catalog/WSUS para essa build específica.

Onde a atualização não pode ser aplicada imediatamente, não existe um paliativo equivalente que restaure a proteção MOTW da mesma forma que o patch — políticas de restrição de execução de anexos e controle de origem de downloads (bloqueio de extensões de instalador e script em gateways de e-mail e proxy, ASR rules do Defender para bloquear execução de conteúdo obfuscado ou de instaladores baixados) reduzem a superfície de exposição mas não corrigem a falha de verificação de assinatura em si.

Não funciona como mitigação: desabilitar o SmartScreen (isso remove a camada de defesa por completo, não a restaura) ou confiar em treinamento de usuário para reconhecer o ausência do aviso — a falha existe justamente porque o aviso não aparece, então a vítima não tem sinal visual de que algo está errado.

How to detect

Não há assinatura de rede confiável para essa exploração, já que o vetor típico é download via HTTP/HTTPS de arquivo malicioso hospedado em infraestrutura de malvertising, indistinguível de tráfego de download legítimo. No endpoint, os sinais mais úteis são: arquivos executáveis, MSI ou scripts executados sem o stream alternativo Zone.Identifier presente apesar de terem origem confirmada de download (navegador, cliente de e-mail); execução de instaladores MSI com cadeia de assinatura Authenticode inválida ou malformada; e correlação com indicadores de comportamento pós-exploração associados ao Magniber (encriptação em massa de arquivos, criação de tarefas agendadas e artefatos típicos de ransomware) quando a cadeia se completa. Ausência de log nativo do SmartScreen sobre a falha de aplicação do MOTW é o próprio problema — o sistema não registra que deixou de aplicar a marca, então a detecção depende de telemetria de EDR sobre a estrutura do arquivo e da assinatura, não de um log de evento específico da vulnerabilidade.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
Windows SmartScreen Security Feature Bypass Vulnerability
CVSS:3.1/AV:L/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:N/I:L/A:L/E:F/RL:O/RC:C