← back
CVE-2025-22457criticalunder attackransomwareCWE-121

CVE-2025-22457

100Vexday Risk Score

Patch now. It under exploitation confirmed by CISA and has a working public exploit.

ssvc Actcvss 9epss 100%
from disclosure to weapon5 days
Published on NVDApr 3
1st PoC+5d
metasploitApr 3
CISA KEV+1d
exploitation probability
100%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
10 public exploit(s)
Action required by CISAfederal deadline: 2025-04-11

Apply mitigations as set forth in the CISA instructions linked below.

Summary

Buffer overflow baseado em pilha (CWE-121) no componente de gateway web do Ivanti Connect Secure, que permite execução remota de código sem autenticação. A falha ganhou gravidade real porque está associada à exploração ativa por um grupo de espionagem (rastreado pela comunidade de threat intel como UNC5221) contra Connect Secure exposto à internet, e por isso entrou no KEV da CISA com prazo de correção de apenas 7 dias — o mínimo possível.

Technical detail

A vulnerabilidade é um estouro de buffer na pilha (CWE-121) em um componente do gateway web do Ivanti Connect Secure, Policy Secure e ZTA Gateways. O CVSS oficial (AV:N/AC:H/PR:N/UI:N) indica vetor de rede, sem necessidade de autenticação ou interação do usuário, mas com complexidade de ataque alta (AC:H) — isso normalmente reflete a necessidade de condições de exploração não triviais, como janelas de corrida ou manipulação precisa de estruturas internas do processo, e não apenas envio de um payload simples.

O advisory da Ivanti não detalha publicamente o caminho de código exato nem o parâmetro vulnerável nas informações disponíveis nesta apuração. O que se sabe com certeza, a partir da descrição oficial e do CWE-121 catalogado pela CISA, é que se trata de corrupção de memória na pilha explorável remotamente sem credenciais válidas, resultando em RCE — a classe de falha mais severa possível em um appliance de VPN/acesso remoto, porque compromete o próprio componente que faz a triagem do tráfego de borda.

A complexidade alta (AC:H) no vetor CVSS é um dado relevante para quem avalia risco: nem todo tráfego malformado dispara a falha, e a exploração bem-sucedida provavelmente depende de manipular estado ou timing específico do serviço afetado — detalhe que reforça por que inicialmente a explorabilidade real da falha foi subestimada até ficar confirmada em campo.

How it’s exploited

O vetor é de rede, contra a interface exposta do gateway (o mesmo componente que atende usuários de VPN), sem exigência de autenticação prévia — isso é o que torna a falha crítica para qualquer appliance Connect Secure acessível pela internet, que é o modo de operação padrão desse produto. Não há indicação nas fontes apuradas de que a exploração dependa de configuração não padrão do produto; o requisito real é apenas exposição da interface vulnerável à rede de onde o atacante ataca.

A CISA confirmou exploração ativa no mundo real ao incluir a CVE no catálogo KEV em 04/04/2025, um dia após a publicação, com prazo de correção de apenas 7 dias (11/04/2025) — prazo curto típico de falhas já sendo usadas em campanhas reais contra alvos federais e, por extensão, qualquer organização exposta. Existe módulo Metasploit e PoC pública, o que baixa a barreira técnica para reprodução da falha por atores menos sofisticados, mesmo que a exploração original tenha exigido conhecimento aprofundado do componente afetado.

O resultado final da exploração é execução de código no próprio appliance de borda — o que dá ao atacante um ponto de pivô dentro da rede interna, acesso a sessões de VPN, e potencial para persistência anterior à camada de autenticação da organização. Por operar no nível do gateway, a compromissão via essa falha tende a ser mais difícil de detectar do que um comprometimento de credencial isolada.

Versions

Affected
Ivanti Connect Secure anterior à 22.7R2.6; Ivanti Policy Secure anterior à 22.7R1.4; Ivanti Neurons for ZTA Gateways anterior à 22.8R2.2.
Fixed in
Ivanti Connect Secure 22.7R2.6; Ivanti Policy Secure 22.7R1.4; Ivanti Neurons for ZTA Gateways 22.8R2.2.

How to protect

A correção definitiva é atualizar para as versões corrigidas pelo fornecedor: Ivanti Connect Secure 22.7R2.6, Ivanti Policy Secure 22.7R1.4, e ZTA Gateways 22.8R2.2 (ou posteriores). Não há paliativo de configuração publicamente confirmado que neutralize a falha sem aplicar o patch — appliances desse tipo normalmente não aceitam mitigação via WAF externo de forma confiável, porque o tráfego relevante passa pelo próprio componente vulnerável antes de qualquer inspeção.

A CISA publicou instruções de mitigação específicas (link no advisory do KEV) que devem ser seguidas enquanto o patch não é aplicado; elas incluem, tipicamente para esse tipo de incidente, uso da ferramenta de verificação de integridade (ICT) do fornecedor para detectar comprometimento prévio, já que a atualização por si só não remove um implante instalado antes do patch. Isso é relevante: se o appliance já estava exposto e vulnerável antes da correção, apenas atualizar não elimina backdoors eventualmente plantados — é necessário verificar integridade e, em caso de suspeita, considerar reconstrução do appliance a partir de imagem limpa.

Não existe mitigação eficaz baseada em restringir apenas por autenticação, já que a falha é pré-autenticação por definição. Isolar a interface de gestão não resolve, pois o componente afetado é o próprio gateway de acesso, que precisa ficar exposto para a VPN funcionar — a única mitigação real de rede é reduzir a superfície exposta (restringir origem de IPs, se operacionalmente viável) até a atualização ser aplicada.

How to detect

Não há, nas fontes apuradas, uma assinatura de log única e confiável divulgada publicamente para essa CVE específica. A CISA recomenda o uso da ferramenta de verificação de integridade (Integrity Checker Tool) do próprio fornecedor para identificar indícios de comprometimento em appliances Connect Secure/Policy Secure/ZTA, já que a exploração pode ocorrer sem deixar rastro evidente nos logs de acesso padrão do dispositivo.

Dado o histórico de exploração ativa por ator de ameaça sofisticado (per KEV/CISA), organizações que operam esses appliances expostos à internet e não aplicaram o patch antes de abril de 2025 devem tratar o dispositivo como potencialmente comprometido e priorizar a verificação de integridade e revisão de indicadores de comprometimento publicados pelo fornecedor e por pesquisadores de resposta a incidentes, em vez de confiar apenas em ausência de log suspeito.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
A stack-based buffer overflow in Ivanti Connect Secure before version 22.7R2.6, Ivanti Policy Secure before version 22.7R1.4, and Ivanti ZTA Gateways before version 22.8R2.2 allows a remote unauthenticated attacker to achieve remote code execution.
CVSS:3.1/AV:N/AC:H/PR:N/UI:N/S:C/C:H/I:H/A:H
⚠ Public resources, to assess the exposure of systems you control or are authorized to test. Test only with authorization.