CVE-2025-24200
Prioritize patching. It under exploitation confirmed by CISA.
Apply mitigations per vendor instructions or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.
Summary
Falha de autorização no gerenciamento de estado do USB Restricted Mode do iOS/iPadOS que permite, a quem tem acesso físico a um iPhone ou iPad bloqueado, desabilitar essa proteção e reabrir a porta USB para extração de dados ou ataques de força bruta contra a senha. Não é uma falha remota: exige o aparelho em mãos, mas foi usada — segundo a Apple — em ataques forenses "extremamente sofisticados" contra alvos específicos, o que a colocou no catálogo KEV da CISA mesmo com CVSS moderado (6.1).
Technical detail
USB Restricted Mode é o mecanismo que a Apple introduziu para bloquear a interface de dados USB (Lightning/USB-C) depois que o dispositivo passa um tempo sem ser desbloqueado, justamente para impedir que ferramentas forenses (GrayKey, Cellebrite e similares) usem a porta física para tentar extrair dados ou forçar o passcode. A CVE-2025-24200 é descrita pela Apple como um 'authorization issue' resolvido com 'improved state management' — ou seja, o código que decide se o modo restrito está ativo ou não tinha uma condição de estado que podia ser manipulada, deixando a porta USB acessível mesmo com a tela bloqueada.
How it’s exploited
O vetor exige acesso físico ao dispositivo travado — não há componente de rede, autenticação remota ou interação do usuário (AC:L, PR:N, UI:N no CVSS, mas AV:P é a peça central: proximidade física obrigatória). Na prática, o cenário descrito pela Apple e por Bill Marczak, do Citizen Lab, é de ataque forense: alguém com o aparelho em mãos usa um acessório ou ferramenta USB para explorar a falha de estado e reabrir a interface de dados que deveria estar bloqueada, abrindo caminho para extração de dados ou tentativa de bypass de senha por hardware especializado. A Apple classifica o caso como 'extremamente sofisticado' e direcionado a 'indivíduos específicos' — linguagem que a empresa reserva para campanhas de spyware mercenário, não para exploração em massa. A presença no catálogo KEV confirma exploração real, mas não há relato de uso oportunista ou automatizado contra a população em geral.
Versions
How to protect
A correção definitiva é atualizar para as versões corrigidas: iOS/iPadOS 15.8.4, iOS/iPadOS 16.7.11, iPadOS 17.7.5 ou iOS/iPadOS 18.3.1, dependendo do modelo do dispositivo (os ramos antigos existem porque a Apple ainda dá suporte de segurança a hardware que não roda o iOS 18). Não há configuração ou flag alternativa publicada pela Apple que mitigue essa falha especificamente sem atualizar — o problema está no gerenciamento de estado interno do modo restrito, não em uma opção que o usuário controla.
How to detect
Não há assinatura de rede ou log de sistema conhecido e publicado que indique tentativa de exploração dessa falha — o ataque é físico e local à porta USB, fora do alcance de monitoramento de SOC tradicional. O único indicador prático citado por pesquisadores (Citizen Lab) é o padrão mais amplo de comprometimento associado a spyware forense/mercenário, verificável com ferramentas de análise forense de dispositivos móveis voltadas a detectar indícios de comprometimento pós-fato, não a exploração em si.