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CVE-2025-29635highunder attackCWE-77

CVE-2025-29635

88Vexday Risk Score

Patch now. It under exploitation confirmed by CISA and has a working public exploit.

ssvc Actcvss 7.2epss 90%
from disclosure to weapon
Published on NVDMar 25
CISA KEV+395d
exploitation probability
90%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
Action required by CISAfederal deadline: 2026-05-08

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Summary

Vulnerabilidade de command injection no endpoint /goform/set_prohibiting dos roteadores D-Link DIR-823X, versões de firmware 240126 e 240802, que permite execução arbitrária de comandos no sistema operacional do dispositivo. Está no catálogo KEV da CISA como exploração confirmada e associada a campanhas de botnet (variante Mirai) contra dispositivos D-Link expostos. O vetor CVSS (PR:H) indica que o atacante precisa de privilégios/autenticação no dispositivo — não é uma falha pré-autenticação trivial, apesar da gravidade do impacto.

Technical detail

A falha é classificada como CWE-77 (Neutralização Inadequada de Elementos Especiais usados em um Comando). O endpoint /goform/set_prohibiting, parte da interface de gerenciamento web do DIR-823X (função de bloqueio/restrição de acesso, dado o nome), recebe parâmetros via requisição POST que são concatenados sem sanitização em uma chamada de shell no binário CGI do firmware — padrão comum em roteadores D-Link, onde formulários web viram scripts que invocam binários do sistema (iptables, busybox, etc.) usando os valores enviados pelo cliente diretamente na string de comando.

O atacante controla o conteúdo de um ou mais campos do POST que são passados a essa chamada de sistema, permitindo injetar metacaracteres de shell (ponto e vírgula, pipe, backtick) para encadear comandos arbitrários com os privilégios do processo do servidor web, tipicamente root em firmware de roteador embarcado.

O vetor CVSS 3.1 (AV:N/AC:L/PR:H/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H) documenta que a exploração exige rede (AV:N), é de baixa complexidade (AC:L), não precisa de interação do usuário (UI:N), mas exige privilégios altos (PR:H) — ou seja, o atacante precisa estar autenticado na interface de administração do dispositivo antes de enviar o POST malicioso. Isso reduz a superfície de ataque real a cenários onde o painel admin está exposto e credenciais foram obtidas (senha padrão, credencial fraca, ou vulnerabilidade de autenticação separada).

How it’s exploited

O exploit consiste em enviar uma requisição POST autenticada para /goform/set_prohibiting com um parâmetro manipulado contendo comandos de shell embutidos. Como o dispositivo é um roteador SOHO tipicamente exposto na porta de gerenciamento web (às vezes acessível pela WAN por má configuração), o principal pré-requisito prático é obter uma sessão autenticada — o que costuma ser trivial em campanhas automatizadas, já que muitos DIR-823X seguem com credenciais padrão ou senhas fracas nunca alteradas.

A presença no catálogo KEV da CISA confirma exploração ativa. O artigo referenciado da Akamai indica, pelo título, uma campanha de botnet Mirai utilizando essa CVE para comprometer dispositivos D-Link em massa — padrão típico dessas campanhas é escanear a internet por painéis expostos, tentar credenciais padrão/força bruta e, uma vez autenticado, disparar o POST malicioso para baixar e executar um loader Mirai, incorporando o dispositivo a uma botnet DDoS.

Existe um template Nuclei público para a falha, o que baixa a barreira de detecção/exploração automatizada por scanners de vulnerabilidade e por atacantes oportunistas. O resultado final da exploração é execução de comando com privilégios do processo do servidor de gerenciamento — geralmente equivalente a root no firmware, com controle total do roteador (interceptação de tráfego, pivô para a rede interna, uso em botnet).

Versions

Affected
D-Link DIR-823X, firmware 240126 e 240802 (conforme descrição oficial e CISA KEV).
Fixed in
Não identificado nas fontes apuradas. Consultar o advisory da D-Link (SAP10469) para verificar disponibilidade de firmware corrigido; a CISA sinaliza possibilidade de o produto estar em EoL/EoS, cenário em que pode não haver correção oficial.

How to protect

As fontes disponíveis não trazem uma versão de firmware corrigida publicada pelo fornecedor. A CISA, no registro KEV, observa que o produto pode estar em fim de vida (EoL) ou fim de suporte (EoS) e recomenda, quando não houver mitigação disponível do fornecedor, descontinuar o uso do dispositivo. Há um advisory da D-Link referenciado (SAP10469) tratando desta CVE — consulte-o diretamente para confirmar se existe atualização de firmware para o modelo e versão específicos antes de assumir que o problema está resolvido.

Como controle compensatório, restrinja o acesso à interface de administração do dispositivo (desative gerenciamento remoto/WAN, permita acesso apenas de IPs de confiança na LAN, segmente o roteador numa VLAN de gerência isolada) e troque credenciais padrão por senhas fortes e únicas — como a exploração exige autenticação (PR:H), eliminar credenciais fracas e acesso remoto ao painel neutraliza a maior parte do risco prático mesmo sem patch.

Não existe mitigação via firewall de aplicação (WAF) nesse cenário, já que o dispositivo é o próprio alvo e não está atrás de um WAF típico de aplicação web corporativa; um IPS/firewall de borda que bloqueie POSTs para /goform/set_prohibiting provenientes da WAN é o controle de rede mais realista para quem não pode substituir o equipamento imediatamente. Trocar senha sem restringir a exposição da interface de gerenciamento não é suficiente isoladamente, pois não elimina o vetor de injeção — apenas dificulta a etapa de autenticação prévia.

How to detect

Monitorar logs do servidor web/gerenciamento do dispositivo (ou tráfego de rede voltado à interface de administração) por requisições POST para /goform/set_prohibiting contendo metacaracteres de shell (;, |, `, $(), &&) nos parâmetros do formulário — esse é o indicador mais direto de tentativa de exploração. Como há template Nuclei público, também é comum observar varreduras automatizadas testando esse endpoint em lote antes de qualquer tentativa de autenticação bem-sucedida.

Em ambientes onde o dispositivo já foi comprometido, procurar por sinais pós-exploração típicos de botnets Mirai: processos ou binários desconhecidos rodando com nomes genéricos, conexões de saída para IPs/portas atípicas (C2), uso anômalo de CPU/banda e reinicializações não programadas. Não há assinatura de exploração universalmente confiável sem acesso ao binário CGI vulnerável para confirmar o parâmetro exato injetado — a ausência de detalhe público completo sobre o payload limita a certeza de qualquer regra de detecção baseada só na descrição oficial.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
A command injection vulnerability in D-Link DIR-823X 240126 and 240802 allows an authorized attacker to execute arbitrary commands on remote devices by sending a POST request to /goform/set_prohibiting via the corresponding function, triggering remote command execution.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:H/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H
Affected products
n/a · n/a