← back
CVE-2025-4632criticalunder attackCWE-22

CVE-2025-4632

98Vexday Risk Score

Patch now. It under exploitation confirmed by CISA and has a working public exploit.

ssvc Actcvss 9.8epss 24%
from disclosure to weapon22 days
Published on NVDMay 13
1st PoC+22d
CISA KEV+9d
exploitation probability
24%top 2% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
3 public exploit(s)
Action required by CISAfederal deadline: 2025-06-12

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Summary

Falha de path traversal (CWE-22) no Samsung MagicINFO 9 Server que permite a um atacante não autenticado escrever arquivos arbitrários no sistema, com o processo do servidor rodando com privilégios de sistema. Na prática funciona como bypass da correção anterior para a CVE-2024-7399 (mesma descrição, mesmo mecanismo), e está na lista KEV da CISA por exploração confirmada em ambiente real — inclusive para instalação de webshells.

Technical detail

O MagicINFO 9 Server é a plataforma de gestão de conteúdo (CMS) para os displays de sinalização digital da Samsung, tipicamente exposta como aplicação web Java (servlets/Tomcat) para upload e distribuição de conteúdo aos players. A vulnerabilidade está em uma rotina de upload/gravação de arquivo que usa um nome ou caminho fornecido pelo cliente sem sanitizar sequências de travessia de diretório (ex.: '../'), permitindo que o valor controlado pelo atacante escape do diretório de upload pretendido e grave o arquivo em qualquer local do sistema de arquivos acessível ao processo.

A descrição do fornecedor é praticamente idêntica à da CVE-2024-7399, corrigida em agosto de 2024 — indício forte de que essa falha é uma variação ou bypass da mesma classe de bug que não foi eliminada por completo na primeira correção. O próprio boletim de julho de 2025 da Samsung (SVP-JUL-2025) lista mais três CVEs de path traversal/upload no mesmo produto (CVE-2025-54438, entre outras), confirmando que a superfície de escrita de arquivo do MagicINFO teve múltiplas rodadas de patch incompleto.

O CVSS 3.1 (AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H) reflete que a exploração é remota, sem autenticação, sem interação do usuário e sem complexidade adicional — o atacante só precisa alcançar a porta do serviço web do MagicINFO na rede.

How it’s exploited

O vetor é uma requisição HTTP para o endpoint de upload/gravação de arquivo do MagicINFO contendo sequências de travessia de diretório no parâmetro de nome de arquivo (ou similar), fazendo o servidor gravar o conteúdo enviado fora do diretório de upload restrito. Como o processo roda com privilégios de sistema no Windows, o atacante consegue depositar um arquivo executável do lado do servidor — por exemplo um JSP — em um diretório acessível via web, e em seguida acioná-lo com uma segunda requisição HTTP simples para obter execução de código.

Não há pré-condição de autenticação (PR:N) nem de configuração não padrão conhecida: o serviço exposto na porta padrão do MagicINFO já é suficiente. Existe PoC pública e template Nuclei, o que torna o ataque trivialmente automatizável e explica a inclusão no catálogo KEV da CISA (adicionada em 22/05/2025, prazo de correção 12/06/2025) — a CISA confirma exploração ativa, sem indicar (à época) uso em campanhas de ransomware conhecidas.

O resultado final típico documentado por pesquisadores é o comprometimento total do servidor MagicINFO — grave uma webshell, execute com privilégios de sistema e a partir daí use o servidor como pivô, já que essas instalações costumam ter conectividade com a rede de displays e, em muitos casos, ficam expostas diretamente à internet para gestão remota de sinalização digital.

Versions

Affected
Samsung MagicINFO 9 Server, versões anteriores à 21.1052.
Fixed in
Versão 21.1052 e posteriores (correção publicada no boletim SVP-MAY-2025, referência interna Samsung SVE-2025-50001).

How to protect

Atualizar para a versão 21.1052 ou posterior do MagicINFO 9 Server, conforme o boletim SVP-MAY-2025 da Samsung (SVE-2025-50001), que descreve a correção como ajuste da lógica de validação do caminho de entrada. Como essa falha é essencialmente uma reincidência da CVE-2024-7399, aplicar apenas o patch antigo não é suficiente — é preciso confirmar a versão de build atual, não apenas que 'já foi corrigido uma vez'.

Se a atualização imediata não for possível, o paliativo real é remover o servidor MagicINFO do acesso direto à internet e restringir a rede de gestão a hosts administrativos confiáveis, já que não há flag de configuração documentada pelo fornecedor que desative a rotina de upload vulnerável sem quebrar funcionalidade. Monitorar e restringir permissões de escrita do processo do serviço no sistema de arquivos (privilégio mínimo, não rodar como SYSTEM quando evitável) reduz o impacto, mas não fecha a vulnerabilidade.

Dado o padrão de múltiplos bypasses no mesmo componente (CVE-2024-7399, CVE-2025-4632, e depois CVE-2025-54438/54439/54445/54451/54454 em julho de 2025), tratar qualquer patch anterior de path traversal do MagicINFO como definitivo é o mito a evitar — vale revisar o histórico completo de SVPs da Samsung para esse produto antes de considerar o ambiente seguro.

How to detect

Procurar em logs do servidor web/aplicação por requisições HTTP para endpoints de upload do MagicINFO contendo sequências de travessia de diretório (literais como '../' ou variantes codificadas em URL/duplamente codificadas) nos parâmetros de nome de arquivo. A presença de arquivos JSP ou executáveis inesperados em diretórios web-acessíveis do MagicINFO, criados fora do fluxo normal de upload de conteúdo de sinalização, é um forte indicador de exploração bem-sucedida.

Como há template Nuclei público para essa CVE, tentativas de exploração automatizada tendem a gerar um padrão de scanning reconhecível (requisições repetidas e sequenciais testando variações de payload de traversal contra o mesmo endpoint) — vale correlacionar com IPs que também testam a CVE-2024-7399 e as CVEs de julho de 2025 no mesmo produto, já que ferramentas de scanning tendem a testar toda a família de bugs de uma vez.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
Improper limitation of a pathname to a restricted directory vulnerability in Samsung MagicINFO 9 Server version before 21.1052 allows attackers to write arbitrary file as system authority.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H
⚠ Public resources, to assess the exposure of systems you control or are authorized to test. Test only with authorization.