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CVE-2025-61932criticalunder attackCWE-940

CVE-2025-61932

58Vexday Risk Score

Prioritize patching. It under exploitation confirmed by CISA.

ssvc Actcvss 9.3epss 2.8%
from disclosure to weapon
Published on NVDOct 20
CISA KEV+2d
exploitation probability
2.8%top 14% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
Action required by CISAfederal deadline: 2025-11-12

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Summary

Falha no protocolo de comunicação entre o Lanscope Endpoint Manager (versão on-premises) e seus agentes de endpoint — Client program (MR) e Detection Agent (DA) — que não verifica corretamente a origem dos pacotes recebidos. Isso permite que um atacante na rede envie pacotes forjados para o agente instalado nas máquinas cliente e execute código arbitrário sem autenticação nem interação do usuário. A MOTEX confirmou que um cliente recebeu pacotes maliciosos que parecem visar exatamente essa falha antes da divulgação pública, e a CISA já incluiu a CVE no catálogo KEV por exploração confirmada.

Technical detail

A vulnerabilidade é classificada como CWE-940 (Improper Verification of Source of a Communication Channel). O MR e o DA — componentes que rodam nas estações de trabalho e recebem comandos/atualizações do servidor gerenciador Lanscope — aceitam pacotes de rede sem validar adequadamente se eles realmente vieram do servidor legítimo. Isso quebra o modelo de confiança do canal manager-agent: qualquer origem capaz de alcançar a porta de comunicação do agente pode se passar pelo gerenciador central.

O vetor de ataque é de rede (AV:N), sem necessidade de privilégios (PR:N), sem interação do usuário (UI:N) e sem pré-requisitos de ataque adicionais (AT:N) — o que explica o score CVSS 4.0 de 9.3 e o CVSS 3.0 de 9.8 atribuído pela própria MOTEX. O impacto reportado é execução de código arbitrário no host onde o MR/DA está instalado, ou seja, comprometimento total do endpoint gerenciado.

O problema afeta apenas a versão on-premises. A versão em nuvem (Cloud) do Lanscope Endpoint Manager não é vulnerável, segundo o fornecedor — presumivelmente porque a arquitetura de comunicação difere e não expõe o mesmo canal manager-agent diretamente na rede do cliente.

How it’s exploited

Para explorar a falha, o atacante precisa apenas de conectividade de rede até a porta usada pelo MR ou DA nos endpoints — não precisa de credenciais, não precisa que o usuário clique em nada, e o CVSS 4.0 indica que não há condições especiais de ataque (AT:N). Isso torna o alvo qualquer ambiente que exponha esses agentes a redes não totalmente confiáveis, incluindo segmentos internos comprometidos por outro vetor.

A MOTEX declarou que um cliente já recebeu pacotes maliciosos suspeitos de visar essa vulnerabilidade, o que motivou a divulgação coordenada com a JPCERT/CC. A CISA adicionou a CVE ao catálogo KEV em 22/10/2025 com prazo de correção até 12/11/2025, confirmando exploração ativa — embora não haja indicação de que esteja associada a campanhas de ransomware conhecidas até o momento.

O resultado final da exploração é execução de código arbitrário no endpoint com os privilégios do processo do agente, dando ao atacante um ponto de apoio persistente na máquina — potencialmente cada estação de trabalho da organização que roda o MR/DA vulnerável.

Versions

Affected
Lanscope Endpoint Manager (On-Premises) — Client program (MR) e Detection Agent (DA), versão 9.4.7.1 e anteriores. A versão Cloud não é afetada.
Fixed in
9.3.2.7, 9.3.3.9, 9.4.0.5, 9.4.1.5, 9.4.2.6, 9.4.3.8, 9.4.4.6, 9.4.5.4, 9.4.6.3, 9.4.7.3 (backports por branch, conforme publicado pela MOTEX).

How to protect

A correção definitiva é atualizar o Client program (MR) e o Detection Agent (DA) instalados nos endpoints. A MOTEX publicou versões corrigidas para cada branch: 9.3.2.7, 9.3.3.9, 9.4.0.5, 9.4.1.5, 9.4.2.6, 9.4.3.8, 9.4.4.6, 9.4.5.4, 9.4.6.3 e 9.4.7.3. O fornecedor destaca que apenas o lado cliente precisa ser atualizado — não é necessário atualizar o servidor gerenciador (Manager).

A MOTEX também recomenda aplicar um workaround enquanto a atualização não é feita, mas os detalhes técnicos desse workaround estão publicados apenas no portal de suporte do cliente (LANSCOPE PORTAL), que exige login — as fontes públicas consultadas não descrevem seu conteúdo, então não é possível reproduzi-lo aqui com precisão. Quem não tem acesso imediato ao portal deve tratar como controle compensatório a restrição de rede: isolar o tráfego de comunicação entre agentes e o gerenciador, impedindo que hosts fora do segmento de gerenciamento confiável alcancem a porta usada pelo MR/DA.

A JVN e a CISA reforçam que, se nenhuma mitigação for viável, a alternativa é descontinuar o uso do componente vulnerável até a correção — não há mitigação de configuração alternativa documentada nas fontes consultadas além da atualização e do workaround restrito ao portal do fornecedor.

How to detect

Nenhum indicador de comprometimento (IOC) específico — assinatura de pacote, porta exata ou padrão de payload — foi publicado nas fontes consultadas. O sinal mais concreto disponível é o próprio relato da MOTEX de que um cliente recebeu pacotes externos anômalos direcionados ao serviço do agente antes da divulgação; isso sugere monitorar tráfego não esperado chegando às portas de comunicação do MR/DA a partir de origens fora do segmento do servidor gerenciador legítimo, e processos filhos inesperados spawnados pelos serviços do agente Lanscope nos endpoints.

Como o fornecedor não detalhou publicamente a porta, protocolo ou estrutura do pacote exploitável, times de detecção dependem de telemetria de host (EDR) para identificar execução de processo anômala originada pelo serviço do MR/DA, mais do que de assinatura de rede confiável.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
Lanscope Endpoint Manager (On-Premises) (Client program (MR) and Detection agent (DA)) improperly verifies the origin of incoming requests, allowing an attacker to execute arbitrary code by sending specially crafted packets.
CVSS:4.0/AV:N/AC:L/AT:N/PR:N/UI:N/VC:H/VI:H/VA:H/SC:N/SI:N/SA:N