CVE-2025-22224
Prioriza la corrección. Ella está bajo explotación confirmada por CISA.
Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.
Resumen
TOCTOU (CWE-367) no VMCI (Virtual Machine Communication Interface) do VMware ESXi e Workstation que resulta em escrita fora dos limites (out-of-bounds write), permitindo escape de máquina virtual: um atacante com privilégios administrativos dentro de uma VM convidada executa código no processo VMX do host, ou seja, sai do isolamento da VM e ganha execução no hypervisor. A Broadcom confirma exploração ativa no mundo real, e a falha entrou no catálogo KEV da CISA no mesmo dia da publicação — isso é raro e sinaliza que já existe um exploit funcional em uso, não apenas risco teórico.
Detalle técnico
A vulnerabilidade está no VMCI, o mecanismo de comunicação entre a VM guest e o hypervisor. É uma condição de corrida clássica de tempo-de-verificação/tempo-de-uso (TOCTOU): o código do VMX valida um parâmetro ou estado de um buffer/handle em um momento, mas usa esse estado em outro momento posterior, sem garantir atomicidade. Entre a verificação e o uso, um atacante com controle total dentro da VM (privilégios administrativos no guest) pode alterar o valor validado, fazendo o VMX operar sobre dados inconsistentes e escrever fora dos limites de um buffer legítimo.
O resultado prático é corrupção de memória controlada dentro do processo VMX, que roda no host (fora da VM, com privilégios do hypervisor). Isso abre caminho para execução arbitrária de código no contexto do VMX — não dentro da VM, mas no processo que a hospeda no host físico.
A falha foi divulgada junto com CVE-2025-22225 (escrita arbitrária de kernel a partir do processo VMX, permitindo escape do sandbox do VMX) e CVE-2025-22226 (leitura fora dos limites no HGFS, vazamento de memória do processo vmx). As três foram reportadas pelo Microsoft Threat Intelligence Center e corrigidas no mesmo boletim (VMSA-2025-0004), o que sugere uma cadeia de exploração: CVE-2025-22224 para corromper memória no VMX e CVE-2025-22225 para escalar do VMX (que já roda com privilégios elevados no host, mas ainda dentro de um sandbox) até o kernel do host.
O vetor CVSS (AV:L/PR:N) reflete o modelo do hypervisor: 'local' significa a partir da VM guest, e PR:N indica que nenhum privilégio é exigido no componente atacado (o hypervisor) — mas isso não elimina o pré-requisito real, que é ser administrador dentro da VM guest.
Cómo se explota
Pré-requisito real e não opcional: o atacante precisa já ter privilégios administrativos (root/Administrator) dentro de uma máquina virtual rodando sob ESXi ou Workstation vulneráveis. Não é uma falha explorável remotamente contra o host, nem por um usuário comum dentro da VM — exige controle total do guest, o que normalmente significa que a VM já foi comprometida por outro vetor (phishing, credencial vazada, outra vulnerabilidade) ou que o atacante é um cliente malicioso em ambiente multi-tenant com VMs próprias.
Com esse acesso, o atacante explora a janela de corrida no VMCI para forçar o VMX do host a escrever fora dos limites de um buffer, corrompendo memória do processo. A partir daí, a cadeia documentada no mesmo boletim (usando CVE-2025-22225) permite escalar de execução no VMX até escrita arbitrária no kernel do host, completando o escape da VM.
A Broadcom afirma ter evidências de exploração no mundo real das três CVEs do boletim (22224, 22225 e 22226), e a CISA adicionou a CVE-2025-22224 ao catálogo KEV no próprio dia da divulgação, com prazo de correção de 21 dias (25/03/2025) — isso indica exploração já observada em campanhas reais, embora nem a Broadcom nem a CISA tenham publicado detalhes de quem está sendo alvo ou de qual ator. O EPSS reportado (0.015) é baixo e não reflete a gravidade real; ele mede probabilidade de exploração massiva contra ativos expostos na internet, e este é um escape de VM que depende de acesso prévio ao guest, não de exposição de rede.
Versiones
Cómo protegerse
Não existe workaround publicado pela Broadcom para nenhuma das três CVEs deste boletim — a única remediação é aplicar o patch. Para ESXi 8.0 aplicar ESXi80U3d-24585383 ou ESXi80U2d-24585300 (dependendo da branch de atualização); para ESXi 7.0 aplicar ESXi70U3s-24585291; para VMware Workstation 17.x atualizar para 17.6.3. VMware Cloud Foundation 5.x e 4.5.x recebem patch assíncrono referenciando os mesmos builds de ESXi (KB88287 traz o guia de patching assíncrono). VMware Telco Cloud Platform e Telco Cloud Infrastructure têm correção via KB389385.
VMware Fusion 13.x é afetado apenas por CVE-2025-22226 neste boletim (não pela 22224) e é corrigido na versão 13.6.3.
Como não há mitigação de configuração, controles compensatórios reais são limitados: restringir e monitorar rigorosamente quem tem privilégios administrativos dentro de VMs (já que esse é o pré-requisito de exploração), segmentar VMs de tenants não confiáveis em hosts dedicados, e priorizar patch imediato em ambientes multi-tenant ou onde VMs recebem código/usuários não totalmente confiáveis. Reduzir superfície não substitui o patch — a ausência de workaround é explícita no advisory.
Cómo detectar
As fontes disponíveis não trazem indicadores de comprometimento (IOCs), assinaturas de tráfego ou padrões de log específicos para detectar exploração desta CVE — nem a Broadcom nem a CISA publicaram esse detalhe técnico. Na ausência de sinal confiável documentado, o que se pode monitorar de forma genérica são crashes ou reinícios inesperados do processo VMX associados a uma VM específica, logs do vmkernel/hostd com erros relacionados a VMCI, e atividade administrativa anômala dentro de VMs (criação de contas, escalonamento de privilégios) que precede a tentativa de escape — mas nenhum desses sinais é atribuível com certeza a esta vulnerabilidade especificamente.