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CVE-2021-21975highsob ataqueransomwareCWE-918

CVE-2021-21975

100Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 7.5epss 78%
da publicação à arma0 dias
Publicada no NVD31 de mar.
1ª PoC31 de mar.
metasploit30 de mar.
CISA KEV+293d
probabilidade de exploração
78%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
18 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-02-01

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

SSRF na API do vRealize Operations Manager (vROps) permite que um atacante com acesso de rede à API, sem autenticação, force o servidor a fazer requisições arbitrárias e capture credenciais administrativas expostas nesse processo. A falha está no catálogo KEV da CISA com exploração confirmada, e é amplamente usada em conjunto com uma segunda falha (arbitrary file write, CVE-2021-21983) para alcançar execução remota de código — o impacto real costuma ser maior do que o CVSS isolado de 7.5 sugere.

Detalhamento técnico

A causa raiz é uma falha de Server-Side Request Forgery (CWE-918) na API do vROps: um endpoint aceita um parâmetro controlado pelo cliente que define o destino de uma requisição feita pelo próprio servidor, sem validação adequada. O atacante não precisa de credenciais — o pré-requisito é apenas acesso de rede à API (AV:N, PR:N, UI:N no CVSS oficial), o que em muitos ambientes corporativos significa qualquer host na mesma VLAN ou, em deploys expostos, a internet.

O efeito prático é que o servidor vROps pode ser induzido a fazer chamadas internas — inclusive para componentes de autenticação/token do próprio produto — e o atacante consegue extrair credenciais administrativas a partir da resposta dessas requisições forjadas. A VMware classificou a falha original como 'Important', com CVSSv3 variando de 7.2 a 8.6 dependendo da versão.

Um detalhe crítico documentado pela própria VMware no changelog do VMSA-2021-0004: os hotfixes lançados inicialmente para as versões 7.5.0 até 8.3.0 corrigiram a falha, mas a versão 8.4.0 shipou com uma correção incompleta, deixando um risco residual moderado (CVSS 4.3) que só foi eliminado por hotfixes posteriores vinculadas ao advisory VMSA-2021-0018. Isso significa que 'estar na 8.4.0' não é garantia de estar protegido — depende de qual hotfix foi aplicada depois.

Como é explorada

O vetor é rede direta contra a API do vROps, sem autenticação prévia — complexidade baixa (AC:L) e sem interação do usuário. O atacante envia uma requisição manipulada que faz o vROps atuar como proxy involuntário, e a resposta expõe material de autenticação (credenciais/token administrativo) que normalmente ficaria isolado no backend.

Na prática, exploits públicos e o módulo Metasploit associado não param no roubo de credenciais: eles encadeiam o CVE-2021-21975 com o CVE-2021-21983 (gravação arbitrária de arquivo na API do vROps, que exige autenticação). O SSRF fornece o token administrativo necessário para autenticar; o segundo bug então grava um arquivo (webshell) no sistema operacional Photon subjacente, resultando em execução remota de código — daí o título 'Server Side Request Forgery / Code Execution' associado ao exploit divulgado. Essa cadeia é o motivo do CVE estar no KEV da CISA com exploração confirmada in-the-wild desde antes de janeiro de 2022, quando foi adicionado ao catálogo.

Existem PoC pública e template Nuclei, o que baixa a barreira de reprodução para qualquer atacante com acesso de rede ao endpoint da API — não é necessário conhecimento privilegiado do ambiente, apenas achar a instância exposta.

Versões

Afetadas
vRealize Operations Manager 6.7.0, 7.0.0, 7.5.0, 8.0.0/8.0.1, 8.1.0/8.1.1, 8.2.0, 8.3.0 (qualquer plataforma de execução) — CVSSv3 7.2 a 8.6 conforme a versão. A versão 8.4.0, na forma como foi lançada originalmente, contém correção incompleta (risco residual CVSS 4.3). vRealize Operations Manager 6.6.0/6.6.1 e anteriores não são afetados. Produtos que empacotam componentes vROps também são impactados: VMware Cloud Foundation 3.x e 4.x, e vRealize Suite Lifecycle Manager 8.x.
Corrigidas em
Correção completa por versão via hotfix: 7.5.0 (KB85378), 8.0.0/8.0.1 (KB85379), 8.1.0/8.1.1 (KB85380), 8.2.0 (KB85381), 8.3.0 (KB85382). A 8.4.0 recebeu inicialmente uma correção parcial; a resolução completa veio por hotfixes posteriores associadas ao VMSA-2021-0018 (não há um número de build isolado citado no advisório original — ver KB85383 e o advisório complementar). vROps 8.5.0 não é afetado. Para Cloud Foundation e vRealize Suite Lifecycle Manager, aplicar KB83260. Para 6.7.0 e 7.0.0: sem patch planejado — apenas workaround (KB83287).

Como se proteger

A correção definitiva é aplicar a hotfix correspondente à versão instalada, listada pela VMware: 7.5.0 (KB85378), 8.0.0/8.0.1 (KB85379), 8.1.0/8.1.1 (KB85380), 8.2.0 (KB85381), 8.3.0 (KB85382) e 8.4.0 (KB85383, corrigindo o risco residual deixado pela correção incompleta original). A partir da 8.5.0 o produto não é afetado. Para VMware Cloud Foundation (vROps 3.x/4.x) e vRealize Suite Lifecycle Manager, a hotfix é a KB83260. Para as versões 6.7.0 e 7.0.0, a VMware não planejou patch — o único caminho é aplicar o workaround listado (KB83287) ou migrar para uma versão suportada.

Se não for possível aplicar hotfix imediatamente, a VMware publicou workarounds específicos por versão (KB82367 até KB83287, listados na tabela do advisory) — vale a leitura da KB correspondente à build exata, já que o workaround varia entre versões e não há um procedimento único genérico. Restringir o acesso de rede à API do vROps (segmentação, firewall, ACL) reduz a superfície mas não elimina a falha: qualquer host com acesso à API ainda consegue explorar.

Atualizar apenas para a 8.4.0 sem aplicar a hotfix subsequente NÃO resolve completamente — essa versão manteve risco residual moderado até a correção definitiva ligada ao VMSA-2021-0018. Assumir que 'estar em 8.4+' é suficiente é o erro mais comum ao avaliar exposição a este CVE.

Como detectar

Não há indicador de comprometimento específico publicado pela VMware no advisório. Como sinal genérico, procurar por requisições atípicas na API do vROps que incluam parâmetros de URL/host controláveis apontando para endereços externos ou para endpoints internos de autenticação/metadata, seguidas de atividade de login administrativo sem correspondência de origem esperada. Em ambientes com o Metasploit ou Nuclei template disponíveis publicamente, escaneamentos automatizados contra a porta/API do vROps também são um sinal de reconhecimento ativo — vale monitorar logs de acesso à API por padrões de requisição repetitivos vindos de um único host externo à rede de gerência.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
Server Side Request Forgery in vRealize Operations Manager API (CVE-2021-21975) prior to 8.4 may allow a malicious actor with network access to the vRealize Operations Manager API can perform a Server Side Request Forgery attack to steal administrative credentials.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:N/A:N
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